Congresso de Turismo Sustentável na Costa Rica – Planeta, pessoas e paz

Congresso de Turismo Sustentável na Costa Rica – Planeta, pessoas e paz

Paulina Chamorro

25 Outubro 2017 | 19h55

A bela capital da Costa Rica. San José, rodeada de vulcões

De 9 a 11 de outubro estive na Costa Rica, na capital San José, para acompanhar a 6ª Edição do Congresso Internacional sobe Turismo Sustentável, ou P3- Planeta Personas, Paz, como também é conhecido.


Foi um convite da Câmara de Turismo Sustentável e do Visit Costa Rica, uma espécie de agência divulgadora dos destinos de um país que vive quase que exclusivamente do turismo, principalmente o ecoturismo.

Este é o ano do Turismo Sustentável decretado pela ONU, e quem me acompanha por aqui ou por outras frentes radiofônicas (antes Eldorado, agora Rádio Vozes), sabe que minha pegada sempre é sobre a questão ambiental.

Rainforest Adventure, uma reserva privada na região de Limón.

Estar na Costa Rica, num evento como este, num país referência do que é turismo de experiências e de contato com a natureza foi bem importante.

Primeiro para entender como, de fato, certificações de excelência e compromisso ambiental realmente funcionam. As empresas operadoras almejam e trabalham seriamente para conseguir a mais alta distinção. Muitas reservas particulares com roteiros de turismo sustentável estão entre os lugares mais visitados, como Monteverde (Bosques Nubosos), e Bananitos.

A abertura do evento foi com um empolgado secretário-executivo da Organização Mundial do Turismo. Ele explicou que vivemos três revoluções: a digital, porque não ficamos mais desplugados, a urbana, quando 60 % da população passa a viver em cidades até 2030 e finalmente a das viagens, a do turismo.

Taleb Rafai, da OMT, na abertura do evento P3- Planeta, pessoas e paz.

Taleb Rafai explicou que nunca as pessoas viajaram tanto.  Nada mais nada menos que um bilhão de 300 milhões de pessoas cruzaram suas fronteiras em um ano.

E associou isso à possibilidade de estar frente a novas culturas, e todas as dificuldades mundiais que estamos passamos como migrações, desemprego e segurança, se transformam automaticamente nos desafios do turismo.

Por fim queria contar sobre o painel que tratou de mudanças climáticas. Antes que digam, lá vem a ecochata de novo, pensem: o que será das cidades, das paisagens que ainda sonhamos em conhecer, se continuarem os eventos extremos naturais mais fortes e recorrentes? Bau bau, people. Toda vez que vou ao Peru e vejo aquela cultura milenar, ligada à natureza, penso, até quando? Ou quando sobrevoo os Andes para ir para a terrinha: será que em alguns meses vai derreter mais rápido?

Toda região da América Central passou por dois furações fortíssimos este ano. Alguns países ainda estão se recuperando. Costa Rica sofreu com dois eventos extremos em menos de um ano, com prejuízos estruturais na ordem de 1 bilhão de dólares. Só para ter uma ideia, o país fatura por ano com turismo US$ 4 bilhões.

Contando que algumas áreas depois de semanas ainda estavam interditadas, pensem no impacto num futuro próximo para um país que vive essencialmente de turismo na natureza.

E paradoxalmente, se desaparecerem os turistas neste período, não haverá dinheiro para recuperar-se.

Por isso muitas entidades internacionais sobre o tema estão pedindo aos turistas: não cancelem suas viagens ao Caribe. 

 Da minha parte, conheci nesta viagem todo do Caribe Sur. Nos próximos posts vou encher os olhos de vocês com imagens e aventuras imperdíveis pelo lado caribenho da Costa Rica.

Até a próxima aventura!

Arredores do Parque Manuel Antonio, lado do Pacifico, na Costa Rica. Este é o parque mais visitado do país. E é só para dar água na boca para os próximo post 🙂