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Mr. Miles em Santa Catarina. De férias

Tania Valeria Gomes

10 Dezembro 2008 | 11h36

Confirmado: depois de uma longa ausência, o homem mais viajado do planeta garante que vem mesmo ao Brasil ainda durante o verão. A informação não foi passada para a redação, mas diretamente a um de seus leitores, como se pode ver na carta abaixo. Sabe-se, entretanto, que mr. Miles está na Alemanha, onde foi convidado a dar palpites em uma comissão encarregada de lembrar, no próximo ano, os vinte anos da queda do Muro de Berlim.

Prezado Miles,
Assíduo leitor de sua coluna, tomo a liberdade de solicitar o seu empenho pessoal para ajudar a recuperar a imagem de Santa Catarina e da bela Florianópolis. Após o drama das chuvas que abalaram o Estado, todos os impactos estão sendo superados e tenho certeza de que a temporada vai ser, mais uma vez, um espetáculo (…). Conto contigo e com sua solidariedade.
Paulo Arenhart
Secretário de Comunicação de Florianópolis

Wait for me, Santa Catarina

Well, my friend: não conte apenas com minha solidariedade, mas com minha presença. Se eu ainda tinha dúvidas sobre em que ilha deveria ancorar essa velha carcaça viajora no verão que se avizinha, now I’m sure>: Floripa is the right place. Faz muito tempo que não passo pelas proximidades da velha Hercilio’s Light Bridge (N.da.R.: Ponte Hercílio Luz) que, by the way, conhecí pouco depois da inauguração, numa viagem que fazia para Buenos Aires.
É uma ilha extraordinária, sem contar o fato de que naquelas dunas pululam diamantes em estado bruto… Ou onde vocês acham que vão se banhar, pela primeira vez, essas meninas que mais tarde tornam-se Veras Fischer ou Giselles Bündchen?
Believe me, Paul: eu entendo sua aflição. As tragédias naturais são freqüentemente sucedidas pelo infortúnio do preconceito, pela desdita da ignorância e pela catástrofe das decisões precipitadas. O senso comum leva as pessoas a acreditarem que uma inundação no vale do rio Itajaí vai acabar com as ondas da praia da Joaquina ou afugentar as baleias da Praia do Rosa. That’s ridiculous! É claro que não é o momento de visitar casas de enxaimel em Blumenau ou comer marreco com repolho roxo na pobre Pomerode, tão abalada pela fúria das águas. Mas há um mundo de wonderful places em Santa Catarina que, thanks God, ficaram ao largo desse infortúnio.
Tenho um amigo que é tour operator em London e não consegue entender essa lógica: “Miles — disse-me ele, ainda outro dia —, com a atentado em Mumbai, meus clientes programados para Bali cancelaram suas viagens. Será que eles não percebem que a distância entre Mumbai e Bali é quase a mesma que separa a Inglaterra da Índia?”
Pois quanto a mim, don’t worry, Paul. Estarei em Floripa as soon as possible. De alguma coisa tem de me valer essa interminável experiência de viajante. Haverá menos trânsito, of course. Os preços estarão menores do que usually. E as pessoas, já por natureza hospitaleiras, terão mais tempo e carinho a dedicar a quem as visitar. Talvez eu pegue umas ondas com the good Guga, se ele estiver disponível. Tênis, não. Todos sabem que ele nunca gostou de jogar na grama — o único piso que, of course, eu posso aceitar.