Uma voltinha na Itália e Croácia (passando pela Eslovênia e Bósnia)
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Uma voltinha na Itália e Croácia (passando pela Eslovênia e Bósnia)

Karina Oliani

15 Setembro 2017 | 12h25

PARTE I

Viajar é sempre uma grande aventura! Pessoas que gostam de tudo planejado nos mínimos detalhes acabam perdendo muitas vezes as boas surpresas que um lugar novo pode reservar para os que ousam se aventurar…

Mas é claro que isso não exclui a importância de uma boa pesquisa e um planejamento prévio para uma viagem que otimize tempo e distâncias e também com menos imprevistos.


Dessa vez ao invés de ficar em apenas um lugar optamos por um giro na Europa. Uma volta que começou em Milão, passou por lugares lindíssimos na Croácia, nos colocou em meio a uma cidadezinha medieval mega charmosa na Bósnia e Herzegovina e nos levou de volta à Itália via San Marino, Ravenna, Bolonha e Parma.

Para quem como eu gostar de dirigir e não dispensa ser surpreendido, foi uma viagem inesquecível e vou resumir as melhores dicas em 3 posts para quem tiver afim de ousar e conhecer muitos lugares incríveis em até 2 semanas.

Nossa volta não tinha a ilusória pretensão de conhecer todos esses países em poucos dias mas sim de passar pelos lugares que mais nos interessavam de cada um deles que estivessem no nosso caminho.

Nosso ponto de partida: a capital da moda, Milão. Em 2005 morei alguns meses aqui enquanto fazia um estágio no Hospital San Paolo e por já conhecer bem esse local optamos apenas por almoçar na Piazza Duomo, uma praça considerada um dos principais pontos turísticos de Milão e da Itália. É o ponto central de Milão e é lá que acontecem os principais acontecimentos e eventos da cidade. A principal atração da Praça Piazza Duomo é a Catedral de Milão, que é a terceira maior igreja do mundo, ficando apenas atrás da Basílica de São Pedro no Vaticano e da Catedral de Sevilha na Espanha.

Na sequência embarcamos no nosso confortável 4×4, um ASX da Mitsubishi e seguimos rumo a Veneza.

Nos próximos 2 dias aproveitamos a romântica cidade das gôndolas. Deixamos o carro no estacionamento público na Piazzale Roma, fizemos o check-in e logo saímos para aproveitar o por do sol andando nas estreitas ruazinhas dessa cidade charmosa.

O jantar com frutos do mar frescos e vinho a beira do Gran Canale fechou a noite com chave de ouro.

No 2º dia, após nos perdermos por quase uma hora nas ruazinhas de Veneza, adentramos na imponente Praça São Marcos. Os mosaicos bizantinos espetaculares que cobrem a igreja chamam atenção imediatamente.

Depois uma visita ao Palazzio Ducale. O Palazzo Ducale, com sua arquitetura gótica, era o centro do poder dos influentes doges venezianos. Recheado de histórias, de poder e até uma das fugas mais famosas da época. Confesso que ao passar pela ponte dos suspiros deu pra sentir o terror que os prisioneiros tinham ao atravessar rumo à escuridão das prisões, para nunca mais serem vistos. A ponte estreita com pequenos orifícios dá direito a observar parte da Ponte Della Paglia e seus transeuntes e gôndolas que cruzam o canal logo abaixo.

Para o almoço preferimos um snack rápido, fomos de pizza mesmo pois na sequência faríamos uma volta grande de gôndola nos canais de Veneza.

(Quem optar pela volta menor fará um passeio de cerca de 40 mins – que passam voando e apenas economizará 20 euros)

A menos de 2h de estrada seguimos para uma cidadezinha na Eslovênia onde fica o lindo e único Castelo de Predjama. Imaginem um castelo construído junto com uma pequena fortaleza e esculpido na rocha de uma encosta? É assim o Castelo de Predjama, uma engenharia já incrível para a época que foi construído e datado em meados do século 13. Reserve pelo menos 3 horas para conhecer ele e tirar fotos impressionantes com esse cenário mágico.

A tarde fizemos o check-in no hotel e a apenas 2 minutos caminhando fomos conhecer o 2º maior sistema de cavernas da Eslovênia. A Postojnska Jama, Caverna Postojna em esloveno, é uma das diversas cavernas da Eslovênia. Com uma excelente infraestrutura para receber turistas, iluminada, com caminho demarcado e corrimões, e um guia conduzindo as visitas em grupos. Os primeiros 2 km do passeio são percorridos de trem caverna adentro e o trecho seguinte a pé. Dentro da caverna a temperatura é de 12ºC, por isso recomendo levar uma blusa. As estalactites e estalagmites são um show a parte. Há um lindo salão bem no meio do percurso que eles usam para alguns concertos muito especiais que acontecem em ocasiões marcantes.

Mas as belezas que este país pode nos oferecer não param por aí… Nas próximas semanas volto com ainda mais dicas e uma visita à um Patrimônio Mundial da Unesco. Até lá!

FOTOS: Marcelo Rabelo

AGRADECIMENTOS:

Mitsubishi Motors

Canon Brasil

PUMA

SPOT

Gopro