Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

Atividades ao ar livre até debaixo de neve

Até bem pouco tempo, Park City era um doente terminal. Diante do charme das montanhas, do luxo dos resorts e das estações de esqui, é difícil imaginar que a cidade, um dia, quase morreu. A extrema-unção foi nos tempos da prata. Como muitos outros vilarejos mineradores do Estado de Utah, Park City era dependente do metal.

PARK CITY, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2012 | 02h41

A prata começou a minguar após a 1.ª Guerra Mundial, mas foram a Crise de 1929 e a Grande Depressão que nocautearam a economia local. Em 1950, Park City era praticamente uma cidade fantasma quando os mineiros tiveram a ideia de pendurar as picaretas e tirar do chão um projeto para a construção de um resort de esqui, que abriu em 1963 e salvou a região.

Hoje, Park City recebe 600 mil turistas por ano e suas montanhas transformaram Utah no paraíso do esqui. As estações ficam a 45 minutos do Aeroporto Internacional de Salt Lake City. O clima seco favorece a formação de uma neve com textura granulada, de cristais tão finos que parecem pó. Os entendidos juram de pés juntos que é "a melhor neve dos EUA". Um tapete perfeito.

Todas as estações. Em Park City, é visível o legado dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002. Muitas instalações permaneceram em funcionamento. A mais interessante é o Parque Olímpico de Utah, onde é possível descer a pista de bobsled, skeleton e luge, ter aulas de patinação no gelo e participar de clínicas de esqui.

No verão, mudam-se os esportes e Park City ganha um ambiente ainda mais familiar. Derretida a neve, esquis e trenós dão lugar a pescarias, caminhadas, montarias, golfe, escalada, rafting e até a sobrevoos diários em balões de ar. / C.D.

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