ALEMANHA

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2014 | 02h05

O local onde a seleção alemã ficou durante a vitoriosa campanha que lhe rendeu o tetracampeonato está aberto ao turismo. Fica na Vila de Santo André, povoado de Santa Cruz Cabrália, a 25 quilômetros de Porto Seguro, na Bahia, região rica em história e natureza. A Área de Proteção Ambiental Santo Antônio abraça a região e protege uma faixa litorânea de 23 mil hectares, da foz do Rio João de Tiba ao Jequitinhonha, com Mata Atlântica, restinga, manguezais e recifes sob sua guarda.

Batizado de Villa Campo Bahia, o empreendimento de investimento estimado em R$ 35 milhões - valor não confirmado pelos responsáveis - oferece 14 vilas de dois andares cada, decoradas por 14 artistas convidados, sete brasileiros (entre eles, Loredano, Rodrigo Braga e Afonso Tostes) e sete alemães.

Espalhado em uma área de 15 mil metros quadrados à beira-mar, o resort conta com sauna, academia, piscina com bar molhado, restaurante à la carte e Wi-Fi livre. Como opção de passeio, oferece o veleiro Dream Catchers, além de atividades esportivas - pesca, mergulho e golfe.

A ideia dos empreendedores - capitaneada pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) da Alemanha em parceria com seu par brasileiro - é que o espaço se transforme também em centro de convenções e negócios para seminários, workshops e eventos. Além disso, as vilas estão à venda - embora os valores não sejam divulgados.

Já aceita reservas, mediante cadastro prévio pela internet. Para um período de sete dias em janeiro, por exemplo, há diárias desde R$ 3 mil na Moradia Taba, para até oito pessoas, com quatro suítes, camas de casal king size, sala de estar e varandas. A vila com cinco suítes para até dez hóspedes tem diárias desde R$ 7,5 mil. Os valores incluem café da manhã - que, por um adicional, pode ser servido na vila.

Com o sugestivo lema de "Catch a dream" (agarre um sonho), o empreendimento, segundo a direção, empregou na construção matérias-primas naturais. As árvores, em vez de arrancadas, foram transplantadas para outros locais.

O investimento teve também contrapartidas ambientais. "O Campo Bahia foi construído por investidores alemães e, para tanto, contaram com todas as licenças ambientais necessárias, já que o empreendimento está em uma área de proteção ambiental", diz Patrícia Martins, superintendente do Porto Seguro Convention & Visitor's Bureau.

Segundo Patrícia, que atuou como coordenadora do Comitê Organizador Local (COL) de Porto Seguro durante a Copa, foi constituído um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que estipula os deveres dos investidores junto ao município. "Com isso, a região não sofrerá nenhum impacto negativo quanto à atividade turística", garante. "O que se 'oportuniza' é a abertura de novos mercados emissores, detentores de um público diferenciado, que já demonstram interesse em conhecer e desfrutar de tão belos atrativos."

Tarifas sob consulta;

campobahia.com

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