Beirute renasce com arte, cultura e vida noturna

Bastou alguns anos de tranquilidade política para Beirute renascer, com direito a novos prédios e projetos culturais capazes de atrair turistas à cidade. Opções noturnas, um distrito de design, museu e hotéis surgiram nos últimos anos. A novidade logo se espalhou. Um número recorde de viajantes decidiu descobrir a capital do Líbano em 2009. Se o clima de paz continuar, espere por um movimento maior neste ano.

Jaime Gros / NYT, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2010 | 03h57

A cidade acredita nisso. Com o novo Centro de Artes de Beirute (beirutartcenter.org), aberto no ano passado, a capital libanesa se tornou uma forte concorrente ao título de polo artístico do Oriente Médio. Trata-se do primeiro museu de arte contemporânea do país, com espaço para mostras temporárias - as mais intelectualmente desafiadoras que você encontrará na cidade.

Do mercado ao design. Leve uma mala vazia ao Souk El Tayeb (soukeltayeb.com), o primeiro mercado de produtos frescos de Beirute, que começou a funcionar em 2004. Dúzias de produtores rurais e artesãos se reúnem todos os sábados, das 9 às 14 horas, para vender excelentes azeites, tomates, queijos, cestas e flores. O quiosque Earth & Co. serve manouche quente, um lanche feito de pão fininho enrolado com queijo, tomate e tomilho.

O mercado fica em Saifi Village, bairro repleto de casas de estilo otomano transformadas em butiques dos principais nomes do design libanês. A Nada Debs (nadadebs.com) mistura estilos orientais em peças como o castiçal de carvalho com aplicações de madrepérola. Na Bokia (bokiadesign.com), procure pela dupla de designers Maria Hibri e Hoda Baroudi para encontrar cadeiras com desenho característico do Oriente Médio.

O fim de tarde pode ser dedicado a descobertas na orla diante do Mediterrâneo. Mulheres muçulmanas, jovens com camisetas de bandas de rock e babás filipinas se misturam no calçadão. Para assistir ao vaivém, comece a caminhar em frente ao Hard Rock Café e siga em direção ao oeste, passando diante de hotéis e do arborizado câmpus da Universidade Americana de Beirute. O Manara Palace Café é perfeito para sentir a brisa marinha e assistir ao pôr do sol bebendo suco fresco de manga (7.500 libras libanesas ou R$ 9).

À mesa. A atual safra de novos restaurantes franceses parece querer resgatar o antigo apelido de Beirute de "Paris do Oriente Médio". Aberto em novembro, o bistrô Couqley (couqley.com) é administrado pelo chef franco-belga-americano Alexis Couquelet, cujas especialidades versam em torno de carne de pato.

As duas cozinhas regionais mais comuns na cidade, a libanesa e a armênia, são servidas magistralmente no Al Mayass (na Wadih Naim Street). A salada de tomate, salsinha, limão e especiarias é capaz de refrescar o calor do Oriente Médio. A estrela da casa é o kebab grelhado ao molho de cereja. Peça arak, aguardente típica, para acompanhar.

Mashroob é a palavra em árabe para pedir um drinque. Você encontrará uma respeitável variedade no distrito de Gemmayzeh, onde há um bar para cada humor. O Kanyan (Liban Street), de estilo vagamente colonial-britânico, é frequentado por um público na faixa dos 40 anos. Quem quer ouvir música árabe ao vivo segue para o Gemmayzeh Cafe, na Gouraud Street. Na mesma rua está o Behind the Green Door, para dançar ao som de música eletrônica. Tarde da noite, lançadores de tendências seguem para o Music Hall (elefteriades.com) para assistir música ao vivo, de covers de Beyoncé a shows de músicos locais.

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