Mergulho em rio submerso no México
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Mergulho em rio submerso no México

Karina Oliani

01 Dezembro 2017 | 12h57

Sem dúvidas, o México é um dos destino preferido dos brasileiros. Seja pelas belíssimas praias, pelos hotéis luxuosos ou ainda pelas festas badaladas… O único país latino localizado geograficamente na América do Norte tem muito a oferecer.

 


Existem opções para todos os gostos: passeios de barco, mergulhos, ruínas maias, museus culturais, roteiros históricos, culinária apimentada e as muitas outras tradições que fazem de sua capital a mais populosa de todo o hemisfério ocidental.

Além da variedade de praias paradisíacas, o que mais chama a atenção são os famosos cenotes. Os cenotes são colinas ou poços profundos naturais característicos do México, e resultam do colapso das camadas de solo calcário, expondo os lençóis de água ligados a um sistema de cavernas alagadas.

Eles são alimentados por rios subterrâneos e eram a principal fonte de água doce para os maias antigamente. Por isso são considerados sagrados. Muitos rituais dessa cultura eram feitos nos cenotes, inclusive sacrifícios.

 

A quantidade de cenotes que existem nesse país, mais precisamente na Península de Yucatán, é inacreditável. São mais de 7 mil!!! Muitos deles podem ser visitados e explorados, cada um com suas particularidades e belezas distintas.

E é em um desses cenotes que a minha história começa. A 15 minutos de Tulum se localiza o Cenote Angelita, onde acontece um fenômeno raro: após os 30 metros de profundidade é possível avistar um fenômeno raro e muito impressionante: um rio submerso.

Pouco visitada pelo turismo da região, esta gruta surgiu há mais de 6.500 anos. Recentemente, mergulhadores de caverna exploraram esse cenote e descobriram quase 500 km de canais interligados e cavernas que compõem este incrível ecossistema.

O rio em si é, na verdade, uma espécie de ilusão devido a um fenômeno chamado haloclina, onde as águas com diferentes níveis de salinidade e temperatura criam camadas por causa de uma variação na densidade, que são incapazes de se misturar.

 

Ao chegar nos 32 metros, me aproximei de uma espécie de nuvem de onde surgiam galhos e troncos de árvores. Esse cenário, somado ao azul da água, fez com que eu me sentisse voando sobre uma espécie de floresta místicaUm lugar único, nunca tinha visto nada parecido!

Tive vontade de penetrar nesse rio pra ver se encontrava o fundo do cenote. Ao submergir nessa camada, minha pele e meus olhos arderem demais.

 

A água do “rio” possui uma alta quantidade de sulfito de hidrogênio o que colabora pra turvação tão evidente e alem de criar a ilusão de um rio superficial traz um gosto sulfuroso na boca e no corpo de quem se atreve a entrar nele.

Para mergulhar no Angelita é necessário carteirinha de mergulhador técnico de cavernas. Ou então, fique ligado porquê muito em breve poderemos mergulhar juntos no Fantástico- O Show da Vida.