Uma viagem pelo mar e pela poesia de Neruda
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Uma viagem pelo mar e pela poesia de Neruda

Bianca Ribeiro

04 Dezembro 2009 | 19h28

Quem nunca foi à praia e trouxe uma conchinha do mar como lembrança? Pois o poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) tinha uma imensa coleção, com centenas e centenas delas.

São peças de tamanhos variados e de diversas partes do mundo. Como todo bom colecionador, seus amigos sempre viajavam e traziam uma conchinha. Na concha da foto abaixo, é possível ver escrito à caneta, “presente dado por Rafael – 12 de julho de 1939”. Ao completar meio século de vida, ele decidiu doar toda a coleção à Universidade do Chile, em 1954.

Pela primeira vez, cerca de 400 peças da sua coleção são expostas com seus poemas no Instituto Cervantes, em Madri. A exposição ajuda a entender porque o prêmio Nobel de Literatura era conhecido como “o poeta do mar”.

Com oficinas de contos e de origamis, as crianças podem entrar em contato com a obra de Neruda. Já os adultos podem participar mesas redondas com estudiosos e escritores.


“Caracola”

La caracola espera el viento
acostada en la luz del mar:
quiere una voz de color negro
que llene todas las distancias
como el piano del poderío,
como la bocina de Dios
para los textos escolares:
quiere que soplen su silencio:
hasta que el mar inmovilice
su amarga insistencia de plomo.

Fernando Alvarado/EFE

Fernando Alvarado/EFE

Serviço:
Exposição “Amor al mar. Las caracolas de Neruda”
Instituto Cervantes – Sala de Exposições
Alcalá, 49 – Madrid
Até 24 de janeiro
www.cervantes.es