As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O desafio físico além do esporte

Karina Oliani

02 Fevereiro 2018 | 09h12

O post de hoje é dedicado a esse hobbie que sabe me desafiar como ninguém.

A escalada é sem duvida um dos esportes mais completos: Exige forca, flexibilidade, resistência, explosão, concentração, coragem… Mas tem outra modalidade que também requer isso tudo vai além do esporte: a arte circense.

A prática hoje é representada por shows como o “Cirque du Soleil”, com apresentações que unem o humor com acrobacias e performances surpreendentes. A premissa ainda é impressionar, encantar e entreter, mas com técnica e precisão. Tudo realizado por atletas em seus ápices físicos.

 


 

Falar em circo traz à mente uma tenda colorida, em algum estacionamento da cidade, muitos palhaços, músicas, aquela nostalgia da infância. Bem, o circo que pratico não é tão inócuo. Roxos, queimados, hematomas e por aí vai, faz parte do dia a dia de quem treina essa arte. Meu treino agora está focado nos aéreos, um braço do circo acrobático que envolve, entre outras coisas, a lira e o tecido… E dói! Ahhh dói muito.

Se não fosse pelas risadas e o bom humor dos meus instrutores, a Priscila e o Lello, já teria abandonado. Mas eles sabem o ponto certo de testar meus limites e fazem com que eu consiga executar peripécias que não imaginava que seria capaz.

A flexibilidade tem papel essencial na arte circense, mas não é a única recompensa em se praticar tal atividade. Em cada aula é possível gastar cerca de 600 calorias.

Por meio dos exercícios, o corpo se expressa. Com a fluidez dos movimentos, percebemos o corpo se soltar e permitir que a criatividade entre em cena e se traduza em gestos leves e aparentemente sem esforço. A beleza na sutileza dos movimentos só mascara a força e resistência necessária. Parecer fácil é muito difícil.

Quando estamos a 5 metros de altura pendurada no tecido ou balançando na lira o esforço é enorme e a concentração deve acompanhar.

O medo, a adrenalina e o risco inerente a cada exercício faz parte do circo e são motivos de encantamento para quem assiste e atrativos (ou não) para quem pratica. Eu adoro!

Sem foco nada se concretiza. Exercícios difíceis, mas que ao passar do tempo levam a maior consciência corporal, conhecimento dos seus próprios limites e meios para superá-los.

No circo os movimentos dos braços são complementares ao do quadril e assim por diante. Coordenação motora ativar!

A harmonia é o que traz o resultado. Como todo trabalho de superação, não existe conquistas sem persistência e paciência, mas também são as que trazem maior recompensa e alegria.