Atualização de correspondência

Agradecendo às dezenas de leitores que se indignaram com a possibilidade de não ter mais o seu colunista predileto nas páginas desse jornal, nosso bravo viajante decidiu dedicar uma chuvosa tarde no Condado de Essex para responder, de uma vez, a três questões encontradas em sua caixa postal.

O Estado de S.Paulo

24 Julho 2012 | 03h12

Vamos a elas:

Prezado mr. Miles: sou assinante do Estadão há muitos anos, mas é nas terças que mais aprecio o jornal. Seus comentários são ótimos. Estou planejando uma viagem, mas a preocupação com a escolha da operadora está me deixando desanimada. Pergunto: como proceder na escolha? Que critérios devo ter para não me arrepender? Cristina Simão, por e-mail

"Well, my dear, sua pergunta não tem uma resposta simples. Em princípio, baseado na presunção de inocência, toda operadora que não tenha um histórico de falhas em seus serviços deve ser considerada. Os órgãos de defesa do consumidor, therefore, servirão para ajudá-la. Informações obtidas por meio de outros viajantes que se serviram da mesma empresa também podem ser useful.

Marcas mais célebres podem dar uma aura de segurança, mas, unfortunately, o passado registra a bancarrota de várias operadoras muito conhecidas. Enfim, sempre haverá algum tipo de risco, embora estatisticamente desprezível. Em seu lugar, darling, buscaria uma empresa especializada no destino que você pretende visitar, tomaria as pequenas precauções sobre as quais já falei e… well, ganharia o mundo."

Sou grande admirador seu, por ser também grande admirador de viagens. Viajar para mim é muito melhor quando uso o automóvel, como costumo fazer pelo Brasil e pela Europa. O que o insigne mr. Miles acha das viagens em automóvel? Um grande abraço de seu admirador. Agostinho de Souza Bitelli, por e-mail

"Well, my friend: sometimes pouco importa minha opinião. Seu entusiasmo pelas viagens rodoviárias já é a sua resposta. Vá, conduza, aproveite. Eu também gosto muito de tirar o meu Vauxhall B-Type da garagem e viajar com a liberdade de parar onde preferir, dedicar-me ao prazer do passeio by itself, conversar com pessoas que passam nas estradas vicinais e, por meio delas, descobrir novos ângulos para ver atrações que não constam nos guias. Nesse sentido, a autolocomoção é insuperável, ainda mais quando se viaja sozinho. Tenha cuidado, however, se conduzir com sua esposa ao lado dando-lhe orientações baseadas em um mapa rodoviário. Em Londres existe até um Clube de Pessoas Descasadas Durante Viagens Rodoviárias."

Prezado mr. Miles: fique tranquilo. Continue a recusar as propostas desses grandes jornais, pois sua coluna no Viagem sempre é a mais lida por sua verve excepcional. Gostaria até que pudesse responder à minha dúvida filosófica, que ora reitero: "as viagens não são uma maneira de fugir do tédio existencial?". Luiz Carlos Bedran (Araraquara-SP)

"Well, Luiz, em primeiro lugar agradeço por sua admiração. Não sou, however, um mestre em filosofia para lhe responder a tão profunda inquirição. Não conheço, veja só, o que você chama de tédio existencial. Talvez tivesse experimentado essa sensação algum dia se não dedicasse minha vida a viajar e apaixonar-me por lugares, culturas e, of course, lindas mulheres. Aliás, quando sinto que o tédio vem dobrando a esquina em meu encalço, não hesito em afastá-lo com uma boa dose de scotch na companhia de minha mascote Trashie. Tentando, however, colocar-me na posição das pessoas que padecem desse tipo de melancolia, temo que, por maior que seja o prazer de viajar, elas levarão consigo, dentro das malas, as sementes de seu mal. Como dizia meu velho e querido amigo Nelson Montag, o tédio existencial inibe a beleza da prática do viver. Don't you agree?"

É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO.

ESTEVE EM 132 PAÍSES E 7

TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS

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