Bondes do Desejo

Bondes do Desejo

Heitor e Sílvia Reali

09 Agosto 2017 | 11h50

Lisboa

Elétrico 28
crédito da foto: Viramundo e Mundovirado


Sempre que viajo para o exterior procuro andar de bonde. Por quê? É um passeio em  ritmo mais tranquilo, a melhor maneira de ir vendo o jeitão dos moradores, de me familiarizar com o idioma, de localizar os atrativos que mais tarde voltarei para conhecer melhor, e ainda muito mais barato.
Outra vantagem é que deixo de lado os tradicionais “sightseeing bus”, lotados de turistas e com aqueles guias que decoram óbvios blablablás sempre na mesma monótona cantilena “… now you can see on the right the castle”.

Em Viena

crédito da foto: Viramundo e Mundovirado

Minha dica perfeita para um circuito simplesmente especial é o bonde que percorre o Anel de Viena – uma avenida que circunda o centro da cidade – o ‘Vienna Ringstrasse Tram , nº 1(sentido horário) ou 2 (anti-horário)”. Num giro de apenas uma hora pude ver vários dos locais mais atrativos da capital austríaca: o Quarteirão dos Museus, a imponente Catedral, os renomados jardins, e o rio Danúbio.
O passe para um dia de bus/tram/metro custa 7.60 euros

Em Budapeste

Crédito da foto: BKV divulgação


Em Budapeste o Tram nº 2 é o preferido até mesmo pelos moradores para um passeio prazeroso ‘curto e doce’, como dizem os húngaros. O percurso começa em Pest, na Ponte de Margareth e contorna os três lados do Parlamento, além de oferecer uma vista privilegiada do Castelo de Buda.

Em Praga

crédito da foto: Czech Transport divulgação

O Tram nº 22 é aposta certa para conhecer a capital checa admirando suas construções medievais, e boa parte de seus mais importantes pontos turísticos. O 22 corta a região leste da cidade, atravessa o rio Moldava, e finaliza o roteiro de mais de uma hora próximo do Castelo Hradcany.

Em Lisboa

Lisboa

crédito da foto: Virmundo e Mundovirado


O eléctrico nº 28 assemelha-se ao bonde de São Francisco, nos Estados Unidos, só que muito mais divertido! Tem o gingado, a sineta avisando as paradas, e o rangido agudo das rodas de ferro quando o bonde breca. Ao longo de uma rota enrolada subindo e descendo colinas, ele atravessa o Bairro Alto, a Cidade Baixa, o caótico Alfama, passa ao redor da Catedral, e faz da viagem um encantador modo de conhecer Lisboa.

Em Amsterdan

Amsterdan

crédito da foto: Viramundo e Mundovirado


A capital da Holanda é ideal para se conhecer pedalando. Mas como não estávamos a fim, e de carro nem pensar, a escolha certa para um passeio cultural recaiu no Tram nº 2.
Quem confirmou antes de nós, foi a National Geographic Traveler que considerou o percurso desse bonde um dos mais bonitos do mundo. Da Estação Central pudemos cruzar com cenários que incluem o Vondelpark (o pulmão da cidade), atravessar meia dúzia de canais, contornar o Rijksmuseum, o Stedelijk, e o Van Gogh Museum.
O passe para um dia de Tram é de 7.50 euros

Na Bélgica

crédito da foto: LIJN divulgação

O bonde mais homérico em distância é o ‘Coast Tram’ que percore 68 quilômetros do litoral belga em aproximadamente uma hora. O percuso se inicia em De Panne, quase na fronteira francesa. Aqui vale uma curiosidade: essa cidade belga fica próxima da praia de Dunquerque, onde aconteceu a famosa retirada das forças britânicas durante a 2ª Guerra. Este episódio está bem retratado no filme em cartaz ‘Dunkirk’. O ponto final do passeio é a localidade de Knokke-Heist, já pertinho da Holanda.
Preço de cabo a rabo 3 euros.

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