O hotel beagle e outras bizarrices
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O hotel beagle e outras bizarrices

Tania Valeria Gomes

07 Maio 2009 | 14h14

O advento do novo tipo de gripe fez com que nosso grande viajante recebesse um sem número de cartas e emails, instando-o a posicionar-se sobre os conselhos que daria aos viajantes em uma situação como essa. Mr. Miles manda dizer aos consulentes que é preciso agir com bom-senso e evitar as regiões atingidas pelo pânico, “porque o pânico, indeed, faz mais estragos em uma viagem do que uma gripe”.
Lembra, entretanto, que o mundo é muito grande e o prazer de viajar, segundo estudos da Universidade de Oxford, aumenta consideravelmente a quantidade de anticorpos na circulação sanguinea. “So keep traveling, friends. And enjoy“.
A seguir, a pergunta da semana:

Querido Mr. Miles: já ouvi falar em hotéis em cavernas, hotéis submarinos e, até, hotéis-cápsulas no Japão. O que o senhor acha dessas invenções e qual foi o hotel mais estranho em que já se hospedou?
Breno Hideo Sensini, por email

Well, my friend: a criatividade humana não tem limites. O que, unfortunately, quase sempre resulta em desastres. Don’t you agree? Hotéis e similares são, historicamente, lugares preparados para dar hospedagem aos viajantes. Podem fazê-lo discretamente, podem oferecer mais ou menos conforto, podem ser melhor ou pior localizados. Quando, however, decidem fazer da estadia uma “experiência” — palavra, aliás, muito em voga no setor —, aproximam-se, dangerously, da tortuosa estrada do ridículo.
Fato, aliás, que frequentemente não abala suas finanças, porque, for sure, há sempre uma quantidade grande de hóspedes igualmente desprovida de limites para o bom-senso. Veja o caso dos hotéis de gelo, fellow. Eu não poderia acreditar, mas o fato é que há milhares de pessoas capazes de trocar o conforto de uma cama pelo incômodo prazer de pagar para dormir sobre uma lápide de gelo, em quartos (sem banheiros, of course) com temperatura inferior aos cinco graus negativos.
Isn’t it amazing?
Tenho uma velha amiga que tornou-se gerente de um hotel-guindaste no bairro de Harlingen, em Amsterdam. A crane hotel!!! Os hóspedes pagam nada menos que 500 dólares americanos para dormir na cabine da geringonça, com direito a acionar as alavancas que podem elevar o “apartamento” até 49 metros de altura. E, believe me, é preciso reservar com enorme antecedência!
De minha parte, já dormi em cavernas na Capadócia, que, entretanto, eram confortáveis como hotéis de alto-padrão e reservavam vistas maravilhosas daquela estupenda maravilha geológica. Pernoitei, também, em tendas de beduínos na Jordânia, sentindo-me uma espécie de Lawrence das Arábias falsificado. Mas, confesso, jamais me senti tão ridículo quanto em Cottonwood, no estado de Idaho (EUA), para onde minha mascote Trashie insistiu que fossemos há algum tempo — motivada por uma foto que viu na internet. Trata-se do único apartamento em todo o planeta construido no, digamos, interior de um beagle gigante, ligeiramente assemelhado com o célebre Cavalo de Tróia. O estabelecimento chama-se Dog Barg Park Inn e, of course, é decorado com pinturas e esculturas de beagles e outros cães. Trashie, vaidosíssima, fez questão de que eu colasse uma foto dela na parede. Foi verdadeiramente disgusting. A única boa noticia é que, ao contrário das expectativas, o hotel, thank God, não latiu a noite inteira

Dog Barg Park Inn