Galápagos: San Cristóbal, devagar se vai ao longe
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Galápagos: San Cristóbal, devagar se vai ao longe

Fabio Vendrame

22 Abril 2014 | 03h50

Trilha formada por uma erupção vulcânica ancestral – Fotos: Adriana Moreira/Estadão

Milhões de anos de erupções deram origem às Galápagos, que continuam vivas – há vulcões ativos em Fernandina e Isabela. Em San Cristóbal eles estão extintos, mas ainda é possível entender um pouco da formação geológica local desembarcando em Punta Pitt.

Pelo briefing, dado pela chefe de expedições no dia anterior ao desembarque, a parada não pareceu tão interessante em comparação a outros pontos do arquipélago. Uma trilha por rochas, poucos animais para ver, vegetação escassa – as cabras, introduzidas ali por pescadores (e exterminadas anos depois pelo Parque Nacional), e os ratos acabaram com quase tudo. Por que caminhar ali?

Eis uma lição em Galápagos: não existe lugar feio (ou, vá lá, menos bonito). A começar pelo desembarque, em uma praia terrosa cercada por dois imensos paredões. Os leões-marinhos, como é de praxe no arquipélago, estão por ali, curtindo uma preguiça.


A trilha começa no sulco deixado pela lava em uma dessas antiquíssimas erupções. Subimos, passando por alguns cactos, até identificar a antiga cratera, que encheu de água de chuva ao longo dos anos e, em um tempo muito antes de qualquer um de nós existir, colapsou e deixou seu rastro de pedras até a margem. Lá no alto, além da vista de tirar o fôlego, uma vegetação rasteira, vermelha, contrasta com o verde dos cactos e com o azul do mar.

Vegetação contrasta com o azul do mar

Mas esta é apenas a pontinha da ilha e o cenário em Puerto Baquerizo Moreno – a cidadezinha de aproximadamente 6 mil habitantes de San Cristóbal – é bem diferente. A calmaria impera nas ruas, repletas de lojinhas de souvenirs na avenida à beira-mar e agências de mergulho nas transversais. Centenas de leões-marinhos (sempre eles) se espalham pela orla – bebês procuram as mães, machos lutam por território, mas a maioria apenas dorme. Folgados, os bichos se espalham até sobre os barcos ancorados.

Gigante cascuda na hora do almoço

Assim como em Santa Cruz, San Cristóbal também conta com seu centro de preservação de tartarugas gigantes. Na Galapaguera de Cerro Colorado, a 40 minutos de Puerto Baquerizo Moreno, é possível ver animais recém-saídos dos ovos e indivíduos adultos. Dá para chegar bem pertinho deles (mas não toque!).

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