Belo Horizonte dos museus

O jardim de Burle Marx, o prédio de Niemeyer e outras obras de arte justificam a visita à cidade mineira

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2009 | 02h53

Arte contemporânea. Um bom roteiro de museus em Belo Horizonte começa, de fato, nos arredores da capital mineira, em Brumadinho. Chegar lá é tarefa um tanto ingrata - as estradas e a sinalização deixam a desejar -, mas todo o esforço é recompensado logo na chegada ao Inhotim Centro de Arte Contemporânea (0--31-3227- 0001; www.inhotim.org.br).

Resumo ligeiro: são 35 hectares de vegetação nativa, lagos e jardins assinados por Burle Marx. A céu aberto espalham-se esculturas de artistas consagrados como o festejado Cildo Meireles, que também batiza uma das dez galerias para mostras temporárias ou permanentes.

 

Inhotim: Cildo Meireles assina escultura em centro de arte ao ar livre

Niemeyer. O papa da arquitetura no Brasil deu sua contribuição a Belo Horizonte, a pedido do mineiro Juscelino Kubitschek. O Museu de Arte da Pampulha (0--31-3277- 7946), na lagoa homônima, foi projetado por Oscar Niemeyer para ser um cassino. Transformado em museu, tem Portinari, Di Cavalcanti e Alfredo Volpi no acervo.

Trabalho. Ferramentas usadas no dia-a-dia por trabalhadores brasileiros antes da fase industrial estão expostas no Museu de Artes e Ofícios (0--31- 3248-8600; www.mao.org.br). Machadinha de açougueiro, tear, cadeira de dentista e até molde para chapéu contam histórias do trabalho no País.

Natureza. O colorido e instrutivo Jardim das Borboletas justifica sozinho uma visita ao Museu de Ciências Naturais da PUC Minas (0--31-3319-4152; www.pucminas.br/museu). Com tempo e interesse, veja também as mostras permanentes Era dos Répteis, de dinossauros sul-americanos, e Fauna Exótica.

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