Dicas de Clayton Conservani para quem gosta de aventura
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Dicas de Clayton Conservani para quem gosta de aventura

Felipe Mortara

06 Julho 2012 | 20h47

 

Gargantas do Rio Zambezi, no Zâmbia. Foto: Divulgação/TV Globo

Felipe Mortara


Subir correndo os 4.095 metros do Monte Kinabalu, na Malásia. Correr uma maratona de 250 quilômetros no Deserto do Saara. Fazer rafting no Rio Zambezi, no Zâmbia, repleto de crocodilos. Mas calma, você pode conhecer estes lugares sem precisar se meter nas roubadas em que o repórter Clayton Conservani se mete na segunda temporada de Planeta Extremo, que estréia domingo (8) no Fantástico. Depois de rodar o mundo para gravar suas aventuras, Clayton sugere 5 lugares de tirar o fôlego em que é possível se divertir sem suar (muito) a camisa.

 

Equipe de filmagem do programa Planeta Extremo. Foto: Divulgação/TV Globo

Vale das Lágrimas, Argentina

“Este lugar – a 4 mil metros de altitude – ficou famoso por conta de uma tragédia e de um milagre ao mesmo tempo. Em 1972 um avião da Força Aérea do Uruguai caiu na Cordilheira dos Andes com 45 pessoas a bordo – a maior parte jogadores de um time de rúgbi. Após 72 dias foram resgatados 16 sobreviventes, que resistiram comendo a carne de seus companheiros e enfrentando temperaturas de até 30 graus Celsius negativos. A boa notícia é que você não precisa passar perrengue para conhecer de perto esse belíssimo vale.

Saindo de Mendoza ruma-se a Sosneado de carro, é um trekking bem bonito, mas em alguns trechos sobe-se no lombo de uma mula, que te conduz por penhascos e rios perigosos. Um vacilo e você já era. Algumas empresas, como a Sarval Travel, a Explore Beyond e a Christian Alias, fazem esses trajetos e oferecem barracas e todo o equipamento necessário.”

 

Crocodilos no Rio Zambezi, no Zâmbia. Foto: Divulgação/TV Globo

Clayton Conservani prestes a encarar as corredeiras do Rio Zambeze, no Zâmbia. Foto: Divulgação/TV Globo

Rafting no Rio Zambeze, Zâmbia e Zimbábue

“Com uma mínima experiência em rafting dá para encarar esse rio assustador. Dá medo e nos remansos você vê crocodilos. Virei na corredeira número 5 e numa chamada ‘A Mãe’- dá para imaginar como era, né? Paramos num remanso, fiquei longe e nadei. Logo depois vi um crocodilo enorme. Esse rafting é nervoso, mas é bacana. A hospedagem é em Victoria Falls, que conta com bons hotéis.

Na cidade é possível contratar excursões para ver baobás gigantes e os tradicionais safáris. Há bares e vida noturna. Tem a Panarotti’s, uma pizzaria bacana e bem movimentada. Um dia no rio custa cerca de US$ 150, mas há opções de vários dias descendo corredeiras, parando e acampando desde US$ 1850 em empresas como a Zambezi Rafting  e a Zambezi Expeditions.”

 

Clayton no acampamento base do Everest, diante de placa em homagem aos primeiros exploradores. Foto: Divulgação/TV Globo

Trekking até o acampamento base do Everest

“Para um casal que curta caminhar é uma boa lua de mel. Vai para Katmandu e pega avião para Lukla, e de lá caminha-se 11 dias. Fui com um produtor gordinho e ele foi na raça, sofreu, mas curtiu demais. Tem que ir na primavera – entre abril e junho, quando o caminho é todo florido. Minha dica é ir leve, sem levar peso nas costas e contratar um sherpa como carregador. Se não conseguir fazer todo o trajeto, vá pelo menos até Everest View, de onde se avista a montanha pela primeira vez – é inesquecível. Fui em 2008 e ainda vou voltar lá com minha mulher e minha filha, de 16 anos. Empresas como a Pisa, a Grade 6 e a Morgado Expedições, oferecem pacotes de trekking até lá. A parte terrestre custa cerca de US$ 4 mil.”

 

Clayton no extremo norte da Noruega. Foto: Divulgação/TV Globo

Seguir a aurora boreal, Noruega

“Voe do Brasil até Oslo, capital da Noruega, e de lá até Tromso. Contrate um dos vários caçadores de aurora boreal da região como Kjetil Skogli. Os passeios acontecem entre setembro e março, mas até avistar o fenômeno não são tão demorados, demoram cerca de uma hora. Ele arma uma cabana de esquimó às margens do Oceano Ártico, mas não tão longe.

Acredito que com a explosão solar que houve semana passada, quem quiser ver o fenômeno nos próximos meses vai testemunhar algo incrível. É impressionante. Tem que ter boa roupa, casacão de pena de ganso. Bota boa com pelos dentro, mas eles alugam tudo por lá. Na vila de Alta, tem um hotel de gelo muito aconchegante. Svalbard tem passeio de trenó com cachorros. É uma cidade curiosa, porque as pessoas andam armadas por causa de ursos nas ruas – na região há mais ursos do que seres humanos.”

Dean’s Blue Hole. Foto: Clayton Conservani/TV Globo

Dean’s Blue Hole, Bahamas

“É o mais profundo buraco no mar conhecido no mundo, com 202 metros. Eu mergulhei com dois cilindros de ar, mas dá para ficar ali na boca do abismo observando os peixes, são maravilhosos. No entanto, basta mergulhar ali naquela água linda ou ficar contemplando da praia de areias branquinhas. Em Long Island, você tem hotéis bem dedicados ao mergulho aos esportes aquáticos e menos à curtição. Ali bate-se recordes mundiais de apneia, o último é de 101 metros – do neozelandês William Trubridge. Se você nunca mergulhou, por ali é possível fazer curso e em alguns dias estar certificado para mergulhar sozinho, claro que não a imensas profundidades. É um lugar especialíssimo para aprender apneia – a Vertical Blue é uma boa escola e cobra US$ 475 por quatro dias de curso básico. Mas também scuba diving, pois além da beleza, você sai da praia de areia branca caminhando. Mais informações no site da certificadora de escolas de mergulho PADI.”