Literatura + Moda
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Literatura + Moda

Bianca Ribeiro

09 Abril 2010 | 14h23

Ao mergulhar em um livro, você é capaz de imaginar como é a personagem. Como são seus olhos, cabelos, o jeito de falar, andar e até como ela se veste. Pois 20 designers toparam o desafio de criar vestidos cheios de imaginação para vestir a prosa e a poesia de escritores de sua língua materna. Um diálogo entre moda e literatura com toques poéticos.

A exposição “20 trajes para Europa” reúne 12 estilistas espanhóis, 4 belgas e 4 húngaros. Os modelitos são inspirados na literatura espanhola, hispanoamericana, belga e húngara. A mostra chega a Madri na quarta-feira.  


Para o livro “Cem anos de solidão”, do colombiano Gabriel García Márquez, os estilistas espanhóis Luis Devota e Modesto Lomba criaram um modelo feito de 300 peças amarelas, que correspondem às mariposas que seguiam o personagem Maurício Babilonia. Totalmente assimétrico e com um tom de amarelo intenso, o vestido casa bem com o realismo literário do livro.

Vestido para

Vestido para "Cem anos de solidão". Foto: EFE

Agatha Ruíz de la Prada assina um vestido rodado, em que a parte de baixo mais parece um guarda-chuva com estampa colorida de arco-iris. O desenho foi feito para o livro “Llona chegou com a chuva”, do também colombiano Álvaro Mutis. O modelito é claramente inspirado em Llona, uma ex-amante do protagonista, companheira de muitas andanças pelo mundo, que reaparece com as fortes chuvas tropicais do Panamá.

Modelito criado para

Modelito criado para "Llona chegou com a chuva". Foto: Divulgação

Bem mais discreto, com cortes retos e cara de sobretudo, em branco e preto, a estilista húngara Katti Zoób se inspirou na obra de SándorMárai “Confissões de um burguês”. No livro, Márai, com 34 anos, conta sua própria história em um país natal que já não existe por conta da 1ª Guerra Mundial. A pequena cidade em que nasceu, Kassa, hoje é território eslovaco.
Vestido inspirado em

Vestido inspirado em "Confissões de um burguês". Foto: EFE

Estes são apenas alguns modelitos.Na quarta-feira, a exposição será inaugurada em Madri na quarta-feira. Ela também está em cartaz em Budapeste, na Hungria, até o fim de maio. A mostra  itinerante  já percorreu Tóquio, Pequim, Istambul, Milão e Bruxelas. A entrada é gratuita.

Em Madri, a mostra será inaugurada na quarta-feira no Instituto Cervantes de Madrid, onde permanece até 23 de maio. Mais informações no site www.cervantes.es

Em Budapeste, a exposição está no Petöfi Irodalmi Múzeum até 31 de maio. Site: www.pim.hu/