Homesick

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Bruna Tiussu

22 Dezembro 2017 | 14h01

Meu cantinho no Amasiko, no Lake Bunyonyi, Uganda. Foto: Eduardo Asta


Na semana em que viajei para o norte de Uganda, houve um momento em particular que bateu aquele baita cansaço. As viagens desconfortáveis, algumas noites mal dormidas e a mochila nas costas se transformaram em saudade de casa.

Senti falta do Amasiko. Pensei no meu quartinho, no banho quente graças ao forno a lenha, no café da manhã com todas as frutas que adoro e no silêncio da noite mais estrelada. Minha casa em São Paulo nem passou pela minha cabeça.

Acho admirável a capacidade de adaptação do ser humano. Em menos de dois meses eu já havia criado raízes (sentimentais pelo menos) naquele canto do Lake Bunyonyi a ponto de considerá-lo meu lar.

Sensação de bem-estar total na escola de Kusami, Gana. Foto: Eduardo Asta

Aconteceu o mesmo em Gana. Meu rolê pelo norte do país foi incrível, passei por lugares super interessantes. Mas voltar para a Furman Foundation School — o lugar mais simples em que já me hospedei na vida — foi reencontrar aquela sensação de bem-estar que só nossa casa dá.

O sentimento de lar está totalmente desvinculado dos estereótipos de estrutura e conforto. Está ligado ao lugar em que gostaríamos de estar naquele exato momento. Conseguir construí-lo aqui, ali ou lá é uma habilidade linda. É ela que faz com que as pessoas se movam, sigam em frente ou recomecem.

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