Marrocos – A porta da África ou seria a porta para a Europa?
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Marrocos – A porta da África ou seria a porta para a Europa?

Da neve ao deserto, esse país é magico. O Marrocos vive entre diversas culturas e mundos distintos.

Karina Oliani

26 Agosto 2016 | 09h47

Banhado por 2.800 quilômetros do Oceano Atlântico e por 530 quilômetros do Mar Mediterrâneo, o Marrocos ainda possui uma grande região montanhosa, com um sétimo do país a mais de 2 000 metros acima do nível do mar. Localizado no Magrebe, no noroeste do continente africano, faz fronteira com a Argélia e a Mauritânia. Ao norte, uma viagem de ferry boat cruzando o Estreito de Gibraltar deixa o visitante, a 1 hora do sul da Espanha.
O sol forte somado a poeira do deserto do Saara castiga até as pessoas de pele mais escura. Mas isso não iria nos impedir de explorar os cantos menos visitados e habitados desse país. Começamos a viagem pela famosa Marrakesh, a cidade mais famosa e badalada do Marrocos com seus hotéis, spas e resorts de luxo. O agito de cores, sabores e aromas de suas medinas, como são conhecidos os antigos centros cercados de muralhas e forrados de comerciantes de todos os tipos encantam e satisfazem compradores de todos os locais do mundo.

Não tente andar sozinho pelos labirintos da medina antiga. A chance de você se perder é 100%. Aqui você encontra especiarias, azeitonas, cerâmicas, óleo de argan, jasmin, tâmaras, sapatos do Alladin e tudo o que você puder imaginar: do antigo ao moderno.

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E para aumentar o charme ainda nos hospedamos num lindo Riad, considerado o melhor da Medina, o Kheirredine. Um Riad é uma casa típica marroquina onde todas as áreas da casa ficam em torno do terraço, que na cultura marroquina representa o paraíso! Extremamente confortável, o tratamento impecável que você vai receber aqui fará com que se sinta em casa.


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O ponto alto foi o Haman. Diferentemente de um Haman publico, onde os marroquinos iriam se banhar e esfoliar a pele, no spa do Kheirredine comecei recebendo uma massagem relaxante de 60 minutos com óleo de argan aquecido por todo o corpo. Depois hora da sauna úmida, onde você não pode reclamar e vai receber uma vigorosa esfoliação, aguente firme, vale a pena e você vai sair revigorado.

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Mas a visita a Marrakesh durou pouco e logo pegamos nossa Pajero  4×4 e fomos em busca dos destinos menos conhecidos… Mais especificamente pra Oukaimeden, uma estação de esqui em plena África: sim, existe e fica a 2 horas de Marrakesh.

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Para os amantes das montanhas não deixe de conhecer Imilchil, um vilarejo encrustado na Cordilheira do Atlas mega lindo com montanhas para todos os níveis de escaladores.
Ait Ben-Haddou, uma aldeia fortificada que fica a 30 km de Ouarzazate. Ao longo da rota entre o Saara e Marrakech você pode desfrutar desse local que é considerado a porta do deserto. Construídos utilizando a técnica de adobe (lama e palha) é um lindo exemplo mostram claramente as técnicas de construção desta região do sul de Marrocos. A vista para as montanhas e o Ksar de Ait ben Haddou foi considerado património mundial da UNESCO.

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Chegando em Ouarzazate, considerada como a Hollywood africana, é possível encontrar lugares incríveis como Kasbahs para beber chás, aprender sobre a cultura e a história da região, mercados, museus, estúdios de cinema, praias fluviais e os antigos bairros de Taourirt e Tassoumaat. O estúdio de cinema Atlas consegue te transportar para outro mundo, onde é possível passear dentro de cenários de filmes famosos de Hollywood como o “Gladiador”.

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Um outro lugar que você não pode deixar de visitar é o desfiladeiro de Dades. Ele se localiza ao norte da cidade de Boumalne-Dadès e estende-se por cerca de 100 km até as Gargantas do Todra. O percurso também é conhecido como “Rota dos mil Casbás”, por conta dos inúmeros Casbás que se encontram pelo caminho. Os Casbás são aldeias fortificadas, construídas há séculos pelos povos Berberes da região. Esse tipo de construção servia para abrigar a população e animais em um local seguro, protegendo-os dos ataques dos invasores da época. O desfiladeiro de Todra é formada por paredes de mais de 200 metros de altura e um estreito corredor com apenas 30 metros. Os últimos 600 metros fazem com que esse trecho seja espetacular, pois ele passa a ser mais estreito,  não ultrapassando 10 metros de largura, cercado de paredes verticais de até 160 metros. E o que deixa o lugar mais espetacular ainda é o efeito que a luz produz na fenda, fazendo com que a cor mude de acordo com a intensidade do sol e seja refletida no lago de águas cristalinas.

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A próxima parada é em Erfoud, um pequeno vilarejo à beira do Vale do Ziz, que serve como ponto de partida para Merzouga, o início das aventuras no deserto. Essa região ficou famosa pelo conjunto de dunas Erg Chebbi, também conhecido de Dunas de Merzouga, as maiores dunas de Marrocos!

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Pegamos nossos camelos, uma troca de roupas, nossos turbantes, nossos camelos e após 5 horas cruzando o Saara e parado para tirar as fotos mais espetaculares da nossa viagem chegamos em um acampamento Berbere em meio ao deserto onde iríamos jantar e acampar. Mas antes disso, subimos a duna mais alta a nossa frente para assistir ao espetáculo que é o pôr-do-sol do ponto mais alto. A areia é impiedosa. Foi mais de 60 minutos para chegar lá em cima dando dez passos pra cima e escorregando 9 pra baixo. Mas valeu a pena e a vista…

Agradecimentos:

Hotel Riad Kheirredine, Marrakesh (http://www.riadkheirredine.com/)

Rachid Bouiakbane (www.viagemmarrocos.com)

Fotos: Seu Melhor Click (http://www.seumelhorclick.com.br/)