Meu cabelo duro é assim

Meu cabelo duro é assim

Bruna Tiussu

18 Dezembro 2017 | 14h32

Charme, força e cabelos maravilhosos. Foto: Eduardo Asta


Peço licença para um post um tanto girly. Mas é que lidar com o cabelo na África está na lista dos desafios diários de quem resolve viver um tempo aqui.

Meu cabelo está diferente — pior, vai, serei sincera — desde que cheguei em Gana, há mais de cinco meses. Ele segue numa versão ressecada, dura, quebradiça e arrepiada desde então. Só me lembro de uns quatro #goodhairdays. Tipo pequenos respiros, sabe?

É muito calor e muita poeira. Pouco chuveiro e pouca água. Ainda existem opções mínimas de shampoos nos mercados — muita gente lava os cabelos só com água ou com sabonete — e condicionador é item dificílimo de se achar.

Tranças perfeitas? Só na cabeça delas. Foto: Bruna Tiussu

Daí você se vira com coques, rabos e faixas. E entende o quanto faz sentido — inclusive no quesito higiene — muitas mulheres e quase todas as crianças terem a cabeça raspada. Faz sentido também o uso de perucas, algo bem comum aqui.

Tem estrangeira que decide tentar um penteado afro, as famosas trancinhas. É uma opção. Mas se o cabelo for ralo o resultado fica longe do deslumbre de uma africana com seu superpenteado.

Um show de lenços e laços deslumbrantes. Foto: Bruna Tiussu

Elas dão um baile de charme, força e personalidade. E usam a alternativa mais linda quando querem proteger as madeixas do pó e do sol: enrolam em segundos um colorido lenço ou pano na cabeça. E saem deslumbrantes. Não tem pra ninguém.

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