Uma voltinha na Itália e Croácia (passando pela Eslovênia e Bósnia)
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Uma voltinha na Itália e Croácia (passando pela Eslovênia e Bósnia)

Karina Oliani

06 Outubro 2017 | 15h13

PARTE IV

Há três semanas começamos nossa viagem por Milão. Passamos por Veneza, cruzamos a fronteira para a Eslovênia, visitamos o incrível Plitvice Lakes National Park na Croácia, mergulhamos na cultura Bósnia-Herzegovina da cidade medieval de Mostar, fomos para três ilhas da costa da Dalmacia: Hvar, Brac e Vis e agora vamos terminar esse giro maravilhoso no verão da Europa.

Retornamos de balsa para Split, ainda na Croácia, e passaremos a noite numa pequena cabine do Jadrolinja Ferry, uma travessia de 12 horas para chegar à Ancona e desembarcar onde tudo começou: Itália.


Começarei dando uma dica de ouro: reserve sua balsa com antecedência ou você vai ter que dormir em cadeiras ou no chão da embarcação a noite toda. Na hora da reserva, opte pela cabine com cama.

O valor aumenta, mas se você preza por uma noite de silêncio e tranquilidade, vale cada euro, porque você irá desembarcar às 7h da manhã pronto para aproveitar mais um longo dia.

No próximo trecho de nossa viagem, partiremos de Ancona, passaremos por San Marino, dormiremos em Ravena, conheceremos Bolonha, comeremos um lanchinho de parma em Parma e voltaremos para Milão, ufa.

Saímos de Ancona e preferimos ir direto pra República independente de San Marino. É o terceiro menor país da Europa (após Vaticano e Mônaco). Isso mesmo, um país e não uma cidade da Itália como a maioria pensa. Ela reivindica ser a república mais antiga do mundo, foi fundada em 301 d.C. Para quem chega de carro não é possível e nem permitido entrar na parte histórica. Existem dois ou três estacionamentos perto do portão de entrada (e é bem desafiador achar uma vaga).

San Marino possui 30 mil habitantes. O turismo é a principal fonte de renda do país, que possui elevados IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e renda per capita. Em seu relevo montanhoso, destaca-se o Monte Titano, com 700 metros de altitude. A vista que se tem da região e o espetáculo que o pôr do sol oferece faz qualquer um ficar encantado.

No alto do monte, na capital, surgem três torres medievais ligadas por muralhas, que formam o principal cartão-postal do país. O centro histórico da cidade é muito charmoso e bem conservado, com ares medievais. Para os estrangeiros, o país, que se tornou Patrimônio Mundial da UNESCO em 2008, é livre de taxas e impostos.

Depois a fome bateu e foi hora de seguirmos para Ravena, uma pequena cidade italiana bem charmosa de Emília-Romagna, conhecida por ser a cidade dos mosaicos.

A primeira coisa que fizemos foi almoçar na pitoresca Piazza del Popolo, renomada por reunir delicadeza e sofisticação em um só lugar. Além de aproveitar os restaurantes e experimentar o melhor da gastronomia italiana, vale apreciar a beleza do edifício da prefeitura.

Pegamos nossas bicicletas e depois do almoço fomos conhecer a famosa Basílica San Vitale. Apesar de o país abrigar uma série de igrejas muito ricas em beleza, esta, em especial, apresenta objetos e obras dos tempos bizantinos e transmite naturalmente a ideologia de tempos remotos através de seus detalhes.

O Mausoléu de Galla Placidia fica ao lado, se trata de um monumento fúnebre do início do período bizantino que pertence a Igreja Católica. Lá dentro há três sarcófagos e sua planta tem forma de cruz. Suas paredes internas são ricamente decoradas com mosaicos declarados pela UNESCO como Patrimônio Mundial. Os mosaicos representam cenas e personagens da religião cristã.

No dia seguinte, partimos cedo pra Bolonha, que fica aproximadamente a 80 km de Florença. Seus arcos servem como cobertura para o sol quente do verão e também para os dias chuvosos. Bolonha é conhecida como La Rossa (A Vermelha). Os prédios medievais de terracota e ornamentados com pórticos que cobrem as calçadas da cidade são sua marca registrada.

Outro destaque arquitetônico da cidade é o Santuário della Madonna di San Luca, localizado numa colina no alto de Bolonha.

Chegando a Parma, paramos para tomar um lanche. Estava tudo fechado, a dificuldade de estacionar fez com que a gente apenas experimentasse o famoso Proscuiutto e logo seguimos para o aeroporto de Milão.

Foram duas semanas intensas, de uma riqueza cultural enorme, com paisagens, pessoas e costumes muito diferentes. Aprendemos, nos surpreendemos, cansamos e descansamos, mas afinal não é de um pouco de tudo isso que a vida é feita?!

Foi um grande prazer poder ter compartilhado essas experiências com vocês. Gostaram? Deixe seu comentário e até a próxima viagem!

 

AGRADECIMENTOS:

Mitsubishi Motors

Canon Brasil

PUMA

SPOT

Gopro

Fotos Marcelo Rabelo – Seu Melhor Click