Invencionices divertidas no cardápio de Rotorua
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Invencionices divertidas no cardápio de Rotorua

Fabio Vendrame

28 Janeiro 2014 | 03h50

Shweeb, um dos brinquedos curiosos de Rotorua – Foto: Reuters

ROTORUA

Queenstown é considerada a capital dos esportes de aventura na Ilha Sul da Nova Zelândia. Na Ilha Norte, contudo, a adrenalina mora em Rotorua – os “kiwis”, como são chamados os neozelandeses, até a apelidaram de Rotovegas, uma referência não a cassinos (que não existem por lá), mas às diversões proporcionadas.

A partir dessa premissa, o Agroventures pode ser considerado, digamos, um Bellagio local, com aventuras de tipos variados (preços a partir de NZ$ 49 ou R$ 97). Foi lá que tive, de fato, a experiência mais radical da viagem. O Swoop proporciona um mergulho em queda livre a 40 metros de altura, seguido por balanços pendulares que fazem você acelerar de 0 a 130 quilômetros por hora em um segundo e tiram o fôlego de qualquer pessoa. Você com certeza já deve ter visto um – o falecido, simpático e pouco glamouroso Playcenter tinha sua versão.


Outras opções são o bungy jump de 43 metros, um passeio de jet boat em alta velocidade e o Freefall Extreme, que reproduz a queda livre de um salto de paraquedas com a ajuda de um motor V12 que despeja vento por baixo do seu corpo, permitindo que você flutue.

Mas, inédito mesmo é o Shweeb: trata-se de uma espécie de bicicleta, envolta por uma cápsula, pendurada num monotrilho, cuja velocidade pode chegar a 45 km/h.

Sim, os neozelandeses não se constrangem ao inventar atrações. Algumas são adaptações de brincadeiras infantis e podem parecer bobocas – e talvez por isso mesmo funcionem tão bem. Entram nessa categoria o Ogo ou Zorb – despencar do alto de uma colina dentro de uma bola de plástico, com ou sem um pouco de água dentro. Por algum motivo, rodar tanto e se sentir dentro de um desenho do Pica Pau desencadeia surtos de riso. Desnecessário dizer que as crianças soltam vários “de novo, de novo” a cada descida.

Deslizando por cima da selva – Foto: Alessandro Lucchetti/Estadão

Sobre as árvores. As opções de arvorismo e tirolesa proliferam no país. Uma das melhores é o Rotorua Canopy Tours, associado a um projeto conservacionista. Uma parte do valor do ingresso é destinada à conservação de uma área de 500 hectares, que tem a meta de devolver a floresta ao estado em que se encontrava há 800 anos, quando a Nova Zelândia começou a receber visitantes humanos, os polinésios.

A aventura custa NZ$ 129 (R$ 255) e dura três horas, tempo para se balançar entre árvores de 500 anos, pássaros e plantas nativos. O ponto alto (alto mesmo) é o deslocamento de 220 metros em tirolesa. Não dá nem para ver a plataforma de chegada na hora da partida. Ou seja, frio na barriga garantido. / A.L.

+CULTURA MAORI

Te Puia – O parque em Rotorua tem como objetivo difundir a cultura maori, com direito a dança tradicional (não escapei de subir no palco, com outros turistas). Bater nos antebraços e coxas, arregalar os olhos e mostrar a língua: tudo parte do ritual haka. As seleções neozelandesas de rúgbi e basquete dançam antes dos jogos para intimidar os adversários.

O ritual ‘haka’ – Foto: Bogdan Cristel/Reuters

Sob a terra – Há mais para ver no Te Puia. O parque é repleto de gêiseres, lagoas borbulhantes e piscinas de lama. Para quem compra o pacote com jantar, é possível experimentar pratos cozidos sob a terra (ou nos lagos vulcânicos), aproveitando o calor subterrâneo. Os ingressos custam a partir de NZ 48,50 (R$ 96).