Paixão pelo iatismo transforma Auckland
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Paixão pelo iatismo transforma Auckland

Fabio Vendrame

28 Janeiro 2014 | 03h20

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

AUCKLAND

Auckland é o lugar mais apropriado de ser chamado de “metrópole” no universo neozelandês. Quase um terço dos kiwis, como eles se autodenominam, moram na cidade que foi capital do país até 1865 (hoje, Wellington) e a população cresceu à taxa de 20% desde 1991, o dobro da média nacional.

Explosão populacional? Não necessariamente. Para entender o contexto, a Nova Zelândia, que tem quase a mesma área do Estado de São Paulo, possui uma população de pouco mais de 4 milhões de habitantes (por aqui, somos quase 45 milhões). Auckland soma pouco mais de 1,5 milhão de moradores – boa parte desse crescimento se deve à chegada de imigrantes, especialmente chineses. O curioso é que não existe um bairro chamado Chinatown em Auckland: há um pouco de Chinatown por toda parte.


Capital dos negócios, Auckland divide sua vocação urbana com um entorno natural. Nos fins de semana, seus moradores navegam rumo às ilhas do Golfo de Hauraki, às praias de Waiheke ou a outro destino à beira-mar. Essa paixão pelo iatismo (a primeira, claro, é o rúgbi) ajudou a transformar a cidade.

A partir da década de 1990, o centro e a zona portuária foram resgatados de seu período de decadência por um espontâneo movimento de revitalização. Muita gente decidiu trocar casas nos subúrbios por apartamentos no centro. Não há metrô e o trânsito incomoda – deslocar-se pouco, portanto, tornou-se a solução mais prática. Assim, bairros como Vulcan Lane e Parnell ganharam um comércio de qualidade.

Viaduct Basin se beneficiou ainda mais da paixão pelo iatismo. O local foi base dos barcos que disputaram as edições 1999 -2000 e 2002-2003 da America’s Cup. O esporte atrai uma legião de fãs endinheirados. Para lucrar com eles, o bairro se reinventou, oferecendo opções mais refinadas de entretenimento.

Ali pertinho, o Britomart reúne algumas das marcas mais requintadas da cidade. E, claro, cafés, restaurantes, baladas… Um shopping ao ar livre. Compras rápidas, souvenirs básicos, ímãs de geladeira? A Queen Street, à sombra dos arranha-céus, é o lugar. Os turistas, contudo, não costumam se deter por muito tempo em Auckland. Uma boa maneira de dar uma geral em seus pontos principais é o Explorer Bus, que parte do terminal de ferryboat a cada meia hora (NZ$ 40 ou R$ 79).

A Sky Tower, erguida em 1997, faz parte do itinerário. Com 328 metros de altura, tomou da australiana AMP Tower, em Sydney, o posto de torre mais alta do Hemisfério Sul. Tem cassino, restaurantes e, claro, uma atração radical. O sky jump é um tipo de bungy jump no qual o aventureiro desce preso a um cabo de aço. Porque tudo no país, afinal, precisa ter gosto de adrenalina. /A.L.