Um mês: Ásia
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Um mês: Ásia

Fabio Vendrame

20 Maio 2014 | 03h50

UM MÊS: Com 30 dias à disposição, é possível sonhar com pontos remotos do planeta e culturas distintas. Encontre ótimas sugestões na Ásia

ÁSIA

Como não fica logo ali, a Ásia é destino que faz sentido a partir de, no mínimo, duas semanas de tempo disponível. Não há voos diretos – mesmo o da Singapore, entre São Paulo e Cingapura, que se anuncia como direto, tem uma escala de 1h10 para abastecer em Barcelona, na Espanha. Trajetos de ida e volta ao continente asiático, incluindo as conexões em capitais europeias ou no Oriente Médio, costumam demorar no mínimo as 24 horas de um dia.

Transiberiana
O mais longo trajeto ferroviário do planeta começa na Europa, em Moscou, mas tem a maior parte de sua extensão na Ásia. Viajar por ele requer tempo, paciência e espírito aventureiro. “É difícil encontrar russos que falem inglês e não há nada em inglês no trem. Ou seja, é aventura cultural mesmo”, diz o jornalista brasileiro Sandro Fernandes, que mora há quatro anos em Moscou, mantém os blogs cafecomkremlin.com e omundano.com e embarcou na Transiberiana no ano passado. A época faz diferença: de maio a agosto o frio dá uma trégua; em junho e julho há mais viajantes de várias partes do mundo.

Comece em São Petersburgo, que não está na Transiberiana, mas é parada indispensável na Rússia. A viagem no mítico trem começa em Moscou (fique uns dias na capital, claro). Faça a primeira escala em Yaroslavl para visitar as cidades do Anel Dourado. Kazan, um pouco deslocada da rota, mas interessante por ser uma região muçulmana, Yekaterinburgo e Novosibirsk merecem dois dias cada. Tomsk, também deslocada da rota, é uma bela e animada cidade universitária.

Urso empalhado na região do Lago Baikal – Foto: Ilya Naymushin/Reuters

Em Irkutsk você estará no Lago Baikal. “Um passeio pouco difundido e muito interessante é a Ilha Olkhon, pelas paisagens e pelos xamãs que vivem lá”, diz Fernandes. Siga viagem pela região budista de Ulan Ude e por Khabarovsk (Birobidjan, judia, é boa opção de passeio de um dia), antes de chegar a Vladivostok. Ao fim do trajeto, você terá percorrido quase 9,3 mil quilômetros e passado por sete fusos horários.

Aéreo São Paulo–Moscou–São Paulo custa a partir de US$ 1.400, com conexão. Lufthansa, British e KLM são algumas das companhias que fazem o trajeto

Sudeste asiático
Muito por causa do investimento feito em divulgação nos últimos anos (e seus atrativos, claro), a Tailândia se firmou no papel de principal porta de entrada dos brasileiros no sudeste asiático, segundo a diretora da Raidho, Lucila Nedelciu. A operadora leva brasileiros àquela região desde 1990.

Cheia de peculiaridades, templos grandiosos, belas praias e hotéis luxuosos (e outros de preços mais camaradas), a região é perfeita para uma viagem que combina quatro países – desde que você vá na época certa, fora do período das monções, entre maio e o fim de outubro. De Bangcoc, siga a Phuket e às paradisíacas Ilhas Phi Phi, cartões-postais da Tailândia, mais ao sul. Chiang Mai, segunda maior cidade, está ao norte.

Dali, siga a Luang Prabang, a cidade mais bonita do Laos), com mais de 30 templos entre prédios de influência francesa, monges de túnica avermelhada e centro histórico cortado pelo Rio Mekong.

No Vietnã, comece em Hanói, ao norte. A “baía dos dragões”Halong Bay é o mais famoso cenário vietnamita, com ilhotas rochosas que despontam n’água. Durma um dia ali, em um barco. No centro, Hoi An é uma cidade colonial do período da Indochina francesa. Em Ho Chi Minh, ao sul, você verá os túneis de Cu Chi, mais de 200 quilômetros de corredores subterrâneos usados pelos vietcongues durante a Guerra do Vietnã.

Monges nos templos de Angkor Wat – Foto: Erik De Castro/Reuters

Último país do roteiro, o Camboja guarda o templo mais espetacular da viagem: Angkor Wat, em Siem Reap, considerado o maior edifício religioso do mundo. Por interesse histórico, passe pela capital, Phnom Penh.
Com Etihad, Emirates e Turkish, aéreo São Paulo–Bangcoc–São Paulo custa desde US$ 1.400

Índia, Sri Lanka e Maldivas
Eis um roteiro com doses equilibradas de cultura e relax. Gaste 15 dias na Índia para ver o Triângulo Dourado (Délhi, Jaipur e Agra); Udaipur (no Rajastão), a sagrada Varanasi e Kajuraho.

Siga para Sri Lanka. “É um país surpreendente, limpo e verde, com muitos templos budistas”, diz Lucila Nedelciu. “Há atrações para até 10 dias.” Praias têm areias claras e ondas. É possível fazer safári no sul, para ver leopardos, elefantes e crocodilos.

Para terminar, entre cinco dias e uma semana nas paradisíacas Maldivas. Por lá, a maioria dos hotéis fica em ilhas exclusivas de areias branquíssimas, às quais se chega de dhoni, um barco típico e mais em conta disponível nas ilhotas dos atóis de North e South Male, que ficam mais perto da capital, Male. Aos hotéis mais distantes você chega de lancha ou hidroavião, opções mais caras, mas mais rápidas. Atenção: as monções existem (e devem ser evitadas) também nesta área.

Etihad, Emirates e Qatar levam de São Paulo a Délhi por a partir de US$ 1.300, ida e volta