Novos olhos para o mar

Novos olhos para o mar

Comissão Oceano Mundial propõe que qualquer barco que circula em alto-mar seja identificado e monitorado.

Paulina Chamorro

08 Julho 2013 | 13h18

Em fevereiro de 1013 uma nova frente de trabalho para o oceano foi criada. Formada por ex-presidentes e ministros na sua maioria,  a Comissão Oceano  Mundial  é uma iniciativa independente que tem por objetivo  frear a degradação  e restaurar a saúde dos oceanos. A primeira reunião já foi logo depois da criação, março de 2013, e acaba de encerrar  outra no ultimo dia 6 de julho, em Nova York, onde também foi anunciada a  escolha do ex-ministro Luiz Fernando Furlan, para representar o  Brasil neste importante colegiado.

O presidente da Comissão Oceano Mundial é o ex-presidente José Maria Figueres, juntamente com o ministro da presidência sul-africana, Trevor Manuel e com o ex-ministro de assuntos exteriores do Reino Unido, David Miliband.

Da reunião da última semana, o tema comum foi a segurança em alto-mar.


De acordo com a declaração da reunião de Nova York, a Comissão acredita que todos os barcos que circulam em alto mar deveriam ter números de identificação e que pudessem ser monitorados com tecnologia satelital, ou semelhante.

Ainda de acordo com nota emitida pela Comissão  “atualmente só  navios de passageiros e grandes navios mercantes são  obrigados a levar  números únicos e intransferíveis  da Organização Marítima Internacional –OMI e levar equipamentos para o  monitoramente  da sua localização  em tempo real. Mas outros  barcos que circulam em alto – mar (as águas internacionais que ocupam quase metade da superfície do planeta), não tem a mesma obrigação.  As Nações Unidas já advertiram que isto  facilita o tráfico de pessoas, drogas e armas , assim como  a pesca ilegal.

“No século XXI, enquanto os  Estados se preocupam pela segurança em suas fronteiras e cidadão, parece incrível que tenham deixado  um vazio  tão  grande na proteção, onde hoje pode passar um barco  pesqueiro carregado, por exemplo, de explosivos.”, declarou  o  presidente da Comissão  Oceano  Mundial, José Maria  Figueres. ”

A nota completa pode ser vista (em espanhol e inglês) aqui:  www.globaloceancommission.org

O Estreito de Magalhães.Antes do Canal do Panamá, só havia esta opção para navios mercantes entre o Pacifico e Atlantico. ( Foto:Paulina Chamorro)