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Viagens do futuro – de sonho e realidade

Adriana Moreira

21 Março 2013 | 23h58

Adriana Moreira

Durante o Fórum Panrotas, realizado nesta semana, um painel me chamou a atenção pelo nome: “Viagens do Futuro”. Em razão de atrasados em eventos anteriores, tudo foi muito rápido. Mas o suficiente para se ter um panorama do futuro.  Por exemplo: as explicações dos representantes da Boeing e da Airbus demonstraram que a principal preocupação das empresas hoje é encontrar um biocombustível eficiente para a aviação.

Explica-se. Nos próximos 20 anos, 4 mil aviões a mais estarão circulando pelo céu do planeta. Isso tudo tem um impacto ambiental – e também, logicamente, no bolso das empresas, já que a tendência é que o combustível fóssil encareça cada vez mais. Nesse sentido, a Airbus apresentou um modelo híbrido, que usa eletricidade combinada com combustível fóssil. Mas que só deve entrar em operação depois de 2030.

Outra tendência que se mostrou é a de que as empresas passem a devolver o tamanho das poltronas, retirado em busca de mais lucros. Segundo Michel Clanet,  representante da Airbus, apenas uma polegada no comprimento e na largura das poltronas é o suficiente para melhorar significativamente a avaliação de uma empresa aérea. Além disso, aviões com entretenimento individual e conexão com a internet devem ficar cada vez mais comuns.


Agora, uma das coisas mais interessantes do painel foi a respeito das viagens à estratosfera. A Virgin Gallactics quer realizar, a partir do ano que vem, voos comerciais ao espaço, que duraria cerca de duas horas. Diferentemente do que é realizado hoje – bilionários que passam por um árduo treinamento em estações russas – a ideia é ter uma cápsula que decola acoplada a um avião. A 50 mil pés, o foguete se desprende e segue até a estratosfera, onde se vê a curvatura da Terra.

Esse avião já é uma realidade e está em fase de testes – a empresa tem uma grande preocupação com segurança. A previsão é que a primeira viagem ocorra no ano que vem. Já foram vendidas mais de 500 passagens aéras, ao preço de US$ 200 mil – o ator Ashton Kutcher está entre esses felizardos.

Segundo Carol Wincer, da Virgin Galatic, a tendência é que esse preço caia à medida que mais pessoas comecem a ir e a tecnologia se aprimore. “Foi assim com a aviação comercial e os celulares”, disse. Assim esperamos. Enquanto isso, não custa sonhar, não é mesmo?