ST. BARTHÉLEMY
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ST. BARTHÉLEMY

Adriana Moreira

14 Janeiro 2014 | 04h20

COMO AS CELEBRIDADES

GUSTAVIA

Não estranhe se, caminhando pelas ruas de Gustavia, a capital de Saint-Barthélemy, for cumprimentado com um “Olá, bom dia”. O sotaque atrapalhado vem com um sorriso ainda tímido de quem está nas primeiras lições de português. É isso mesmo. Grande parte de quem trabalha com turismo está fazendo aulas para aprender nossa língua, esperando que 2014 seja cheio de visitantes tupiniquins.

Chegar, ao menos, não é tão difícil. São dez horas de viagem desde São Paulo em voo da Copa, com conexão na Cidade do Panamá e desembarque em St. Maarten, a ilha vizinha – e um dos principais hubs para as ilhas da região.


Os voos, hoje realizados apenas às quintas-feiras e domingos, devem ganhar novas saídas este ano, mas a companhia ainda não divulga detalhes. Ao fazer o check-in, procure por uma poltrona na janela. A visão do mar ao se aproximar do solo de St. Maarten é especial. Sim, o mar caribenho é realmente impressionante. Assim como o pouso no aeroporto Princess Juliana, separado da areia da praia de Maho Beach por uma rua estreita. Chegamos ao paraíso.

Lorient Beach – Foto: Divulgação

Ou melhor, quase. Para chegar de fato a St. Barth, há a opção de pegar um voo rápido de 15 minutos em um monomotor para até 12 passageiros da Winair, ao preço médio de US$ 240. Mas como desperdiçar a paisagem de um final de tarde caribenho? Gastando um pouquinho mais de tempo – cerca de 50 minutos – e menos dinheiro (US$ 129 a passagem de ida e volta pelo Great Bay Express, que aceita reservas online), você vai de ferry. De cabelos ao vento, vai apreciando as vistas deslumbrantes num percurso tranquilo, até aportar em Gustavia.

A ilha administrada pela França, descoberta por Cristóvão Colombo em sua segunda viagem às Américas, em 1493, mostrou seu estilo assim que atracamos. Barcos milionários de vários tamanhos circulam pelas águas. O pequeno centro da cidade é recheado de lojas de luxo. Estão ali Louis Vuitton, Cartier, Hermès, Rauph Lauren e outras etiquetas cobiçadas. Qualquer camisetinha básica não sai por menos de 50 euros. E você pode dar de cara com uma celebridade a qualquer momento: Gisele Bündchen, Ronaldo, Beyoncé, todos já tomaram sol por lá.

Mesmo assim, não é preciso se preocupar com a roupa amassada de quem passou horas viajando. St. Barth é chiquérrima, mas, convenhamos, estamos no Caribe. Por aqui, até Kate Moss anda de chinelo.

Com apenas 21 quilômetros e menos de 9 mil habitantes, essa ilha vulcânica, de relevo montanhoso, recebe o dobro de sua população de turistas na alta temporada, de dezembro a abril. Para circular por lá é preciso alugar um carro: o sobe e desce das ruas estreitas faz com que seja impossível curtir qualquer passeio a pé. Espere gastar pelo menos US$ 60 por diária.

Praias. Consideradas as melhores praias da ilha, Gouverneur e Saline são públicas. A primeira, praticamente deserta, é a escolhida do bilionário russo Roman Abramovic, um dos dez homens mais ricos do mundo, que comprou tudo por lá. A segunda, não menos bela, demanda uma trilha curta para ser alcançada.

A bem da verdade, qualquer uma das 16 praias de St. Barth é de livre acesso, mas hotéis superluxuosos e clubes à beira-mar fazem com que algumas fiquem quase exclusivas. Caso da St. Jean, que abriga o badalado Nikki Beach (nikkibeach.com), point de celebridades.

Grand Cul-de-Sac mais parece um lago de águas cristalinas, em vários tons de azuis. Os kitesurfistas adoram. Já a Colombier só se chega de barco ou depois de uma trilha de 20 minutos. Leve água e snorkel: peixes e tartarugas dão um show à parte. / NATALIA MAZZONNI

(VIAGEM A CONVITE DE COPA, COMITÊ DE TURISMO DE ST. BARTHÉLEMY E ST. MAARTEN TOURIST BUREAU )

Uma mansão para chamar de sua

Hospedar-se em St. Barths não significa exatamente ficar em um dos luxuosos hotéis da ilha: 70% da hospedagem local é composta por casas e chalés. Ao todo, são 400 quartos em hotéis e 1.200 em imóveis de aluguel. As luxuosas villas (ou mansões) são as favoritas de quem busca privacidade. Segundo a St. Barth Properties, que gerencia imóveis de temporada, é possível alugar uma mansão à beira-mar para até seis pessoas por US$ 6 mil. Na baixa temporada, vale pechinchar: o carro para se deslocar pela ilha pode sair de graça. Serviços são contratados à parte: ter um chef exclusivo para fazer o jantar custa cerca de US$ 80 por pessoa. /N.M.

França tropical

Guadalupe ao natural – A natureza preservada é o principal argumento para ir a Guadalupe (lesilesdeguadeloupe.com), outro dos quatro territórios ultramarinos da França no Caribe. A capital Pointe-à-Pitre divide a ilha principal em duas porções: Grande Terre, a leste, e a mais turística, Basse-Terre, a oeste. Em Grande Anse, que é parte de Basse-Terre, estão as melhores praias. Também na região fica o vulcão La Soufrière – há caminhadas até o cume.

Entardecer em Le Carbet, Martinica – Foto: Paulo Favero/Estadão

Lá na Martinica – A terra da Chiquita Bacana foi apresentada aos brasileiros em 1948 por uma marchinha de carnaval. De fato, a ilha nas Antilhas, que ainda hoje pertence à França, tem a banana como principal produto agrícola, seguida pela cana-de-açúcar. Mais desenvolvida e urbanizada que a maioria das ilhas caribenhas, une estilo de vida francês e clima tropical.

Centro, sul e norte – Capital da Martinica, Fort de France é uma cidade cosmopolita com ritmo bem francês. A gastronomia merece atenção: caranguejo recheado é prato tradicional. No copo, degustação de runs e o ti-punch, drinque feito de xarope de cana-de-açúcar, limão e rum. As melhores praias (Les Salines, Anse d’Arlet) estão no sul da ilha; ao norte fica o vulcão Mont Pelée, ainda fumegante, florestas e cachoeiras. Mais: martinique.org.