Para cima e para baixo nas cidades-sede do Nordeste
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Para cima e para baixo nas cidades-sede do Nordeste

Felipe Mortara

31 Dezembro 2013 | 05h02

Cena do filme Francisco Brennand, de Marianna Brennand Fortes, que retrata o trabalho do artista em seu atelier. Foto: Divulgação

RECIFE – Na onda de Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi

Não adiantou pedir a Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi, a indicação de um bom endereço para ouvir música em Recife. “Basta sair à rua”, respondeu o músico, entre risos. “Tem bloco de cultura popular, maracatu por toda parte.” Integrante original de uma das bandas fundadoras do movimento mangue beat, Maia ajudou a espraiar a cultura recifense por todo o País. Mora hoje em São Paulo, mas é frequentador assíduo de sua cidade natal.

A oficina do escultor Francisco Brennand (foto) é passeio preferido do músico. “Tenho ido lá toda vez que vou ao Recife.” O centro histórico é outro lugar querido de Lúcio Maia. “Gosto da Rua da Moeda, cheia de bares e restaurantes”, diz. Por ali, o Bar e Comedoria Casa da Moeda é um dos mais movimentados. Na mesma rua está a boa Galeria Arte Plural, que expõe e vende obras de artistas locais. O Shopping Paço Alfândega, ali perto, ocupa um prédio da primeira metade do século 18 restaurado segundo as características da arquitetura original.


No vizinho bairro de Santo Amaro, perto da famosa Rua da Aurora, está outro endereço gastronômico e boêmio querido de Lúcio Maia. O bar Central (Rua Mamede Simões, 144) ferve na happy hour. O cardápio reúne petiscos inspirados nas cozinhas indiana, tailandesa e judaica. “O falafel vegetariano é o meu preferido”, diz Maia.

Sob o sol. Para pegar praia, o músico prefere o litoral sul. “Porto de Galinhas continua um clássico, é lindíssima.” Uma hora de carro basta para chegar lá. Carneiros fica perto, com seu clima bem mais tranquilo e menos frequentado. “Lá você come uma comida simples, servida nas casas dos pescadores”, diz o músico. Antes ou depois, vale uma passada em Boa Viagem para conhecer o Restaurante Parraxaxá, que serve comida tradicional do Nordeste.

Ó linda. Com ladeiras de pedra e arquitetura dos século 16 ao 19, considerada patrimônio pela Unesco, a vizinha cidade de Olinda é outra das sugestões de Lúcio Maia. Inclusive para hospedagem. “O Hotel 7 Colinas é muito tranquilo e tem uma piscina maravilhosa”, diz. / MÔNICA NÓBREGA

 

Lavagem do Bonfim, um dos mais importantes e simbólicos eventos do Estado. Foto: Bahiatursa/Divulgação

SALVADOR – Primeiros passos, pela cantora Daniela Mercury

De cara, Daniela Mercury indica o seu ponto de partida favorito para começar abastecida um tour em Salvador: “Coma dois acarajés excelentes, crocantes, com massas e um vatapá delicioso. O de Cira (71-3249-4170), em Itapuã, e o de Dinha (71-3334- 1703), em Rio Vermelho.”

Cartões-postais. Para a cantora, um dos lugares mais bonitos da cidade é o Museu de Arte Moderna (MAM). “É uma coisa de louco aquela parte da Baía de Todos os Santos”, diz. Mas ela também recomenda Itapuã. “Você vai se lembrar pela música (Tarde em Itapuã, de Vinícius de Morais e Toquinho), mas é realmente um lugar muito bonito.”

Sincretismo. Seguidora do candomblé, ela recomenda uma visita ao Terreiro de Mãe Menininha do Gantois (tel.: 71-3331-9231), no bairro da Federação (foto). “As pessoas vão conhecendo a alma da cidade, que tem a ver com o mar e a africanidade”, afirma Daniela. Uma pedida da artista para entender na prática o sincretismo religioso da Bahia é assistir às missas rezadas ao som dos atabaques de rituais africanos às terças-feiras, às 18 horas, e aos domingos, às 10 horas, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho.
Depois de tudo isso, Daniela sugere uma opção de começo de noite: o Restaurante do Pereira, de cozinha contemporânea, na Barra. “Lá tem uma varanda linda no pôr do sol e um camarão com molho de damasco que eu amo.” / FELIPE MORTARA

Coragem e disposição para encarar o Kalafrio, no Beach Park. Foto: Divulgação

FORTALEZA – Ao sotaque do cineasta Halder Gomes

O cineasta Halder Gomes adora receber amigos em sua cidade natal e dispara uma série de roteiros de cor. “Quando as pessoas vêm pra cá eu recomendo a feirinha de artesanato na Avenida Beira-Mar, no bairro do Meirelles. Para quem quiser provar o famoso caranguejo, recomendo o Itapariká.

Insanidade. “Para quem gosta de emoção, toboáguas no Beach Park (beachpark.com.br; foto). Aquele Insano é pro cabra pensar na vida duas vezes antes de descer. Na volta de lá, uma coisa muito gostosa que eu mesmo sempre faço questão de ir é no Centro das Tapioqueiras, no Bairro Eusébio (85-3274-7565). Também indico o Centro Cultural Dragão do Mar, com atrações musicais, exposições e muita gastronomia.”

Boas risadas. “Em Fortaleza, tem que ver um show de humor. O do Beira-Mar Grill (R$ 30, em beiramargrill.com.br) ocorre todos os dias a partir das 21 horas e reúne nomes famosos da cena de comédia daqui, como a Skolástica, o Lailtinho e o Zé Modesto. Mas também tem Rosicléia e Adamastor Pitaco na Lupus Beer (R$ 34,90). E, às segundas-feiras, tem o Pirata, um clássico de Fortaleza.” / F.M.

No cardápio de ótimas opções, a célebre Praia de Ponta Negra. Foto: Divulgação

NATAL – Lugares queridos da cantora Roberta Sá

A cantora potiguar Roberta Sá tem na ponta da língua sua primeira indicação para visitantes em Natal durante a Copa. “A sorveteria Tropical, melhor sorvete do Brasil”, diz. Aberto há mais de 30 anos, o lugar tem no sorvete de tapioca o seu carro-chefe entre as dezenas de sabores. “Sugiro provar os de frutas típicas do Nordeste, seriguela, cajá, mangaba, açaí”, diz a cantora. Fica na Avenida Amintas Barroso, 2.904.

Outra dica gastronômica da cantora é o restaurante Camarões, que tem quatro unidades pela cidade. “Tudo sempre está fresco. As caipirinhas de frutas locais são deliciosas. Tão bom que vive lotado.”

Vista ao mar. No quesito praias, Roberta Sá prefere mesmo a mais manjada e famosa da capital do Rio Grande do Norte, Ponta Negra (foto). “Fora da cidade, Pipa é maravilhosa”, diz. Ali mesmo pela Via Costeira, ela gosta de ficar hospedada no Hotel Ocean Palace, por sua boa localização. “A praia em frente é gostosa, não tem tantas pedras.” O Vila do Mar, mais simples mas também bastante confortável, é outra de suas indicações.

Bater pernas. Na hora de passear pela cidade, Roberta Sá gosta mesmo dos programas com atmosfera tipicamente nordestina. O Centro de Turismo (Rua Aderbal Figueiredo, 980) fica no antigo prédio da cadeia pública de Natal, construído no século 19 em estilo neoclássico. São cerca de 40 lojas de artesanato, mais opções gastronômicas e um forró pé de serra às quintas-feiras à noite.
No mesmo bairro de Petrópolis, a loja Cantinho Sertanejo (Avenida Afonso Pena, 585) vende produtos típicos do Rio Grande do Norte. “Tem carne de sol, goma para tapioca, doce de coco”, diz Roberta Sá. “Há outras unidades pela cidade”, completa. E na seara cultural, sua especialidade, a cantora indica o Teatro Riachuelo. “A programação é ótima.” / M.N.