Depois de um dia de tombos, o relax em águas termais

Depois de um dia de tombos, o relax em águas termais

Veja mais fotos da região de Termas de Chillán.

Paulina Chamorro

24 Julho 2012 | 15h20

Vulcão Chillán

 Matéria publicada no  caderno  Viagem & Aventura, no  Estadão, de  24 de julho de 2012 |

PAULINA CHAMORRO , TERMAS DE CHILLÁN – O Estado de S.Paulo


O percurso até Termas de Chillán é longo. É preciso desembarcar em Concepción, a cerca de 400 quilômetros de Santiago, antes de enfrentar mais duas horas de carro até alcançar o complexo que conta com dois hotéis e um condomínio de apartamentos.

A maratona, como era de se esperar, vale a pena. O resort recebe principalmente famílias, ávidas por curtir as cerca de 30 pistas disponíveis – e eu, mesmo sendo iniciante, brinquei de deslizar no snowboard (na minha opinião, mais divertido que o esqui). A descida da pista Bosque é menos inclinada, o que dá mais segurança. Ia tudo bem e até estava me sentindo uma competidora dos Jogos de Inverno, se não fossem levados em conta os tombos a cada dois minutos.

Aliás, trata-se da pior parte do snowboard em comparação ao esqui para quem está começando: levantar é demorado. Se você não tiver um bom abdome para se erguer com os pés presos à prancha, vai ter de soltar a bota, levantar, prender a bota novamente e seguir deslizando. Até a próxima queda, claro.

Na minha quarta descida do dia, já cansada de tanto cair, veio o derradeiro tombo de joelho. Com minha “grande habilidade”, foi o único ponto do meu corpo que encontrei para parar – não demorou muito para que ele tomasse forma e cor de um tomate antes de começar a arroxear.

Fui me recuperar no spa, com uma massagem corporal completa (R$ 192 por 80 minutos), que inclui esfoliação com a lama local conhecida como fango, hidratação e uma massagem relaxante no final. Mas há pelo menos outras 20 opções de tratamento.

Vêm do subterrâneo também as águas termais que dão nome ao lugar. A piscina no Grande Hotel, aliás, usa água naturalmente aquecida em sua piscina, que tem uma parte coberta (o elevador leva direto à área) e outra ao ar livre, onde se tem a sensação de mergulhar rodeado por neve. Ótima terapia depois de passar o dia deslizando – e caindo – na neve.

Para matar a fome, há três opções de restaurantes: Shangri-lá, de comida variada, com bufê de entradas e sobremesas, El Montañes, de alta gastronomia chilena e vinhos premiados, e Andino, com um cardápio para quem gosta muito de carne. Quem compra o pacote de sete noites (desde US$ 1.850 por pessoa em quarto duplo) tem direito a todas as refeições – apenas no El Montañes é cobrada uma taxa extra de US$ 14. O valor inclui ainda aulas de esqui coletiva. Mais informações aqui.

De trenó. Mas nem só de esqui e snowboard é feita a estação. Um dos passeios mais procurados é o de trenó puxado por cães (US$ 23 a saída). A operação depende essencialmente da qualidade da neve, que precisa ser mais compacta. Se estiver fofa, o trenó não desliza.

O trenó é puxado por seis cães da raça malamute-do-Alasca, nascidos, criados e treinados na própria área do resort pelo adestrador e cuidador Alejandro Sepúlveda. Uma mistura de husky siberiano com lobo, os cães são enormes – chegam a pesar 70 quilos -, mas muitos dóceis. Com a neve ideal, podem levar até 300 quilos por passeio. O trajeto é feito pelo belíssimo bosque nevado que cerca o resort, com árvores típicas do Chile como lengas e robles. Lembra o cenário do primeiro filme As Crônicas de Nárnia. Só faltou mesmo o fauno.

* Viagem a convite de Termas de Chillán e da LAN

Conheça também o  blog da truma do  caderno  Viagem & Turismo do Estadão.

Repórter brinca com os cães dos trenós

 

Muita neve em Termas de Chillán. Um pouco do visual do bosque de lengas

 

Pista Bosque, mais tranquila.

 

Depois do trabalho...cães brincam com o treinador Sepúlveda, antes de voltar ao canil.