Aperte o freio em São Francisco

Separe dólares extras para pagar os caríssimos estacionamentos da cidade ou enfrente as ladeiras a pé

Nívea Terumi, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2009 | 01h25

Você pode reservar dois dias da viagem para ficar em São Francisco. Ou três. Ou até uma semana inteirinha. A sensação de que terá passado pouco tempo por lá será a mesma. Na realidade, e para seu total infortúnio, pode aumentar. Para isso basta que o sol esteja perfeito, com um vento ligeiro, ou que você resolva cair de amores pelos caranguejos servidos no Fisherman"s Warf ou pelos pãezinhos da Boudin.

 

 

Quem chega de carro, é bom dizer, precisa fazer um caixa à parte. Os estacionamentos da cidade podem levar facilmente à bancarrota o turista que viaja com orçamento apertado. Mesmo nos parkings públicos, uma parada de uma horinha (que no relógio de quem está a passeio em São Francisco equivale a 10 minutos) chega a custar US$ 7. E a diária em um estacionamento privado sai por US$ 20.

 

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Melhor mesmo é deixar o carro no hotel ou, se não tiver jeito, procurar as vias de acesso à baía, que geralmente estão mais livres e permitem que os carros estacionem por até duas horas, sem cobrança de tarifa.

A economia significa que você terá de encarar várias ladeiras a pé. Algumas tão íngremes que dá vontade de sentar no chão e esperar que alguém pare e ofereça carona. Mas, no geral, o sobe e desce das ruas vai permitir que você descubra ângulos novos e maravilhosos da baía - aqueles nos quais não iria reparar se estivesse ao volante.

Se quiser encurtar um pouco a andança, dá para usar o cable car e fazer partes do trajeto nos charmosos bondinhos. As linhas Powell-Hyde e Powell-Mason ligam a região da Bay Street (perto dos píeres) ao centro, passando por Nob Hill e pela Chinatown - a de São Francisco, por sinal, é incrivelmente arrumadinha. A primeira linha tem trajeto mais longo e faz uma parada providencial na Hyde Street com a Lombard, famosa rua de pista única em que, de tão inclinada, os carros só podem descer em zigue-zague.

COMPRAS

O cruzamento da Market com a Powell é ponto final das linhas do cable car e fica a poucos metros da Union Square, endereço de Macy"s, Bloomingdale"s, Nordstrom e Saks Fifth Avenue. Quem estiver disposto a usar o limite do cartão de crédito não terá problema: lá estão também Tiffany, Banana Republic, Marc Jacobs... Mas a cidade tem ainda multimarcas de descontos, como Loehmann"s, e os arredores estão coalhados de outlets.

Sua temporada em São Francisco já estará quase terminando. Então, não perca tempo. Tire o carro do hotel para percorrer Castro, o bairro mais gay friendly em uma das cidades mais abertas dos Estados Unidos, e Haight Ashbury, centro do movimento hippie. E de lá para o Golden Gate Park. Se você ainda não tiver cruzado a Golden Gate de bike ou mesmo a pé, esta é a hora.

Atração a qualquer hora do dia, o Píer 39 ganha pontos extras à noite. Logo de cara está o Hard Rock Cafe, que exibe, entre outras relíquias, a jaqueta usada por Jimi Hendrix em Woodstock. Tudo bem, será mais um Hard Rock Cafe na sua vida. Mas Jimi é Jimi.

linkCable Car: www.sfcablecar.com

linkUnion Square: www.unionsquareshop.com

linkGolden Gate Park: www.sfgov.org/site/recpark

linkPíer 39: www.pier39.com

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