Na Cidade do México, obras-primas com acesso gratuito
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Na Cidade do México, obras-primas com acesso gratuito

Bruna Tiussu

03 Março 2011 | 15h18

Um edifício assimétrico, coberto por 16 mil hexágonos espelhados é a grande novidade da Cidade do México. Mas seu design inovador se torna mero detalhe quando você toma conhecimento do que ele abriga lá dentro. São 60 mil obras assinadas por grandes mestres – para que a lista não fique extensa demais, aí vão dez deles: El Greco, Picasso, Renoir, Miró, Van Gogh, Monet, Cézane, Matisse, Da Vinci e Rodin.


Na fachada, 16 mil hexágonos refletem a luz. Foto: Dario Lopez-Mills/AP

O empreendimento é do magnata mexicano Carlos Slim – que já foi considerado pela revista Forbes o homem mais rico do mundo – e está avaliado em 24 milhões de euro. Ele batizou o local de Museu Soumaya (uma homenagem à sua esposa morta em 1999) e colocou lá grande parte da sua coleção pessoal, distribuídas por seis salas de exposições.

Logo na entrada do museu está 'O pensador', de Auguste Rodin. Foto: Dario Lopez-Mills/AP

'Mujer em llamas' do espanhol Salvador Dali. Foto: Dario Lopez-Mills/AP

Sua inauguração oficial foi terça-feira, em um evento para 1.500 convidados apresentado pelo jornalista Larry King e que contou com a presença ilustre do presidente do México, Felipe Calderón, e o Nobel de Literatura Gabriel García Márquez. Pórem, para o público, o local estará aberto a partir do dia 28.

A novidade ficou ainda melhor quando Sim anunciou, naquela noite, que a entrada do Museu será gratuita. Ele afirmou que seu objetivo é levar obras de grandes artistas para os mexicanos que não têm condições de viajar ao exterior. Turistas que visitam a capital também agradecem a iniciativa.