Sombra e água fresca na República Dominicana
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Sombra e água fresca na República Dominicana

Adriana Moreira

14 Janeiro 2014 | 03h50

Isla Saona – Foto: Felipe Mortara/Estadão

ONDE TUDO COMEÇOU

O início do Novo Mundo se dá em Santo Domingo, onde uma série de endereços recorda a memória de Cristóvão Colombo. Mas o melhor mesmo fica em Punta Cana, Bayahibe e arredores

Felipe Mortara / PUNTA CANA


Brincam os dominicanos que o primeiro turista a visitar a Isla Hispaniola foi Cristóvão Colombo, em 1492. Não é de todo mentira. Mas o fato é que, desde então, milhares de outros também descobriram o grande potencial da ilha em produzir descanso e relaxamento. Os brasileiros, claro, fazem parte desse grupo: no ano passado, 83.127 mil turistas tupiniquins pisaram ali. Visitaram seus parques nacionais, hospedaram-se em resorts à beira-mar e estiveram no berço da colonização espanhola.

Comecemos, então, pelo começo. O primeiro hospital, a primeira universidade e a primeira igreja das Américas, tudo isso está em Santo Domingo, fundada em 1496. Além de ser (obviamente) Patrimônio Mundial pela Unesco, a hoje colonial e bem organizada capital da República Dominicana é um privilegiado ponto de partida para compreender a importância histórica da ilha.

O Faro a Colón, misto de monumento, centro cultural e museu, inaugurado em 1992, ocupa o local onde os dominicanos afirmam guardar os restos de Cristóvão Colombo. Já o Alcázar de Colón, a casa onde a família Colombo viveu por mais de três gerações, é hoje um museu com objetos que pertenceram a seu filho Diego. Ao lado, a Catedral Primada de América é a primeira do Novo Mundo. Com previsão de inauguração em março, o hotel-butique Casas Del XVI (www.casasdelxvi.com) deu um toque de contemporaneidade a imóveis históricos do século 16. Ao todo, são 18 apartamentos, com diárias desde US$ 225 o casal.

Litoral. Santo Domingo pode ser a primeira parada, mas sabemos que você desembarcou ali em busca de praia. Com mais de 40 resorts espalhados em um trecho de 20 quilômetros, Punta Cana reúne o ideal para descansar: praias de mar deslumbrante, coqueiros encurvados e hotéis all-inclusive. Há opções para hóspedes com todos os tipos de bolso – vale dizer que Punta Cana ainda é um dos destinos caribenhos mais acessíveis para os brasileiros, com voos diários da Gol.

Punta Cana – Foto: Felipe Mortara/Estadão

Os melhores preços costumam estar nos resorts das maiores redes. O vasto e arborizado Melià Caribe Tropical (meliacaribetropical.com), por exemplo, conta com (pasme) 1.128 apartamentos, cujas diárias variam de US$ 150 a US$ 350 por pessoa. Outros, como o Paradisus Palma Real (paradisuspalmareal.com), apostam em lençóis de fios egípcios e jacuzzis para cativar os viajantes.

Para quem busca mais exclusividade, Cap Cana é o canto dos bacanas alguns quilômetros ao sul. No ano passado, o Eden Roc at Cap Cana (edenroccapcana.com) virou a primeira hospedagem dominicana a entrar na rede Relais & Châteaux. A deslumbrante praia particular e a caprichada gastronomia local fazem valer as diárias, que começam em US$ 1.004 o casal.

Outras bandas. A duas horas de carro de Punta Cana ou a 50 minutos de Santo Domingo (com o recém-inaugurado Corredor Vial Turístico del Este), Bayahibe e a vizinha La Romana oferecem resorts com mais despojamento e um mar ainda mais azul.

O Catalonia Gran Dominicus (diárias com pensão completa a partir de US$ 125 por pessoa, cataloniagrandominicus.com) fica próximo a ótimos pontos de mergulho e tem farta programação infantil. Já o Be Live Canoas ( desde US$ 100 por pessoa, belivehotels.com) tem atividades tanto para casais apaixonados como para numerosas famílias.

Pertinho dali, a 40 minutos de barco, uma das joias mais exploradas do país resiste ao turismo predatório. A Isla Saona parece uma miragem: é difícil acreditar que exista um mar daquela cor e transparência. Empresas como a Otium (otiumtour.com) e a Mirage (www.miragetours.com.do) propõem passeios de barco a partir de US$ 100, com almoço na praia de Punta Capuano.

Bayahibe – Foto: Seth Kugel/NYT

No norte do país, Samaná (a 4 horas de ônibus de Santo Domingo ou 7 horas de Punta Cana) tem um perfil mais tranquilo e de convívio com a natureza, cercada por belas matas. Anote: a cachoeira Salto del Limón e a Playa de Rincón merecem a visita. Para completar, e talvez até justificar a ida ainda neste verão, até março há passeios para avistar baleias jubartes, que vão dar à luz na região. A Flora Tours (flora-tours.net) cobra US$ 65 por uma manhã de contemplação.

‘Hablas español?’

Calhambeques – Desde que Fidel Castro passou o comando de Cuba a seu irmão Raúl, as mudanças na ilha mais controversa do Caribe se aceleraram – vide a recente liberação da venda de carros novos, um marco no país dominado por velhos calhambeques russos e americanos dos anos 50 e 60.

Imersão à cubana – Cuba pede disposição para imersão cultural. Veja a arquitetura espanhola arruinada de Havana Velha, o malecón (calçadão) e os museus, na capital. A musicalidade de Santiago de Cuba e Trinidad; a história da revolução e de Che Guevara em Santa Clara. Resorts estão em Varadero, e as melhores praias, em Baracoa e nos Cayos Coco e Romano.

Porto Rico, o quintal – Quintal dos Estados Unidos, país do qual é um condado, Porto Rico tem boa infraestrutura. Os 500 anos de história e a herança arquitetônica espanhola fazem do bairro antigo da capital San Juan passeio obrigatório. A floresta El Yunque tem trilhas e cachoeiras. O melhor ponto para o surfe fica em Rincón. Mais: seepuertorico.com.

SAIBA MAIS:

  • Aéreo: SP–Santo Domingo–SP, com conexão, R$ 2.330 na Gol (voegol.com.br); R$ 2.824 na Copa (copaair.com). SP–Punta Cana–SP, R$ 2.847 na Copa; R$ 3.371 na American (aa.com)