Às margens do Elba, o centro restaurado e achados moderninhos

Reformados, prédios históricos estão em plena forma, enquanto uma cena jovem e antenadaferve do outro lado do rio

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2010 | 02h43

DRESDEN

Ao reinaugurar a Igreja de Nossa Senhora, apenas um ano e meio atrás e após mais de uma década de restauração, Dresden parece ter deixado para trás, de uma vez por todas, o doloroso período da 2.ª Guerra Mundial. Durante o conflito a cidade foi quase completamente destruída por bombardeios. De 1945 até a reunificação alemã, a maior parte do patrimônio histórico do centro antigo permaneceu em ruínas. A recuperação começou apenas nos anos de 1990.

Hoje, os edifícios erguidos pelos reis da Saxônia estão recuperados e ajudam a tornar a cidade uma das mais belas e culturalmente vivas da Europa. A cúpula barroca da Igreja de Nossa Senhora, ou Frauenkirche, em alemão, se destaca acima da paisagem da Cidade Velha. E está rodeada de ícones arquitetônicos, da Renascença ao século 19.

Só no Zwinger Palace, um castelão com belo jardim interno construído para abrigar os festejos da realeza, estão o ótimo acervo de pinturas da Galeria dos Grandes Mestres ? como a Madona Sistina do italiano Rafael ? e a maior coleção de porcelanas do mundo. Logo ao lado fica a Semper Opera (confira a programação em semperoper.de), dona de uma das melhores acústicas da Europa, que levou 15 anos para voltar à forma depois da guerra.

Ainda pela Cidade Velha, o processo de reconstrução fica evidente nas pedras claras e escuras, novas e antigas do Residenzschloss, ex-residência dos monarcas, atual museu com joias e porcelanas da corte. E no imponente Taschenbergpalais, construído sobre um enredo de amor, interesses políticos e traição. O prédio foi encomendado pelo rei Augusto, o Forte, para a Condessa de Cosel. Apenas oito anos depois, por motivações políticas, ele mandou a amante viver fora da cidade. O palácio virou hotel, com diária a partir de 139. Informações: kempinski.com.

Para ver detalhes de como era a vida na Alemanha socialista, siga para o Museu da Cidade (museen-dresden.de; entrada a 4). Móveis e utensílios de trabalho dos anos de repressão estão expostos junto a ícones como um exemplar do disco The Wall, da banda Pink Floyd, que, em 1979, criticou a divisão do país.

A margem esquerda do Rio Elba, que corta a cidade, é riscada por uma das ciclovias mais famosas da Europa. O traçado que passa em pleno centro de Dresden liga Praga, na República Checa a Hamburgo, na Alemanha.

Nova. Coração turístico de Dresden, a Cidade Velha exerce uma atração praticamente irresistível sobre os visitantes. Mas, depois de satisfeita esta curiosidade, torna-se inevitável atravessar uma das pontes sobre o Elba em busca de novidades.

O caldeirão de referências pop está na margem direita, na Cidade Nova, onde vivem estudantes e proliferam lojas moderninhas e restaurantes divertidos com preços mais em conta. Como o Wohnzimmer (wohnzimmer-dresden.de) que tem não cadeiras, mas sofás da era socialista.

A variedade aumenta na Alaunstrasse, uma das vias principais, cheia de cantos criativos. Entre kebabs baratinhos, lojas de camisetas coloridas e galerias como a Kunsthofpassage, o visitante descobre o que a Dresden contemporânea tem a mostrar. / M.N.

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