Buenos Aires para quem gosta de ler

Cultura Feira do Livro que começa nesta semana é considerada a maior entre os países de língua espanhola. Evento escolheu como tema os 200 anos da independência argentina

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

20 Abril 2010 | 02h46

A cidade mais associada à literatura em toda a América Latina vai facilitar a vida de quem só espera por um pretexto para pegar o avião. Começa nesta quinta-feira, em Buenos Aires (até 10 de maio), a 36ª Feira Internacional do Livro, considerada a maior do mundo entre os países de língua espanhola.

Na expectativa de reunir público de 1,1 milhão de pessoas, o evento terá 1.300 expositores distribuídos em uma área de 37 mil metros quadrados. Menor, por exemplo, que o espaço de 60 mil metros quadrados dedicados à Bienal do Livro de São Paulo (neste ano, entre 12 e 22 de agosto). Mas com número maior de visitantes e expositores - na capital paulista, 900 mil e 800, respectivamente.

Como tema para este ano foi definido o aniversário de 200 anos da independência da Argentina, comemorado em 25 de maio. Para celebrar, haverá um debate entre o cientista político Ernesto Lacau, o historiador Luis Alberto Romero e dois dirigentes políticos cujos nomes ainda serão definidos. O grupo vai discutir episódios relevantes do passado do país e tentar fazer previsões a respeito de como serão os próximos anos.

O encontro, no entanto, é apenas um dos eventos especiais programados para a feira. Por seus estandes e mesas de discussão passarão, como convidados, escritores do mundo inteiro. Entre eles, os brasileiros Dioney Gomes e Dori Caymmi. As inscrições para participar das oficinas de contos, que ocorrem em 1.º de maio, estão abertas até 15 de abril. Custam 40 pesos (R$ 18) por pessoa.

Cursos gratuitos sobre temas diversos, que vão da origem da literatura policial argentina à importância do desenho gráfico na atualidade, também fazem parte do calendário. É preciso reservar vaga previamente.

Opções. Neste ano, a feira terá como atrativo extra o fato de ser uma das sedes da 2ª Bienal Borges-Kafka - posição que dividirá com Praga, na República Checa. Haverá exposição de fotografias, mesas redondas e cursos sobre a vida e a obra dos dois mestres da literatura.

Outra novidade na edição 2010 é a criação de uma feira paralela, exclusiva para quadrinhos - com ênfase na história do mangá -, realizada nos dias 8 e 9 de maio. Com direito a concurso de melhor fantasia entre os adeptos do cosplay - fãs que se vestem e comparecem a eventos tal e qual seu personagem favorito.

Ainda sob o guarda-chuva da Feira Internacional do Livro estão agendados um Festival de Poesia (de 25 a 29 de abril) e um Encontro de Narração Oral (30 de abril a 2 de maio).

Crianças não foram esquecidas: para estimular o gosto delas pela leitura será montado um espaço com oficinas de pintura, origami, música e expressão corporal. Além é claro, de rodas com contadores de histórias.

O evento ocorre no La Rural Predio Feiral de Buenos Aires. A entrada custa entre 12 e 15 pesos (R$ 5,40 a R$ 6,80). Programação, horários de autógrafos e outras atividades estão no site www.el-libro.org.ar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.