A apaixonante ‘Trochita’, ou ‘Viejo Expreso Patagonico’

A apaixonante ‘Trochita’, ou ‘Viejo Expreso Patagonico’

A história do Velho Expresso Patagonico

Paulina Chamorro

29 Fevereiro 2012 | 13h53

O trem 'La Trochita' em ação pelo estepe patagonico. foto: Sergio Franco



Trens são apaixonantes por si só. A história de suas construções, seus trajetos e o desenvolvimento das cidades a margem de seus trilhos…
Mas confesso que estou realmente apaixonada pela Trochita, ou o Velho Expresso Patagonico, na Argentina.
Conheci apenas o trecho que recebe turistas em pleno verão, entre janeiro e março, que sai da estação El Maitén e faz o trajeto entre a província de Rio Negro e Chubut.
O passeio foi por uma bela região de estepe com formações rochosas lindas.É o caso do grande maciço Piltriquitron, que em mapudungun (língua mapuche), quer dizer pendurado do céu. O trem vai cincundando esta maravilha.

La Trochita na sua parada estratégica sobre o Rio Chubut


Na Estação de Chaiten há um museu com todos os artefatos usados desde 1922, quando começaram as atividades de La Trochita. Bilhetes, lampiões, roupas, baterias, utensílios de recuperação e iluminação… todo preservado com muito carinho, sentimento que os trens históricos despertan nas pessoas.

E há poesia no museu ferroviário também. Numa das paredes está bem grande:
“Las vias pasaron sobre los rios y atravesaron las entrañas del cerro.”
No auge de sua atividade, lá pelos anos 50, o Velho Expresso Patagonico tinha 402 km de vias, mais de 600 curvas a 1200 metros acima do nível do mar.
Realmente um espetáculo.
E antes que me esqueça o significado do carinhoso apelido do trem é que trochas são os trilhos e neste caso, são muito estreitos. Por isso, La Trochita, ou, La Trochi, como os velhos maquinistas a chamavam.

O trem na Estação El Maitén

Pra saber mais: www.latrochita.com.ar