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Berna, onde o tempo é relativo

Na capital Suíça, as horas parecem passar devagar

Natália Mazzoni, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2016 | 00h05

A chuva fina não atrapalha nosso city tour em Berna, mas parece enfadar os ursos que são símbolo da cidade. Björk, Finn e Ursina moram no Bären Park, parque às margens do Rio Aare, aberto 24 horas por dia. Inaugurado em 2009, o espaço de 6 mil m² foi feito para que os turistas observem a vida desses inusitados moradores de Berna. Quem passa por lá pode assisti-los dando um mergulho no rio, brincando, pescando, mas não demos essa sorte. “Os ursos caem muito bem como símbolo da cidade. Aqui, com certeza, nos movimentamos devagar como eles”, explica Nicole Schaffner, relações públicas de Berna.

Segundo ela, os moradores de Berna têm fama de ser os mais tranquilos do país. De fato, a hora parece passar mais devagar na cidade, considerada uma das mais belas da Europa. Nesse ritmo sossegado, seguimos pelo centro antigo. Grande parte dele é Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1983. Com seis quilômetros de arcadas, a cidade abriga uma das mais longas avenidas comerciais cobertas da Europa, além de igrejas, torres, fontes. Tudo num tom marcante de cinza, vindo do arenito, usado para reconstruir a cidade depois de um incêndio que a destruiu quase que por completo em 1405.

Andar pelo centro antigo é uma das coisas mais gostosas para se fazer na cidade, mesmo nos dias acinzentados. Encha sua garrafinha em uma de suas fontes de água potável, observando cada detalhe de cada uma delas. Depois, perca-se pelas ruas, sem pressa. As principais construções de estilo medieval da cidade se espalham por três vias paralelas no entorno da Estação Central. Nos arredores, ruas estreitas de paralelepípedos abrigam charmosos cafés e restaurantes repletos de turistas. Em frente ao Parlamento, as 26 fontes – uma para cada cantão suíço – jorram água em movimento coreografado, para a alegria das crianças no verão. No geral, as praças em torno de edifícios públicos são protegidas por esquemas de segurança, mas esse espaço é bastante democrático, e abriga até feiras com agricultores locais.

Aproveite para conhecer a vista dos fundos do Parlamento. De lá, é possível ver as águas verdes do Rio Aare, fruto do degelo da neve dos Alpes. No verão, as margens são disputadas por locais, que não hesitam em dar um mergulho. Se não tiver coragem, há outros belos cenários para se entreter. No Rosengarten, ou Parque das Rosas (grátis), por exemplo, há mais de 220 tipos de rosas. O restaurante que leva o nome do parque serve comida boa a 25,50 francos suíços (R$ 86) o menu do dia, com salada e prato principal. Outra opção é visitar a Catedral de Berna (entrada 5 francos suíços ou R$ 25). De estilo gótico, ela é a maior da Suíça e faz parte da lista de patrimônios mundiais da Unesco.

Na rota do emental. Expolorar os principais pontos turísticos de Berna não deve levar mais do que dois dias inteiros. A uma hora da capital, o vilarejo de Affoltern vale uma esticada para conhecer a Emmentaler Schaukäserei, fábrica de um dos queijos mais famosos da Suíça, o emental, produzido na região desde o século 13. O passeio com guia permite conhecer todas as etapas de produção (10 francos suíços ou R$ 34) e também o segredo para que essa variedade tenha buracos de 1 a 4 cm de diâmetro. 

O lugar oferece atividade para colocar a mão na massa (70 francos suíços ou R$ 238) e fazer seu próprio queijo para levar para casa. Para almoçar, o restaurante serve uma deliciosa fondue de emmental (25 francos suíços ou R$ 85, para até três pessoas)

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