O sobe e desce incessante de um parque de diversão natural
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O sobe e desce incessante de um parque de diversão natural

Fabio Vendrame

18 Março 2014 | 03h00

LENÇÓIS

Ao longo das encostas – e algumas vezes em cima delas – estão espalhadas diversas atrações que merecem pelo menos um dia da sua viagem. É como se fossem as montanhas-russas de um emocionante parque temático chamado Vale do Pati.

Vale do Cachoeirão proporciona um dos melhores panoramas da trilha – Fotos: Felipe Mortara/Estadão

Cachoeirão


Ao contrário do que o nome indica, esse lugar não é apenas uma grande queda d’água – e bota grande nisso, são quase 280 metros de altura – no fundo de um amplo vale. Apesar de necessitar de uma boa chuva para funcionar – e aí está a graça –, quando isso ocorre podem se formar até 15 imensas cachoeiras paralelas. Ainda assim, o passeio merece ser feito em quaisquer condições. O caminho mais clássico oferece uma vista incrível de cima do vale (provavelmente a sua melhor foto da viagem) e leva três horas desde a casa de Seu Wilson. Outra opção é caminhar meio dia a partir da casa de Seu Eduardo, para alcançar a parte de baixo do Vale do Cachoeirão, com um delicioso poço para se refrescar.

Morro do Castelo
Uma vez que se adentra o Vale do Pati, esse morro se faz onipresente. O que surpreende é que sua forma vai mudando conforme o ângulo de onde se observa. Até chegar a um ponto em que se compreende perfeitamente o porquê do nome: é idêntico ao Castelo de Grayskull, aquele do He-Man. Passeio clássico que dura meio dia, subir até o topo (a 1.470 metros) demanda 1h20 de esforço arretado. Mas o sufoco compensa não só pela vista enlouquecedora que se tem do alto. A surpresa (desculpe, mas preciso contar) é uma gruta bem ampla que atravessa de um lado para o outro da montanha. Outrora era permitido dormir lá. Mas você não precisa ver o sol nascendo dali para o passeio valer muito a pena.

Cachoeira dos Funis
Alguns pronunciam no plural, outros chamam de Cachoeira do Funil, mas todos falam do mesmo lugar. Divertida e refrescante atividade matinal a uma hora de caminhada para quem acorda na casa de seu Wilson, dona Leia ou dona Raquel. Se estiver vindo do Capão e acampado nas ruínas da Ruinha, são apenas 25 minutos. A queda não é vertical, porém é muito fotogênica e o pequeno poço é refrescante na medida certa. Cuidado com as pedras ao entrar. Os mais dispostos podem combinar com uma subida ao Morro do Castelo no mesmo dia.

Poção
Quando estiver margeando o Rio Pati até o fundo do vale, peça para o guia parar neste lugar. Desfrute do privilégio de se refrescar – possivelmente sem mais ninguém em volta – numa ampla piscina natural de águas cor de chá mate, porém limpíssimas (a tonalidade vem da alta concentração de ferro). Você pode dar braçadas sob o sol do meio-dia e, em seguida, almoçar ali mesmo.

Rampa do Caim
Quem não tiver pique para percorrer todo o trajeto pode ter uma bela ideia do que é o Vale do Pati do alto deste mirante. Saindo da charmosíssima vila garimpeira de Xique-Xique de Igatu (uma excelente parada cultural), esta longa – porém tranquila – caminhada de 10 quilômetros demora 2h30 para alcançar a Rampa do Caim e sua fantástica vista dos Vales do Pati e do Paraguaçu. No caminho, contorna lajeados e antigas tocas de garimpeiros. / F.M.

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