Bahia

Muito da imagem que se tem da Bahia - colorida, viva, fotogênica - tem reflexo nas representações que o cinema e as novelas da tevê espalharam pelo país (e pelo mundo). Com uma fundamental participação do legado literário de Jorge Amado, é claro.

O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2013 | 02h19

O casario colonial e a vida pulsante do Pelourinho parecem terem sido feitos para o cinema. A Fundação Casa de Jorge Amado (71-3321-0070), instalada em um imponente casarão azul-claro, guarda uma exposição permanente sobre a vida e obra do autor. A adaptação de um dos clássicos do escritor baiano foi filmada bem em frente: Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), protagonizado por Sônia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça, e dirigido por Bruno Barreto.

Mais contemporâneo, Ó Paí Ó (2007), de Monique Gardenberg, deu ao Pelô um ar festivo e visceral. "Assim como uma escalação acertada de atores assegura a credibilidade de uma história, o ambiente adequado para uma cena é fundamental para a construção verdadeira daquela partícula. Cada detalhe é importante, e é justamente esse conjunto bem pensado que vai resultar num bom filme", defende a diretora.

Batizado nas gravações, o Bar da Neuzão é uma das locações do filme que estão abertas para os visitantes. Fica no Pelourinho, entre a Baixa dos Sapateiros e o Taboão - uma placa na porta chama os turistas. Entre e peça pelo famoso caldo de quenga (R$ 7), feito com mandioquinha, frango e torresmo - cai muito bem com uma cervejinha gelada (R$ 3,50).

A região da Cidade Baixa, que virou filme de mesmo nome lançado em 2005 com a dupla dinâmica nativa Lázaro Ramos e Wagner Moura, além de Alice Braga, é uma alternativa descolada. Saborear um acarajé no bairro do Rio Vermelho é uma experiência e tanto. No Largo de Santana, as baianas Dinha e Regina defendem seus territórios e fisgam turistas e soteropolitanos com seus suculentos bolinhos (R$ 5).

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