Mangue, Manguezal, Manguezinho

Mangue, Manguezal, Manguezinho

Começa uma Campanha em defesa do litoral brasileiro. E Iemanjá, no dia dela, foi convidada a participar.

Paulina Chamorro

01 Fevereiro 2012 | 22h31

O visual ai de cima é da Praia do Rio Vermelho, em Salvador, Bahia. É neste local que há mais de 200 anos, pescadores devotos fazem as oferendas e soltam ao mar, para a Rainha do Mar, Iemanjá.

Tradição de espalhou por todo o país, e hoje , em varias praias do litoral  brasileiro muitas pessoas estão  fazendo  seus pedidos, agradecendo, ou simplesmente exaltando esta figura tão querida por varias religiões. Ou até por quem não tem.O bairro do Rio Vermelho, também abriga outro grande diferencial: foi aqui que moraram os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai.

Mas hoje vou contar que o Rio Vermelho será o cenário para o começo de uma campanha em defesa do litoral brasileiro, que se estenderá para outras praias:  o movimento  Mangue faz a diferença.


E eu pretendo acompanhar algumas ações, para mostrar como uma pequena manobra para incluir um texto durante a votação do  Código Florestal no  Senado, pode mexer com a vida de muita gente e com toda a biodiversidade marinha.

A começar aqui em Salvador, estive com Claudio Mascarenhas, coordenador da ONG baiana GERMEN, uma das articuladoras locais do Movimento.

É importante mostrar aos leitores do Vias Alterlatinas, que assim como  na religião, na cultura brasileira existem varias camadas e detalhes que fazem toda a diferença. Na Bahia, a começar pelo termo MANGUE. Claudio me explica que por aqui é assimilado com bagunça, baderna, algo mal feito. Portanto, melhor me referir aos manguezais baianos.

Já estive neste litoral algumas vezes. E algumas pressões no seu litoral são visíveis.

Claudio Mascarenhas começa relatando o impacto industrial e de petróleo que existem na Baía de todos s Santos. O lugar que emoldurou a primeira capital brasileira, sofre com a intervenção humana. Hoje os manguezais da Baía estão contaminados.

Também temos o problema de introdução de espécies exóticas, criadas em cativeiro, em áreas de manguezal. E é claro, a ocupação irregular e a carcinicultura.

Somado a todas as pessoas que dependem deste ecossistema, dá pra imaginara como será o estrago se passar esta proposta em março no Congresso. Só por cima posso citar: pescadores tradicionais, coletores de siri, extrativistas….

Conheça mais detalhes do  movimento  e do manifesto pelo litoral no facebook.com/manguefazadiferenca

E conto com os relatos de vocês sobre o que estão vendo  no litoral brasileiro. E prometo fotos da festa de Iemanjá, combinado?

Outra ONG pra você acompanhar os trabalhos aqui na Bahia é o GAMBA: WWW.gamba.org.br

E aqui um artigo muito interessante, publicado no Estadão, sobre a situação dos mangues no Brasil: O Código Florestal e os amigos do Rei