Bodega Gárzon
Bodega Gárzon

Bódega Garzón: vista harmonizada com sabor

Reserve um dia inteiro para aproveitar a região que é uma ótima opção para conhecer alguns dos melhores vinhos uruguaios

Anelise Zanoni, Especial para o Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2018 | 04h31

Logo ali, pertinho de Punta del Este, La Barra e José Ignacio, a Bodega Garzón é uma ótima opção para conhecer alguns dos melhores vinhos uruguaios. Reserve um dia inteiro para curtir tudo que o local proporciona.

Depois que se estaciona o carro, um caminho cercado de água dos dois lados leva os visitantes até o prédio moderno e de linhas retas que se destaca no horizonte. Ali dentro, o deslumbramento é inevitável: janelões e uma sacada dão vista completa para os campos. A beleza de Garzón deve-se ao faro empreendedor do casal argentino Alejandro Bulgheroni e Bettina, que em 1999 conheceram a região e a compararam com a italiana Toscana. E pensaram que seria um bom local para produzir azeites e vinhos.

A vinícola foi inaugurada oficialmente em março de 2016, e hoje é considerada a primeira bodega sustentável fora da América do Norte. A mistura de bom solo com a brisa do mar e o clima temperado resultou em vinhos de alta qualidade, como o balastro, uma mistura com o melhor das uvas da região: tannat, pinot noir e pinnot noir rosé, albariño, pinnot grigio, entre outros. 

Olhar aéreo. Pela manhã, bem cedo, um balão é inflado e vai trazendo colorido aos extensos campos verdes. Em alguns minutos, ele está vivo no ar – e repleto de turistas. O passeio, a mais de 300 metros de altura, dura cerca de 4 horas e percorre áreas onde são plantadas oliveiras e amendoeiras, e termina com a degustação de azeites de oliva extra virgem e vinhos. Custa cerca de 6 mil pesos (R$ 680) por pessoa e depende das condições do clima. 

Além do passeio de balão, há outras atividades na vinícola, como passeio de carruagem, piquenique e colheita manual de azeitonas. O tour mais simples inclui visitação aos vinhedos e degustação de rótulos e custa cerca de R$ 78 por pessoa. 

Paladar à prova. No restaurante, a proposta é oferecer pratos tradicionais com produtos frescos de cada estação, distribuídos em dois menus. O Estate, com quatro etapas, custa 2.250 pesos uruguaios (cerca de R$ 248). Podem surgir nas opções cordeiro braseado, batata doce laranja, hortelã e iogurte e flan com sorvete de caramelo. 

Na versão Reserva, com cinco passos, o cliente paga 3.100 pesos uruguaios (cerca de R$ 340) e aproveita especialidades como empanadas de cordeiro, filé mignon nas brasas, creme de alho assado, quinoa crocante e mix de folhas.

Outras paradas. Não é só a Garzón que vale o passeio. Para quem tem mais tempo no país e vai se estender em Montevidéu, há opções de vinícolas nas aforas da cidade. Na Bodega Bouza, por exemplo, o programa de experiência custa cerca de R$ 330 e inclui visita guiada, degustação, almoço, passeio pela coleção privada de carros antigos e transporte a partir da de Montevidéu.

A H. Stagnari, por sua vez, é uma das mais premiadas no mundo. A visita é simples, com passeio pelo vinhedo, vinícola, cave e por um labirinto de vinhas. Há opção de participar da experiência gourmet no restaurante da vinícola (a partir de US$ 100). Informações: stagnari.com. Já na Bodega Juanicó, a visita guiada inclui degustação e passeio por antigas edificações, cave e vinhedos. 

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