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Gripe nos EUA: viajar ou não viajar, eis a questão

Adriana Moreira

23 Janeiro 2013 | 20h29

Adriana Moreira

Na semana passada, o governador do Estado de Nova York decretou emergência de saúde pública em razão do surto de gripe. Foram quase 20 mil infectados no Estado – 20 crianças morreram no país. Diante desses números, quem tem viagem marcada para o país pode estar se perguntando…

1. Será que devo mudar meus planos?

A resposta é não. O Ministério da Saúde não recomenda que se cancele a viagem. Apenas faz recomendações básicas, com dicas de higiene bem semelhantes àquelas da época em que a preocupação era com a gripe A (que ficou conhecida com o suína): lavar as mãos várias vezes ao dia, usar álcool gel para desinfetar e, na medida do possível, evitar o contato com doentes. Claro no espaço exíguo de uma cabine pressurizada fica difícil evitar os espirros do vizinho de poltrona – aí é torcer para toda aquela vitamina C ingerida faça seu trabalho…


2. Devo tomar vacina antigripe antes de sair do Brasil?

Outro não. Jesse Reis Alves, médico infectologista responsável pela área de vacinas e consulta do viajante do laboratório Fleury, explica que o vírus que está circulando no Hemisfério Norte não é o mesmo que passou por aqui na última temporada de gripes (ou seja, o inverno). É provável que o H3N2, o vírus responsável pela maior parte dos casos nos EUA, chegue por aqui – mas ele também pode sofrer alguma modificação até lá. Portanto, economize a picada.

3. Então devo tomar a vacina assim que chegar lá?

Mais uma vez, não. A não ser que você pretenda passar o mês inteiro na terra do Tio Sam, tomar a vacina não será eficaz: ela demora duas semanas para fazer efeito no organismo. Vale lembrar que 10% das pessoas apresentam reações à vacina. Ou seja: no afã de não adoecer, você pode ficar de cama enquanto seus amigos estão na Broadway.

Trocando em miúdos: faça a sua viagem. Eu mesma estive nos EUA durante o auge da gripe suína em 2009 e não tive qualquer problema, apesar do pânico generalizado. Se você ou seu acompanhante se encaixar no grupo de pessoas com maior sensibilidade aos vírus (crianças pequenas, idosos, pessoas com baixa imunidade), peça ao médico uma orientação específica. E sempre faça um seguro-saúde antes de sair do país – assim você estará em coberto qualquer emergência.

 

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