ST. MARTIN / ST. MAARTEN
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ST. MARTIN / ST. MAARTEN

Adriana Moreira

14 Janeiro 2014 | 04h10

UMA ILHA, DOIS PAÍSES


PHILIPSBURG

As camisas floridas e os drinques coloridos estão aqui. Em Saint Martin, ou Sint Maarten – depende de que lado da ilha você está – você encontra aquele Caribe dos filmes.

Aterrissagens em Maho Beach, parte holandesa – Foto: Vitor Hugo Brandalise/Estadão

São dois países em um só. A pequena ilha de 100 mil habitantes tem 96 quilômetros e é dividida por dois governos, francês e holandês. A confusão continua quando se trata de idiomas: além do inglês, fala-se francês, holandês, espanhol e papiamento, que mistura isso tudo e mais um pouco.

A separação entre um território e outro é clara. Em Philipsburg, capital do lado holandês (Sint Maarten), cassinos, baladas e uma zona de compras livre de impostos. Sem a necessidade de carimbar o passaporte, você muda de atmosfera ao cruzar para o lado francês. Na capital, Marigot, alta gastronomia e resorts à beira-mar recebem os turistas dispostos a pagar mais caro pela tranquilidade.

Em qualquer dos lados, não se escapa da abordagem dos locais. Vive-se do turismo, e isso quer dizer que, se você não estiver recluso no resort, vai receber inúmeras propostas de vendedores, motoristas e guias turísticos oferecendo seus serviços. Se interessar, negocie. Uma van para levar uma família de uma praia a outra pode custar US$ 10 por pessoa no início da conversa e acabar saindo por US$ 5.

De qualquer forma, o melhor para não cair em armadilhas é fazer uma pesquisa prévia das atrações da ilha (ponto para você que está lendo o Viagem). Com alguma noção de distâncias e praias do seu gosto, fica mais fácil se livrar das propostas de “vamos fazer um tour pela ilha”. A verdade é que, em um território tão pequeno, até dá para conhecer as 37 praias em um só dia. Mas pressa para quê?

É possível começar o tour logo ao descer do avião, no aeroporto Princess Juliana. Ele fica ao lado da Maho Beach, na parte holandesa, onde os turistas se divertem observando da areia os pousos espetaculares. Não tem como evitar um arrepio quando o avião passa, literalmente, pertinho das cabeças dos banhistas. Os horários dos voos são anotados numa prancha pelo pessoal do Sunset Bar, que aluga cadeiras por US$ 10.

Estátua de um pelicano no centro de Marigot – Foto: Vitor Hugo Brandalise/Estadão

Ainda do lado holandês, as falésias da Cupecoy Beach oferecem uma sombra refrescante nos dias mais quentes. Ao longo da Simpson Bay está o trecho ideal para quem quer remar num caiaque ou observar com snorkel o mundo submerso. Em Dawn Beach, ao lado do hotel The Westin, frequentado por celebridades, o mar é calmo como uma piscina.

Preferida dos franceses, a Baie Orientale é tranquila e tem espaço reservado para nudistas. Para quem está procurando algo um pouco mais sossegado, as Baías Longue e Aux Prunes, com acesso exclusivo por vielas, são paraísos escolhidos por casais nativos para assistir ao pôr do sol. Nada impede que turistas façam o mesmo…

Joias. “Olá, fiquem à vontade, querem água mineral gelada? Usem este telefone e liguem para o Brasil!”. O tratamento nas joalherias do lado holandês é assim. Difícil é sair de lá. “Não olhe os preços, se você se interessar posso dar desconto de até 70%”. Sim, o que já é barato por ser livre de imposto pode sair por uma bagatela. Um anel de ouro com um diamante pequeno chega a custar menos de US$ 100 depois de passar um tempo negociando em lojas como a Cherish, comandada por uma família de brasileiros. / N.M.

Mais holandesas

Aruba dos resorts – Tomada por americanos durante o inverno deles (agora, portanto), Aruba, ainda ligada à Holanda, é um paraíso de resorts, que se estendem desde o entorno da capital Oranjestad (ótima para caminhar e comer lagosta) e seguem rumo a Eagle Beach, melhor praia da ilha. No árido parque nacional Arikok (arubanationalpark.org), faça trilhas e veja a retorcida árvore dividivi. Há voos diretos desde São Paulo (da Gol). Mais: www.visitaruba.com.

Golfinhos no Sea Aqaurium Park, em Curaçao – Foto: Gustavo Coltri/Estadão

Histórica Curaçau – Para quem procura um Caribe que vá além de praias deslumbrantes, Curaçau (curacao.com) é o lugar. História e arquitetura são características marcantes na ilha, com forte sotaque holandês – a colonização se deu no século 17 e ainda hoje Curaçau é ligada ao país europeu. Os prédios baixos e coloridos da orla da capital Willemstad são o cartão-postal. Kas Abou é uma das melhores praias; para mergulhar, siga ao National Underwater Park.

SAIBA MAIS:

  • Aéreo: O trecho São Paulo – St. Maarten – São Paulo custa desde US$ 699 na Copa Airlines (copaair.com), com conexão na Cidade do Panamá.
    Moeda: o euro é a moeda oficial em St. Barth, mas a ilha também aceita dólares. Em St. Maarten e St. Martin, dólares americanos são a moeda mais usada.
    Idioma: em St. Barth e St. Martin, francês é o idioma oficial; em St. Maarten, é o holandês. Mas, na prática, o idioma usado no dia a dia nas três localidades é mesmo o inglês.
    Vacina: contra febre amarela
    Melhor época: a temporada de furacões em St.Barth e St. Maarten vai de junho a novembro, mas só é significativa em setembro e outubro, quando hotéis e restaurantes ficam fechados