A curitibana Carolina Schrappe ultrapassou a barreira dos 100 metros de profundidade e claro que eu estava lá pra registrar esse recorde!
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A curitibana Carolina Schrappe ultrapassou a barreira dos 100 metros de profundidade e claro que eu estava lá pra registrar esse recorde!

Karina Oliani

13 Outubro 2017 | 10h00

A Pitaya Filmes foi criada pra inspirar, motivar e aproximar as pessoas da natureza.

Eu comecei trabalhando em frente às câmeras, mas há 8 anos, descobri que o que gosto mesmo é de contar boas histórias, não importa em que posição esteja – a frente ou atrás das lentes.

Em 2012 estava gravando nas Bahamas quando conheci uma pessoa incrível. Atleta, mãe, empresária, instrutora, entre outras coisas. Essa super mulher é conhecida por Carol Schrappe!


E no mês passado, na Ilha de Bonaire no Caribe Holandês, ela respirou e depois desceu para um mergulho de 101 metros de profundidade que lhe rendeu o recorde sul-americano de apneia.

O Mergulho teve uma profundidade oficial de 101.8 m, com um tempo de 2’58”: 1’08”para descer e 1’50” para a subida.

Carolina realizou 2 tentativas anteriores ao recorde, na primeira abortou sabiamente o mergulho a 68 metros.

No segundo dia, o mergulho foi abortado por questões de segurança, pois a corrente estava muito forte.

Na segunda tentativa oficial, Carolina realizou o mergulho de 101m no tempo de 2’26”.

No entanto, por descuido, recebeu um cartão vermelho ao esquecer de retirar o nose clip durante o protocolo de superfície: “Eu estava tão feliz de ter realizado o mergulho com certa facilidade que, quando cheguei, fiz o protocolo e já estava sorrindo quando percebi que havia esquecido de retirar o nose clip. Uma falha imperdoável para quem nunca errou isso em muitos anos de competições”, lamenta ela.

Todas essas tentativas aconteceram durante o DeepSea Challenge Bonaire organizado pelo recordista Mundial de apneia Carlos Coste.

Na terceira tentativa, os mergulhos de  aquecimento foram ótimos, mas percebemos que a corrente começou a aumentar. Mesmo assim decidimos continuar pois não estava muito forte.  Uma contagem regressiva de 10 min foi iniciada, e aos 8 min o mergulhador de segurança que estava de rebreather começa seu mergulho para dar segurança na profundidade estabelecida de 101 metros na categoria lastro variável.

Nos 5 minutos a atleta começa sua preparação de respiração e relaxamento e faltando 30 segundos faz sua última reparação e começa suas carpas para iniciar o mergulho.

Carol soltou o freio e iniciou sua descida. Perguntei pra ela como foi e o que ela sentiu enquanto mergulhava no azul:

“A equalização por incrível que pareça (pois foi minha maior dificuldade até então) foi a mais tranquila da temporada de treinos, e tudo que deveria acontecer…aconteceu. Cheguei aos 101 m com ar nas vias aéreas superiores e folga na equalização. Senti a corrente na descida pois o cabo estava a 45º, demorei mais do que o normal, mas estava super tranquila.

Durante metade do percurso, tudo flui bem, mas chegando perto da metade senti muito a corrente e as pernadas foram ficando cada vez mais duras.

Cheguei, realizei o protocolo de superfície e recebi um cartão branco depois dos 30 segundos. Foi um alívio e um sentimento de dever cumprido.”

Vendo o tempo de mergulho, de 2’58” foram 33 segundos a mais que o mergulho anterior. Fiquei surpresa e ao mesmo tempo feliz por ter superado mais um desafio.

“Sei agora que a equalização já não é mais um problema e tenho a convicção de que consigo realizar mergulhos muito mais profundos. Tenho muito a treinar, a aprender e me adaptar, mas já tenho o próximo desafio em foco”.

E alguém duvida que é só uma questão de tempo até Carolina se tornar uma recordista mundial?! Eu não! E estarei sempre lá pra registrar isso.

Em 2018, todas as imagens e essa história emocionante vão virar um documentário de 1 hora no Canal OFF. Aguardem!

 

AGRADECIMENTOS:

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