Mônica Nobrega/Estadão
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Brotas com criança: onde ficar, onde comer e o que fazer

Rafting, cachoeiras e, se estiver frio, atrações secas como a bicicleta na tirolesa para curtir as férias de julho - ou apenas um fim de semana - em família

Mônica Nobrega, BROTAS / O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 05h00

Dezesseis anos atrás, então jovens universitários, meus amigos e eu costumávamos ir a Brotas para passar alguns fins de semana. No fim de março deste 2017, voltei para mostrar a cidade ao meu filho, agora que ele está com 6 anos e altura superior ao 1,20 metro exigido para participar do rafting, a modalidade que ajudou a erguer o turismo na cidadezinha do interior paulista.

Naquele início dos anos 2000, Brotas começava a ficar conhecida pelas opções de atividades ao ar livre. A formação da equipe Alaya Bozo D’Água, que nos anos seguintes venceu competições de rafting mundo afora, chamou a atenção de aventureiros para as corredeiras de águas limpas do Rio Jacaré Pepira. Era por causa do rafting que íamos até lá. 

O turismo na cidade de menos de 20 mil habitantes estava apenas começando. O Parque dos Saltos, hoje uma atração consolidada às margens do Jacaré Pepira, em pleno centro, ainda era um lugar que não se devia frequentar. A Avenida Mário Pinotti, a principal, enfileirava uma ou outra agência de passeios e restaurantes caseiros montados em garagens. 

Eu e meu grupo nos hospedávamos num camping a poucos minutos a pé da avenida, que custava R$ 7 por dia, por barraca, e onde um misto quente um café com leite saíam por menos de R$ 5. Hoje, as boas pousadas e os resorts que se autodenominam “eco” proliferaram no centro e na área rural. Algumas destas hospedagens investem numa atmosfera romântica e atraem casais em busca de sossego. 

Enquanto isso, espaços para acampar praticamente desapareceram da parte mais central. Sobrou o Camping Jacaré, bem estruturado, e que tem também apartamentos e cabanas (diárias em barracas desde R$ 40 por pessoa; campingjacare.com.br).

Apesar de ainda se verem grupos de amigos, a verdade é que Brotas profissionalizou o turismo ao longo dos últimos anos com os olhos voltados para as famílias. Um ou outro restaurante de preço fixo sobrevive, frequentado pelos mais jovens, mas a Mário Pinotti está cheia de casas que destacam o nome do chef de cozinha e o menu kids. A cerveja de produção local Brotas Beer está em vários restaurantes, a um preço médio de R$ 20 a garrafa de 600 ml, e pela metade deste valor, no supermercado Cimi, que fica no centro. E, boa notícia, é ótima.

Neste percurso, essa é a parte chata da história, os preços subiram. Ainda que minha referência anterior não seja exatamente de um turismo estruturado, achei que os preços em geral em Brotas estão de médios para altos. Por outro lado, passeios e hospedagens buscam oferecer descontos para crianças e para quem compra mais de um tour ou atividade. Para quem vai com filhos, são aspectos a se considerar.

Principalmente porque viajantes de perfil mais aventureiro encontram em Brotas uma referência, um parque de diversão ao ar livre, um dos mais bem estruturados do País. O Jacaré Pepira continua um rio limpo, onde se pode nadar e pescar. Para esta época do ano, mais fria, há opções secas que podem substituir a molhadeira do rafting. 

Dois novos parques abriram nos últimos anos, Aventurah! e Viva Brotas. No segundo, estreou em dezembro passado a tirolesa-bicicleta Superbike, e um pouco antes, o voo canguru, em que um adulto e uma criança deslizam juntos na mesma tirolesa. Meu pequeno aprendiz de aventureiro adorou.

A facilidade para chegar lá conta ponto a favor. Saindo de São Paulo, são 250 quilômetros por boas rodovias. Susto, só mesmo a quantidade de praças de pedágio no percurso, seis na ida e seis na volta, um total de R$ 93,80. 

Como ir: são 250 quilômetros e cerca de 3 horas de São Paulo a Brotas pela Rodovia dos Bandeirantes, depois pela BR-364 e BR-369. De ônibus, cada trecho custa R$ 70,35 com a Expresso de Prata (expressodeprata.com.br)

Onde ficamos

A Pousada Pé na Terra é uma pousada rural, mas com localização central: está a apenas 1 km do Parque dos Saltos. Há 12 apartamentos no prédio principal e mais oito de frente para o bosque – estes são mais amplos e privativos, e têm varanda com rede. Toda a estrutura fica em um amplo e bem cuidado gramado, com pomar, playground, campo de futebol e uma gostosa piscina cercada por espreguiçadeiras de madeira. 

No restaurante, um quiosque no meio do gramado, o café da manhã é capítulo à parte pela notável variedade. Pães simples e recheados são feitos na própria cozinha da pousada (o de linguiça é inesquecível), de onde saem também bolos, sucos frescos de frutas e ovos preparados ao gosto do hóspede. 

Diárias começam em R$ 410 em quarto para três pessoas, com café da manhã; em julho, duas diárias dão direito a passaporte infantil para o Aventurah!: pousadapenaterra.com.br

Onde comer

- Brotas Bar: É um bar e restaurante temático – e o tema é o rafting. Em um casarão de mais de 100 anos, que foi restaurado usando os materiais originais, como tijolos e madeiras, o estabelecimento abriga também um pequeno museu com troféus e equipamentos da equipe Bozo D’Água.

O cardápio tem pescados, massas, pizzas e carnes bovinas. O garçom recomendou o T-bone, especialidade da casa, que estava ótimo e veio acompanhado de arroz e batatas rústicas. Para a criança, o prato de espaguete ao sugo estava gostoso, mas poderia ser mais bem servido. O jantar para dois adultos e uma criança não sai por menos de R$ 200, sem bebidas: brotasbar.com.br.

- Vicino Della Nonna: O chef Luiz Felipe prepara receitas inspiradas na origem napolitana de sua avó. Provamos o ravióli de queijo ao molho de ragu de cabrito e o polpetone à parmigiana, ambos deliciosos. Cada prato individual custa entre R$ 60 e R$ 70 e vem muito bem servido: vicinodellanonna.com.br

Dicas para levar crianças a Brotas

1. Vá com calma: programe um passeio por dia. Por mais que o fim de semana seja curto e haja muito a fazer, as atividades em Brotas gastam energia ou exigem pular cedo da cama. A chance de mau humor infantil para um segundo passeio que exija esforço ou concentração demais deve ser considerada. 

2. Como combinar passeios: três dobradinhas que funcionam para crianças: parques Viva Brotas (de manhã, para tirolesa e almoço) e Aventurah! (à tarde), por ficarem um ao lado do outro e serem complementares; rafting de manhã e Parque dos Saltos sem pressa depois do almoço; Areia que Canta (não é precico acordar tão cedo para ir) e planetário do CEU à noite.

3. Na trilha: criar histórias e propor desafios é uma boa forma de estimular as crianças para caminhadas. Que tal chamar a trilha de passeio na floresta e desafiar os pequenos, por exemplo, a encontrarem a árvore mais alta de todas? 

4. Lanchinhos à mão: fatias de bolo – pegue uma ou duas no café da manhã da pousada – bolachas e frutas levantam o astral das crianças quando bate um cansaço nos passeios. E ainda evitam o consumo exagerado de guloseimas industrializadas entre as refeições.

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Mônica Nobrega, BROTAS / O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 04h20

Com o atrevimento dos 6 anos, meu filho decretou que queria, sim, um remo. O superpaciente Gabriel, nosso instrutor no rafting da Ecoação, entregou a ele um exemplar de cabo não tão comprido. Assim, o rapazinho embarcou no bote cheio de si, depois de seguir a risca as instruções dos exercícios prévios de alongamento (e de reclamar um pouco do capacete, indispensável à segurança).

Tínhamos explicado várias vezes que o bote desceria corredeiras. Mas nada preparou o menino para a primeira vez que entramos nas ondas e demos um salto para baixo, no trecho de corredeira conhecido como Maurício, de classe 3 ou 4, a depender da época do ano e do volume de chuvas – no verão chove mais. O Rio Jacaré Pepira tem corredeiras de classes 2 a 4, o que significa nível das águas até 3,5 metros de altura.

A sequência de corredeiras nos cerca de 7 quilômetros de percurso do rafting foi um festival de risadas, gritos e expressões de assombro pelo tamanho de cada “cachoeira” que o bote descia, especialmente do meio para o fim do percurso, quando chegamos ao 1º Salto, de classe 4. Do remo, ele desistiu logo, e rapidamente aprendeu a obedecer ao comando de sentar no fundo da embarcação quando uma corredeira mais forte se aproximava. O resto foi diversão – e molhadeira, algo que criança costuma achar muito engraçado.

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Mônica Nobrega, BROTAS / O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 04h19

No alto de um morro, no ponto mais elevado do parque Viva Brotas, uma plataforma de madeira serve como bicicletário, mas um bicicletário diferente. É ali que ficam estacionadas – e dali que partem – as bikes amarelas nada convencionais que levam visitantes para pedalar em uma tirolesa.

O Viva Brotas foi inaugurado em 2014, mas a Superbike chegou por lá em janeiro deste ano. Pendurada em cabos de aço a uma altura de até 70 metros, a bicicleta depende exclusivamente da força das pernas do visitante para se movimentar. Um exercício respeitável ao longo de 1 quilômetro, metade na ida, metade na volta.

Vestida com os equipamentos de segurança, me acomodei no assento em formato de cadeira de praia, bem confortável. Os pedais ficam à frente do tronco. Testei a distância das pernas, regulável, e quando tudo estava ok, recebi autorização para partir.

À medida que se pedala, o chão vai ficando mais e mais distante dos pés. De um lado está o vale coberto de canaviais, como é atualmente em boa parte do interior paulista. Do outro, na encosta do morro, a Cachoeira Santa Eulália, que tem 47 metros de altura, e onde alguns turistas faziam cachoeirismo, o rapel em cachoeira.

A Superbike não é difícil, mas está longe de ser fácil de pedalar. Vá esperando fazer esforço. Na segunda plataforma, onde o brinquedo contorna uma enorme árvore e faz meia-volta, as pernas são bastante exigidas. No fim, eu sentia como se tivesse acabado de participar de uma aula de spinning.

A brincadeira só é permitida para quem tem altura mínima de 1,40 metro e pesa até 140 quilos. Mas sem problemas. O Viva Brotas tem outra novidade no quesito tirolesas: o voo canguru. Em dois lances, de 800 e 500 metros, um adulto e uma criança podem deslizar juntos; a criança vai no colo, atada a uma cadeirinha de segurança.

O parque está a 15 minutos de carro do centro de Brotas e tem várias outras atividades: trilha, rafting, rapel, observação de pássaros e de jiboias. Para matar a fome, o restaurante fica no alto da casa de madeira que abriga a recepção. Como uma casa da árvore, disse meu filho.

Quanto custa > A entrada é gratuita. Superbike e voo canguru, R$ 98 por pessoa, ou R$ 88 pela internet: vivabrotas.com.br.

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O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 04h16

Com criança, a logística fica um pouco complicada, mas vale a pena pelo nível de encantamento que o programa garante. Observar o céu noturno no planetário da Fundação Centro de Estudos do Universo, o CEU, é uma atividade capaz de fazer criança sonhar com um futuro como cientista. Desvantagem, só uma, o horário. As sessões começam às 21 horas, e terminam às 23h15.

Sugestão: escolham um dia de programação leve e no qual todos possam pular da cama um pouco mais tarde. Planejem-se para jantar antes. E façam reserva antecipada – o passeio é concorrido durante as férias. 

O inverno é época de céu limpo, perfeito para o roteiro de visitação mais bacana do planetário, o que inclui a observação do céu em telescópios, seguida de sessão de cinema em uma sala com telão no domo em 180 graus. O filme mostra constelações, fenômenos naturais como a aurora boreal, viagens a planetas do Sistema Solar. Em dias nublados e de chuva, a sessão de cinema continua lá, mas não há a observação no telescópio. De uma forma ou de outra, é provável que, de volta à pousada, você tenha de carregar a criança direto para a cama. 

A Fundação CEU faz parte do mesmo grupo que mantém outros dois empreendimentos emblemáticos do turismo brotense atual, tudo bem perto do centro. O Grupo Peraltas é composto também pelo acampamento de férias de mesmo nome, cuja temporada começou sábado e vai até 29 de julho, com pacotes entre R$ 1.728 e R$ 2.970 – depende da semana escolhida. Também faz parte o Brotas Eco Resort, hotel fazenda com piscinas aquecidas e diárias a partir de R$ 760, dois adultos, mais R$ 70 para criança, com pensão completa: peraltas.com.br

Quanto custa > Sessão no planetário do CEU a R$ 64, grátis até 4 anos. Estudante paga meia: fundacaoceu.org.br/visitantes.

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Mônica Nobrega, BROTAS / O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 04h18

Um conjunto de quatro lagos à margem da rodovia SP-225, no km 143, a 15 minutos de carro do centro de Brotas, abriga mais de 20 atividades para todas as idades. O lugar tem prainha, piscina, lanchonete, playground. É como um clube, mas com emoção. E ao ar livre.

Aberto em 2010, o parque Aventurah! ocupa um antigo pesqueiro, daí sua estrutura em lagos. O maior e mais central deles concentra boa parte das atividades: é nas suas águas que o toboágua lança a criançada, que termina o voo na tirolesa, que se pratica stand up paddle, wakeboard e caiaque. Há também várias atividades secas: paintball, arco e flecha, parede de escalada, quadriciclo infantil. Por ser um espaço relativamente pequeno e controlado, quase tudo é aberto a crianças. Pode reservar um dia inteiro, principalmente se estiver sol.

Junto da portaria, o restaurante Tavolaro deixa um pouco a desejar nas refeições por causa da pouca variedade – as porções compensam mais. Mas o lugar é também uma ótima loja de souvenirs – souvenirs comestíveis. Há queijos, linguiças, salames, compotas, doces, pimentas, mel, quase tudo da região, quase tudo irresistível.

Quanto custa >Passaporte para 10 atividades, R$ 70 a R$ 90 (adulto), e R$ 35 a R$ 45 (criança de até 10 anos). Ingresso econômico, sem atividades, R$ 22: aventurahbrotas.com.br.

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Mônica Nobrega, BROTAS / O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 04h17

Em fins do século 19, antes mesmo da cidade de São Paulo, Brotas já contava com iluminação pública elétrica. Isso graças ao conjunto de barragens feitas no curso do Rio Jacaré Pepira em pleno centro da cidade. Hoje, a estrutura da antiga usina hidrelétrica está desativada – é possível visitar o interior vazio do barracão amarelo que abrigava o maquinário –, mas o entorno das barragens virou atração turística.

A área do atual Parque dos Saltos ficou abandonada durante anos até ser revitalizada, em 2008. Hoje, as margens preservam a mata ciliar, em meio à qual há trilhas sombreadas, um sobe e desce entre árvores e quedas d’água naturais e artificiais.

O ponto de partida é a ponte pênsil que sai da calçada da Rua Alfredo Mangilli. A partir daí, seguindo pelas trilhas, há várias quedas, pontes e gramados. Tudo fácil, fotogênico e relaxante, ideal para uma tarde sem pressa. 

Quanto custa > O Parque dos Saltos tem entrada gratuita.

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Mônica Nobrega, BROTAS / O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 04h15

Um por vez, turistas tiramos de um baldinho de madeira uma porção de terra que, esfregada entre as mãos numa certa velocidade, faz som de cuíca. Por vezes a mágica não acontece na primeira vez, mas não é difícil: meu filho de 6 anos logo conseguiu também. A areia vem do fundo de um poço raso formado por uma nascente. Fazê-la literalmente cantar entre os dedos é o principal chamariz do Hotel Fazenda Areia que Canta, complexo de hospedagem e ecoturismo que fica a 12 quilômetros do centro de Brotas por uma estradinha que começa na rodovia SP-225.

A Nascente Areia que Canta verte água límpida entre árvores e tem areia bem branquinha no fundo, formada por finos grãos de quartzo, os responsáveis pela música. No tour, que precisa ser acompanhado por um guia do hotel, os turistas podem também entrar na água, quatro por vez, sempre flutuando com ajuda de colete: pisotear o fundo prejudica a nascente, e por isso é proibido. 

Depois de flutuar na água gelada, o passeio guiado continua pelas corredeiras do Rio Tamanduá, entre cachoeiras e piscinas naturais onde as crianças se esbaldam.

O complexo ainda tem hotel (diária desde R$ 272 por pessoa), praia de rio, trilhas, fazendinha, passeio a cavalo e várias atividades ao ar livre.

Quanto custa > Pacote day use da fazenda, com almoço, de R$ 100 a R$ 140 para adulto. Criança até 11 anos paga meia: areiaquecanta.com.br.

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Mônica Nobrega, BROTAS / O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 04h14

A 25 quilômetros do centro de Brotas e com altitude mais elevada, o bairro Patrimônio de São Sebastião é o endereço das cachoeiras mais bonitas. A Cassorova tem 60 metros, fica no parque natural de mesmo nome e impressiona crianças – é muita altura, é muita água, muito respingo.

A trilha é curta e arrumadinha, e dá para tomar banho na piscina natural na base da queda. No mesmo parque há uma trilha de 1,5 quilômetro em meio à vegetação de Mata Atlântica. Entre cabreúvas, paus-d’alho, perobas e angicos, chega-se à Cachoeira dos Quatis, com 46 metros. 

A Cachoeira dos Quatis é acessível também por uma trilha que inclui uma escadaria bem íngreme, e que parte da propriedade vizinha, o Sítio Sete Quedas. O sítio conta com outra trilha, essa acessível aos pequenos, que passa pelas Cachoeiras dos Macacos, para observar, e dos Coqueiros e Bela Vista, para banho. 

Quanto custa > Ecoparque Cassorova: R$ 60, meia até 10 anos; cachoeiracassorova.com.br. Sítio Sete Quedas: R$ 30, meia até 10 anos; 14-9-8118-1547.

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