Tesouro arqueológico é a nova atração de Lima
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Tesouro arqueológico é a nova atração de Lima

Bruna Tiussu

31 Dezembro 2012 | 17h56

Bruna Tiussu

Três toneladas de fragmentos arqueológicos que detalham mais de quatro séculos de história do povo peruano agora estão exibidas na mostra Pequena Pompeia. O local que abriga a exposição é exatamente onde tais relíquias foram encontradas – o antigo lar de um comerciante que ali viveu no século 18 -, que mais tarde foi transformado no Museu Bodega y Quadra.

Com cerca de 500 objetos, trata-se do maior achado arqueológico da era colonial encontrado na capital Lima e que representa desde o período pré-hispânico até o primeiro século de independência do Peru. Para explorar o acervo, o visitante passeia por uma área a seis metros de profundidade, atravessam arcos, podem ver de perto o poço que havia no jardim da casa e o Muro de Tajamar que, antigamente, servia para conter as cheias do rio.


 Visitantes são convidados a caminhar em uma área a seis metros de profundidade. Foto: Paolo Aguilar/Efe

 

Peças de cerâmica são o grande destaque da exposição, com exemplares que se enquadram no estilo pré-hispânico, outros do período colonial e unidades com mais tarde importadas, com adornos típicos da China, França, Itália e Inglaterra. Também chamam a atenção as inúmeras peças que seguem o estilo conhecido como majólica do Panamá – e que, por terem sido encontradas em solo peruano, colocam a prova se este tipo de cerâmica é mesmo proveniente do Panamá.

Joias, perfumes, pentes, pratos e até restos da Igreja dos Desamparados, que foi destruída no século 19 para dar lugar à estação de trem e agora serve como Casa da Literatura, são os itens que completam o acervo.