Bem na foto: como fazer boas selfies

As dicas dos profissionais para você ganhar mais curtidas

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2017 | 04h00

Autorretratos, as famosas selfies que alimentam redes sociais e egos, são uma marca das viagens atuais. E tudo bem: quem somos nós - qualquer um de nós - para julgar os outros turistas? O fotógrafo Cristiano Xavier até gosta da tendência: “Acho interessante isso. Vejo selfie como a marca da época em que vivemos”, diz. 

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Se o que você quer mesmo é registrar sua passagem pelo mundo e ganhar muitas curtidas por isso, siga as dicas dos fotógrafos. 

Enquadramento. Para uma selfie de viagem significativa, capaz de mostrar que você está em algum lugar incrível longe de casa, tenha em mente que o ambiente é tão importante quanto você e as pessoas com quem viaja. “Tire o seu rosto do centro da imagem, fique de um lado da foto e deixe a paisagem aparecer do outro”, ensina João Marcos Rosa. 

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Para melhor enquadrar monumentos grandes - a Ópera de Sydney, por exemplo -, afaste-se deles. Ande para longe com o celular, observando como objeto em questão vai se ajustando ao espaço da foto. 

Movimento. Para Haroldo Castro, as boas fotos de pessoas - inclusive as de si mesmo - precisam mostrar alguma ação. “Uma foto parada, com apenas um sorriso forçado, vai ganhar bem menos likes do que uma imagem que revele que algo está acontecendo naquele momento”, aposta o fotógrafo. Assim, ele sugere “usar o gerúndio”: você comendo, correndo, pegando onda, se divertindo, enfim, fazendo alguma coisa.

Expressão. Na mesma linha de valorizar a ação, Henderson Moret diz que uma selfie diferente registra mais o movimento que a pose. “Em vez de uma foto sorrindo, tire várias brincando, em situações engraçadas, fazendo caretas, cócegas, caras de susto”, sugere. 

Ângulo. Aqui, o bastão de selfie - caso seu uso seja autoriza no local (leia abaixo) - pode ser seu melhor amigo. Busque ângulos diferentes do tradicional de cima para baixo”, sugere Henderson Moret. 

No Peru, Cristiano Xavier chegou a colocar o seu dentro de um forno para garantir um autorretrato incomum. “Usei o bastão para colocar a câmera dentro do forno onde estavam assando um cui, um porquinho da índia, e a perspectiva ficou muito interessante”, lembra. Vale a recomendação: cuidado ao tentar repetir a ousadia. 

A GUERRA CONTRA O PAU DE SELFIE

Acaba de acontecer de novo. Duas semanas atrás, o Conselho de Segurança de Milão baniu o uso de paus de selfie no centro histórico da cidade italiana durante o verão europeu. A decisão foi incluída em um decreto que proíbe também latas, garrafas de vidro, caixas de comida pronta, food trucks e vendedores ambulantes cujo objetivo é eliminar o lixo da parte mais turística da cidade. No caso dos paus de selfie, a ideia é acabar com o que a prefeitura local considera como comportamento antissocial dos portadores do dispositivo. 

A guerra contra os paus de selfie esquentou há dois anos, em julho de 2015, quando a Disney anunciou oficialmente o banimento do equipamento de seus parques. E ganhou um novo e inesperado capítulo há duas semanas na galeria The 14th Factory, em Los Angeles, quando uma mulher, em busca da selfie perfeita, derrubou uma fileira de esculturas apoiadas em pedestais, num efeito dominó transmitido para o mundo todo que rendeu prejuízo calculado em US$ 200 mil.

A Cidade Proibida, em Pequim, o museu Van Gogh, em Amsterdã, a Capela Sistina, na Cidade do Vaticano, o Museu Metropolitan, em Nova York,e a margem do Lake Tahoe que fica no Estado de Nevada, nos Estados Unidos, são outros pontos turísticos pelo mundo onde os bastões de selfie estão vetados.

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