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A ilha mais a leste da região tem no gosto pelo rum sua característica marcante - tão festejada quanto o mar transparente, as areias claras e a cantora Rihanna, que nasceu no país

Pedro Antunes,

27 Setembro 2011 | 00h00

BRIDGETOWN - A lufada de ar quente indica claramente a chegada a um destino tropical. O inglês britânico com sotaque crioulo dá outra pista: trata-se de uma ex-colônia inglesa no Caribe (são 18 as ilhas com tal histórico). E a placa no Grantley Adams International Airport completa a apresentação: "Benvindo a Barbados".

 

O pequeno país de 431 quilômetros quadrados (cerca de um terço da área da cidade de São Paulo) é o quarto e mais recente destino caribenho ligado ao Brasil por voos diretos da empresa aérea Gol. Aruba, Curaçau e Punta Cana são os outros três. Ou seja, você pega o avião em São Paulo - Rio e Brasília também são pontos de partida - e depois de uma ou duas escalas sem descer da aeronave, desembarca direto na ilha escolhida.

 

Pela dinâmica dos voos e pela própria natureza do dia a dia caribenho, a maioria dos turistas brasileiros fica sete dias em Barbados. Acompanhados por uma tríade de predicados de sonhos: sol, praias de águas cristalinas e a mais importante criação dos barbadianos (ou bajans, como eles se denominam), o rum.

 

A bebida, fabricada a partir do melaço da cana-de-açúcar destilado, é considerada criação da ilha. Seu filho mais famoso, por assim dizer, seguido pela espevitada cantora Rihanna, nascida no país. As idas e vindas de marinheiros popularizaram o rum pelo mundo, ainda no século 17.

 

Dos marinheiros e dos piratas, vale destacar. A ilha foi descoberta no segundo levante dos países europeus nas grandes navegações. Ingleses e holandeses saíram um pouco depois de Portugal e Espanha na corrida pelas colônias nas novas terras da América. Por sua localização no extremo leste do Caribe, diante do Oceano Atlântico, Barbados também foi alvo e abrigo de corsários.

 

Brinde. Com tal importância histórica, é mais do que justo que o rum seja o ingrediente principal do primeiro drinque oferecido ao turista. O rum punch, uma espécie de ponche bem doce, leva suco de lima, melaço de açúcar, noz-moscada e um pouco de pimenta. O refrescante coquetel, que custa, em média, 10 dólares barbadianos (R$ 10), poderá ser o seu companheiro durante as chuvas que costumam cair no fim da tarde.

 

Barbados tem duas estações climáticas. A seca vai de dezembro a maio. A outra metade do ano é úmida. Não que as chuvas sejam longas. Mas são fortes e, em geral, caem no meio da tarde. Vale como desculpa para pedir o tal drinque e observar a bela paisagem. Passatempo bem caribenho.

 

 

Praias

 

Barbados tem praias excelentes tanto para surfistas quanto para quem só quer relaxar em uma grande piscina salgada. Todas são públicas, embora o acesso, em alguns casos, seja um tanto quanto escondido.

 

A costa leste do país encara o Oceano Atlântico de frente. Tem mar revolto, apesar de belo. A agitação das ondas escava e modela grandes rochas à beira-mar e no meio das águas com o passar dos anos - algumas centenas de milhares deles, é verdade.

 

É o caso, por exemplo, da praia de Bathsheba, onde há uma enorme rocha que é o símbolo local. Graças à força das ondas, é muito procurada por surfistas. A espuma branca formada pela arrebentação causa um efeito visual que os nativos costumam chamar de "mar de leite". Característica incrivelmente fotogênica.

 

Bathsheba não é indicada para banho, principalmente para quem não é exatamente um grande nadador. Mas há alguns pontos de piscinas naturais que costumavam atrair europeus no século passado. Acreditava-se que tivessem propriedades terapêuticas. Em dias de mar mais calmo, até é possível arriscar um mergulho.

 

O trecho mais valorizado do litoral de Barbados - onde estão as mansões cinematográficas dos muito ricos e os hotéis exclusivos - fica na costa oeste, diante do calmo e azul Mar do Caribe. Sem ondas e com solo liso, as praias parecem grandes piscinas.

 

Muitas delas ficam ocultas pela vegetação, com acesso um pouco mais difícil, mas que merecem a visita exatamente por serem quase selvagens.

 

A parte mais misturada e divertida do litoral do país está ao sul da ilha, logo abaixo da capital Bridgetown - aliás, uma ótima região para se hospedar.

 

A Carlisle Bay tem bares de praia ótimos para passar a tarde ou fazer um pit stop na happy hour. Não fica longe dali a Lawrence Gap, uma rua de bares e restaurantes à beira-mar. Outro ponto interessante para buscar opções gastronômicas é Accra Beach, que conta com bons restaurantes no calçadão conhecido como Boardwalk. A Dover Beach, atrai jovens em busca de badalação; e outra faixa de areia (branquíssima, aliás, que merece sua atenção é a Maxwell Beach, para quem está com saudade de coqueiros.

 

Compras

 

Capital e centro financeiro do país, Bridgetown tem um comércio interessante. Chamada simplesmente de "town" pelos bajans, é na cidade que fica a apinhada Broad Street, frequentadíssima por moradores e turistas.

 

Grandes lojas de departamentos nos dois lados da rua vendem produtos sem impostos - isso mesmo, um grande free shop. Feito o pagamento, os vendedores pedem seu passaporte e entregam uma nota fiscal que deve ser apresentada à Receita Federal brasileira. Portanto, caso não queira pagar taxas quando voltar ao Brasil, tome cuidado para não ultrapassar a cota individual de compras no exterior, fixada em US$ 500.

 

Por sua conta e risco, você pode visitar as ruas paralelas à Broad Street, Victoria e Swan. Por lá, você vai encontrar comércio de rua, mais informalidade e menos turistas - algum cuidado extra é recomendável.

 

Também chamado dólar, o dinheiro oficial de Barbados vale metade do americano. As duas moedas são aceitas nos pagamentos em quase todos os estabelecimento - mas o troco, certamente, virá na versão local.

 

Passeios

 

Uma volta de catamarã ao redor da ilha é o passeio indispensável e sem contraindicações de Barbados. Com duração de seis horas, é vendido na maioria dos hotéis.

 

Já para ver o que o país tem a oferecer sob a terra ou a água, é preciso se desprender de qualquer sentimento claustrofóbico. Alguns dos passeios mais interessantes da ilha são feitos nas profundezas.

 

Na aventura aquática, uma balsa leva os turistas até um submarino, que pouco expões seus contornos. O grupo de 48 pessoas é acomodado em cadeiras de frente para as escotilhas da embarcação. Assim que o submarino se põe em movimento, um contador começa a sinalizar a descida, até 50 metros abaixo do nível do mar.

 

Profundidade suficiente para que corais e peixes coloridos se mostrem diante dos olhos dos turistas, Mas nada substitui o entusiasmo de avistar as enormes tartarugas - principalmente no caso das crianças, empolgadas por animações como Procurando Nemo (2003).

 

Mesmo com o mar agitado naquele dia nublado, a boa visibilidade impressionava. Os 40 minutos do tour passam sem que você perceba. E, de repente, ao som de Yellow Submarine, dos Beatles, estávamos de volta à superfície.

 

Menos excitante, mas igualmente surpreendente, é a visita à Harrison’s Cave, descoberta em 1795. O intrincado e úmido labirinto só foi aberto aos turistas em 1981. O visitante desce 40 metros por uma escada de madeira e, então, é acomodado em um carrinho. Lá dentro, formações rochosas, estalactites, estalagmites e até uma cachoeira de 20 metros de altura - de águas naturalmente aquecidas a 26 graus. Há duas paradas para caminhar e tirar fotos em uma área reservada.

 

 

 

Saiba mais

 

Barbados

Um voo direto por semana, aos sábados, desde o Rio, com escala em São Paulo (portanto, sem paradas para o viajante que parte da capital paulista). Custa desde US$ 761, trecho de ida e volta, com a Gol (voegol.com.br)

 

Aruba

São três voos semanais. Às quintas e domingos, o trajeto começa no Rio e faz escalas em São Paulo e Caracas. Aos sábados, a partir de Brasília, há escala apenas em Curaçau. Passagem desde US$ 836 para saídas de São Paulo e do Rio, e US$ 602, a partir de Brasília. Preços valem para ida e volta. Com a Gol

 

Punta Cana

Cinco voos semanais da Gol, que partem do Rio com escala em São Paulo, às segundas, terças, quartas e sextas-feiras e aos sábados. Todos fazem escala em Caracas. A passagem para o trecho de ida e volta, com saída do Rio ou de São Paulo, custa a partir de US$ 899

 

Curaçau

Decola do Rio com parada em São Paulo uma vez por semana, aos sábados. Passagem de ida e volta, com a Gol, custa desde US$ 629

 

Melhor época

O período entre 1º de julho e 30 de novembro é oficialmente considerado temporada de furacões - mas Barbados, Aruba e Curaçau estão fora da rota das tempestades. A alta temporada nas ilhas começa em dezembro e se estende até a Páscoa. Os meses seguintes são secos - e também os mais econômicos para viajar ao Caribe

 

Mais informações

 

Barbados: visitebarbados.com.br

Aruba: br.aruba.com

Punta Cana: republicadominicana.tur.br

Curaçau: curacao.com/pt

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