24 horas em Hamburgo

Cidade mais rica da Alemanha, Hamburgo atrai alemães que viajam para assistir a versões da Broadway e aproveitar a noite. O resto do planeta, porém, ainda não colocou Hamburgo no seu mapa de viagens.

RICARDO , FREIRE, O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2014 | 02h06

Isso deve mudar em 2017, quando inaugura a Elbphilharmonie - um edifício instigante que já domina o skyline à beira do Rio Elba. Concebido em 2007 para ser inaugurado em 2010 a um custo de 250 milhões, o complexo vai acabar custando o triplo ( 750 milhões) e levando o quádruplo de tempo. Os números enfurecem o contribuinte hamburguês. Mas, quando estiver funcionando com suas três salas de espetáculo, dois hotéis, lojas, restaurantes e uma praça pública no vão entre a base (um galpão reaproveitado) e o topo (a estrutura de vidro que parece ter sido desenhada um pouco por Frank Gehry, um pouco por Gaudí), a Elbphilharmonie vai provocar o Efeito Bilbao. Todo mundo vai querer passar por Hamburgo.

Não é, porém, preciso esperar pela faraônica filarmônica para curtir Hamburgo. A 1h45 de trem de Berlim, a cidade pode ser incluída a caminho de Amsterdã (mais 5h15) ou Copenhagen (mais 4h45). Para ver o melhor da cidade, venha num sábado, para aproveitar a noite e o mercado do domingo de manhã.

Sábado à tarde. Chegue e deixe as malas no guarda-volumes da Estação Central. Saia caminhando até o pierzinho turístico do centro da cidade, de onde saem passeios de barco que percorrem o Lago Alster, passando em revista a Hamburgo mais burguesa. Na volta, vá ao Miniatur Wunderland, o mais lúdico minimundo do planeta, que fica no bairro restaurado dos armazéns, o Speicherstadt. Pegue as malas no guarda-volumes e instale-se num hotel próximo à vida noturna, como o Motel One am Michel (uma espécie de Ibis alemão) ou o Arcotel Onyx (quatro estrelas).

Sábado à noite. A Repperbahn é o equivalente hamburguês do Bairro da Luz Vermelha de Amsterdã. A proximidade ao porto garantia o fluxo de marinheiros que faziam florescer a prostituição. Hoje a prostituição não é mais significativa na Repperbahn, mas contribui para o ambiente. Jante no típico Freudenhaus (Hein-Hoyer-Straße, 7) e tome uma Astra de saideira no Zum Silbersack (Silbersackstr., 9).

Domingo. Madrugue para ir ao Fischmarkt, onde das 5h às 9h30 é realizado o mercado de peixes - experimente sanduíche de arenque no café da manhã (muita gente vai direto da Repperbahn para lá). Continue até o porto, de onde saem passeios de barco que dão a volta em toda a região, passando em frente à Elbphilarmonie. De lá, vá almoçar em Schanze, o charmoso bairro da moda: escolha entre o Bullerei (Lagerstrasse, 34b) e a bräuhaus Altes Mädchen (Lagerstr., 28b). Então é só passar no hotel, pegar as malas e seguir para a estação.

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