Sevilha na Semana Santa
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Sevilha na Semana Santa

Bruna Tiussu

31 Março 2010 | 20h36

Durante a Semana Santa, Sevilha mais parece um templo a céu aberto. Devotos se espalham pelas ruas e praças participando de procissões que demonstram a força do catolicismo no país – tudo observado minuciosamente por turistas curiosos.

É uma atmosfera única. Um pouco sombria para alguns, é verdade. Parece impossível a memória não resgatar flashes do estilo Ku Klux Klan diante das túnicas e gorros que compõem o traje dos ‘paseos’ das irmandades.

Nazarenos da irmandade de San Bernardo FOTO José Manuel Vidal/EFE

Irmandade de San Bernardo FOTO José Manuel Vidal/EFE

Rigorosamente coordenados, penitentes carregam nas costas tronos ou grandes imagens santas. Para que consigam suportar as longas horas de desfile, uma almofada impede o contato de suas costas com a madeira. Esse é o único alívio que têm.


Enquanto isso, nazarenos caminham rezando, com velas e terços nas mãos, e músicos se encarregam da cantoria sacra. A caminhada termina quando chegam na catedral ou alguma outra igreja da cidade.

Narazeno durante o desfile FOTO José Manuel Vidal/EFE

Traje típico e terço na mão FOTO José Manuel Vidal/EFE

O mais antigo dos paseos é também um dos mais impressionantes. O El Silencio foi formado em meados do século 14 e tem regras diferentes: enquanto ele passa, todos que estiverem ao redor devem permanecer em silêncio como sinal de respeito. A ausência de cantorias e conversas permite até que se escute os nazarenos rezando baixinho e os suspiros sofridos dos penitentes.

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