Mariana Veiga/Estadão
Mariana Veiga/Estadão

Brincadeiras e interrogações de um miniturista

Aos 3 anos, Chico se divertiu correndo entre parreirais, encantou-se com as amalucadas casas do poeta e admirou os grafites

Edison Veiga, SANTIAGO / O Estado de S.Paulo

13 Junho 2017 | 04h45

“Por que andamos tanto tempo/ crescendo para nos separarmos?” Para este pequeno roteiro pela região central do Chile, tive mais uma vez a companhia de meu filho. Aos 3 anos, Chico se divertiu correndo entre parreirais, encantou-se com as amalucadas casas do poeta, admirou os grafites de Valparaíso e vibrou nos funiculares e teleféricos. 

O Chile é o 12.º país na coleção pessoal de Chico, talvez o primeiro do qual ele conseguirá se lembrar vivamente pela vida afora. “Onde está o menino que eu fui?/ Está dentro de mim ou se foi?”

A viagem com ele foi tranquila, instigante, e cheia de interrogações – mais ainda do que as do livro que eu levava sempre na mochila. Chico foi muito bem tratado mesmo em locais não adaptados a crianças. No restaurante Boragó, apesar de seu paladar não querer experimentar os pratos, o garçom logo notou que o pãozinho da entrada lhe apetecia e passou a noite repetindo para ele o serviço. Na vinícola Matetic, providenciaram uma bicicleta com cadeirinha para que pudesse passear em minha garupa. Lá, Chico era recebido com lápis de cor e uma taça – de plástico – com suco de uva a cada degustação. 

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