Viagem|Estadão
Viagem|Estadão

Veja 14 destinos para ir nos feriados de 2016

Florianópolis dá adeus às multidões e é ótima pedida na Páscoa; em setembro, que tal um bate-volta à festa das flores em Holambra?

Adriana Moreira, Bruna Toni, Felipe Mortara, Mônica Nóbrega, Isabella Macedo (especial), O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

Pare de se lamentar. Sim, serão poucos os feriados para emendar em 2016 – cinco ao todo, incluindo o carnaval e sem contar o Natal e o ano-novo. A maior parte deles, concentrada no primeiro semestre (apenas a Proclamação da República, em 15 de novembro, será emendável no segundo semestre).

Pensando pelo lado positivo, pode ser uma oportunidade de planejar uma viagem para um destino mais distante em algum (ou alguns, quem sabe?) deles.

Já os feriados que caem bem no meio da semana, naquela quarta-feira preguiçosa (Independência, Finados e dia de Nossa Senhora Aparecida) pedem um bate-volta a lugares que sempre deixamos para ir “um dia, com mais calma”.

É hora de acabar com as desculpas. Neste nosso calendário de viagens, selecionamos 14 destinos, com duas opções para cada um dos sete feriados listados aqui. Mas você, claro, pode adaptá-lo de acordo com sua vontade.

O carnaval ficou de fora por uma razão especial: na edição da próxima terça-feira, faremos uma seleção de destinos para curtir a folia no Brasil e no mundo. Também não incluímos os feriados municipais.

Na maré baixa, é possível chegar à Pedra Furada, em Jericoacoara, pela praia – são apenas 3 km. Prefira ir em grupo: há relatos de assaltos e violência a turistas desacompanhados no trajeto. Bate-volta à cidade de Aparecida no feriado da padroeira? Espere filas enormes, trânsito e, se for de carro, dificuldade para estacionar. Para rezar com calma, é melhor escolher outro feriado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Bruna Toni e Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

PARAÍBA

A pedra batizada de Dedo de Deus aponta para um litoral de águas verdes e areia dourada, iluminada por um sol que começa a brilhar às 5 horas todos os dias e antes de qualquer outro lugar no Brasil. Assim é a costa da Paraíba. 

Em março, as chuvas ainda dão um desconto e o calor é ideal para curtir a costa até a noite, quando turistas e moradores se misturam em caminhadas pela orla da Avenida Cabo Branco, em João Pessoa. Ali, onde se concentram os hotéis da capital, fica também o farol de onde se avista a Ponta do Seixas, extremo leste do País.

Alugue um carro ou faça um tour de buggy - na Ecoturismo, por exemplo, há passeios personalizados (desde R$ 220 para duas pessoas) -  para percorrer o litoral sul, onde ficam as melhores praias – são cerca de 60 quilômetros. Comece na Barra do Gramame, onde rio e mar se encontram, passe pelas praias do Amor e do Coqueirinho até chegar a Tambaba, especial por ter uma parte destinada aos adeptos do naturismo e por estar pertinho de um restaurante com a mesma filosofia chamado Arca de Bilú.

Subindo em direção ao norte, a 18 quilômetros da capital, chega-se a Cabedelo, onde estão as praias Camboinha e do Jacaré. Essa última alvo de polêmicas ao longo de 2015 por conta do fechamento de seus restaurantes. De cara nova, ainda conta com o seu principal atrativo: o Jurandy do Sax tocando o tradicional Bolero de Ravel ao pôr do sol. /BRUNA TONI

FLORIANÓPOLIS

Vão-se a lotação e os congestionamentos do verão, fica o sol. A capital de Santa Catarina vive sua melhor forma no outono, quando o tempo é seco e quente e as multidões já foram embora. Por isso, é destino ideal para a Páscoa, com seus três dias de folga – ou quatro, para quem tem a quinta-feira livre. 

Os pacotes com preços amigáveis podem ser outro argumento. Com aéreo e hotel, há opções de três noites a R$ 1.088 com a CVC, R$ 1.196 com a Submarino, R$ 1.249 com a TAM Viagens e R$ 1.326 com a Azul – valores por pessoa em quarto duplo, com saída em 24 de março. 

Uma vez lá, há mais de 40 praias para o seu deleite. Objetivamente, é pouco factível ficar pulando de uma para outra já que, de norte a sul, são cerca de 70 quilômetros. O jeito certo é eleger uma região por dia. 

Em busca de badalação, o endereço arrumadinho é Jurerê. Também no norte está Lagoinha, com clima familiar e restaurantes pé na areia (mas ruim de serviços; carro é indispensável). E a prática Ingleses, com hospedagem e restaurantes. Ainda tem as clássicas Joaquina e Mole, perto da Lagoa da Conceição, e a preservada Campeche. /MÔNICA NOBREGA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Bruna Toni e Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

BUENOS AIRES

Buenos Aires se tornou destino certo para brasileiros em qualquer época do ano, ainda mais em tempos de dólar alto (e de peso argentino baixo). Mas não é apenas por ser mais em conta que a capital ganhou status de queridinha. Questões práticas como a proximidade – a menos de 2 horas de São Paulo de avião –, o espanhol falado num tom familiar e os gostos parecidos, a começar pelo futebol, são coroadas por um clima de cidade descolada e clássica ao mesmo tempo, que abraça de viajantes solitários a famílias inteiras.

Abril é um dos melhores meses para visitar a cidade. Além de ser baixa temporada, as paisagens de parques como os charmosos Bosques de Palermo ficam ainda mais atraentes no outono – leve uma capa de chuva para se proteger da garoa comum à época do ano.

Quatro dias é o ideal para se conhecer o básico de Buenos Aires ou aproveitar um possível retorno com mais calma. Dá até para fazer um bate-volta de barco de Puerto Madero à histórica Colônia, no Uruguai, ou assistir a uma partida do campeonato nacional de futebol, que em 2016 vai até julho e conta com 30 times – no estádio do Boca Juniors, no colorido e turístico bairro La Boca, a emoção é garantida. 

Com transporte público fácil, combine caminhadas pelo centro, onde fica a histórica Plaza de Mayo e a Casa Rosada, sede do governo argentino – consulte a programação das visitas guiadas gratuitas em bit.ly/visitacasarosada –, e pelas ruas esverdeadas de Palermo, bairro nobre que abriga também o Malba (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires), com exposições temporárias de alto nível e o nosso Abaporu, de Tarsila do Amaral.

Há ainda o Teatro Cólon, o Café Tortoni, os espetáculos de tango e a noite agitada da Avenida Corrientes, onde está escondido (no número 1.660) um pequeno museu dos Beatles. Tudo isso ainda pode ser combinado com a programação da cidade em abril, que receberá o Festival de Cinema Internacional, a 42ª Feira Internacional do Livro e a feira gastronômica Masticar. Mais: turismo.buenosaires. gob.ar/br./BRUNA TONI

JERICOACOARA

Vai demandar planejamento, mas em quatro dias você consegue, sim, visitar Jericoacoara. Abril não é alta temporada e, apesar dos ventos e alguns chuviscos, o clima é agradável. Reserve com a pousada o transfer de ida e volta a partir de Fortaleza, que leva quatro horas – quase metade do tempo da viagem de ônibus. Avise que você quer dividir com outros passageiros, sempre um bom negócio, já que o valor cobrado é por carro. A média é R$ 450 para quatro pessoas – ou seja, cerca de R$ 112 para cada um. De ônibus, gasta-se entre R$ 47,85 e R$ 76 (fretcar.com.br). A pegadinha é conseguir que o horário do coletivo combine com o do seu voo – algo difícil, já que são apenas três saídas diárias.

Chegue a Jeri na madrugada de quarta para quinta-feira para amanhecer no vilarejo e curtir uma manhã preguiçosa na praia principal. Combine com o bugueiro um passeio no fim da manhã para as Lagoas Azul e do Paraíso, mais próximas – alguns param na Pedra Furada na volta. Na sexta, saia cedo para as Lagoas Tatajuba e Torta, mais distantes, que vão demandar um dia inteiro de passeio. Assim que você se instala nos quiosques de Tatajuba, o garçom exibe na bandeja o peixe do dia. Peça logo para que a refeição chegue à mesa assim que a fome bater.

Com esse roteiro, você já terá matado o principal de Jeri – o sábado vira um curinga para o caso de o clima não ajudar ou, quem sabe, fazer uma aula de kitesurfe na Praia do Preá. Inclua em seu roteiro assistir ao pôr do sol sobre a duna homônima, um programa clássico, com direito a aplausos. /ADRIANA MOREIRA

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

PIRENÓPOLIS

A 2h30 de Brasília, Pirenópolis é boa pedida para curtir o feriado no centro do País. O carro alugado vai dar mais mobilidade nos deslocamentos (especialmente se quiser dar um pulo em Goiás Velho, terra de Cora Coralina, a 170 quilômetros de Pirenópolis), mas é possível ir de ônibus. A Viação Goianésia tem quatro saídas diárias da rodoviária de Brasília (R$ 24,52).

Tombada pelo Iphan, “Piri”, como é chamada, tem um centro preservado, com casarões do século 18 margeando o Rio das Almas. Cruze e descruze a Ponte de Madeira e visite o Teatro Pirenópolis, de 1899. No feriado de Corpus Christi, a cidade ganha um tapete de serragem colorida por onde passa a procissão ao som dos sinos da Igreja Matriz. Para curtir a natureza e cachoeiras, siga para o Parque Estadual Serra dos Pireneus e para a reserva particular Vargem Grande.

LIMA

São cinco horas de voo e atrações que cabem direitinho no feriado de Corpus Christi. Intensa nos sabores, que nos últimos anos lhe trouxeram merecida fama, a capital peruana exibe sua história na arquitetura hispânica de seu centro histórico e nas relíquias que lotam seus principais museus. 

A Plaza de Armas é ponto de partida para desbravar o centro e suas construções dos séculos 17 e 18. Ali estão o Palácio Arcebispal, o Palácio do Governo e a Catedral. No Parque de la Muralla, veja o que resta do antigo muro que cercava a cidade. Visite ainda as catacumbas do Monastério de São Francisco, forradas por 70 mil ossadas. 

 Vá ao Mercado Central para ver frutas e grãos andinos. E mate a fome em Miraflores, onde estão alguns dos restaurantes que renderam fama à cidade, como o Astrid y Gastón. Entre os museus, veja relíquias pré-colombianas no Museu Larco, os itens do Museu Oro del Peru e a coleção de arte colonial do Pedro de Osma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Bruna Toni e Isabela Macedo, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

PARANAPIACABA

Antes de chegar ao fim, as curvas da Estrada de Santos levam a Paranapiacaba, pequena vila de Santo André, no ABC Paulista, que soube preservar sua história férrea ao fazer dela seu melhor atrativo turístico. É possível chegar na vila de trem, partindo da estação da Luz, reaberta na semana passada após o incêndio que afetou parte de sua estrutura: pega-se a linha 10-Turquesa até Rio Grande da Serra e, de lá, um ônibus. 

Pela vila, além do acervo histórico do Museu Castelo e do Centro de Documentação de Arquitetura e Urbanismo, estão abertos à visitação o Antigo Mercado e o Clube União Lyra Serrano, palco de grandes bailes do início do século 20. Interessados no ecoturismo não podem deixar de fazer ao menos uma das seis trilhas do Parque Natural Municipal Nascentes ou o desafiador Circuito do Sal, cujo roteiro completo, entre São Bernardo e Mogi das Cruzes, tem 53 quilômetros – escolha um de seus três trechos. Mais em (11) 4439-0109. /BRUNA TONI

HOLAMBRA

Uma visita a Holambra, a cerca de 2 horas de São Paulo, é sinônimo de aroma de flores – principalmente em setembro. Responsável pelo cultivo e comercialização de aproximadamente 40% das plantas e flores ornamentais do País, o município de colonização holandesa realiza anualmente a Expoflora, que em 2016 ocorre de 26 de agosto a 25 de setembro. Além de percorrer os estandes e poder comprar plantas e sementes, o evento conta com shows variados e uma tradicional chuva de pétalas de rosas, sempre às 16h30. 

Antes ou depois da feira, faça uma breve visita à cidade para ver alguns ícones, como o Moinho Povos Unidos, conhecido como Moinho Holandês (19-3802-1303). Inaugurado em 2008, tem um mirante aberto ao público, além de um museu que conta a história da cidade por meio de objetos, filmes e fotos. 

Para voltar para casa com alguns souvenirs, é possível encontrar de cerâmica a crochê feitos por artistas locais no Núcleo de Artesãos de Holambra (Rua Rota dos Imigrantes, 483). Já os fãs de uma branquinha podem degustar e comprar garrafas caseiras da bebida no Rancho da Cachaça, misto de pousada, restaurante e loja. Mas só se você estiver no banco do carona – para os motoristas, só resta observar. / ISABELLA MACEDO, ESPECIAL PAR AO ESTADO

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Adriana Moreira e Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

SOUSAS E JOAQUIM EGÍDIO

É um dia só, mas o feriado de 12 de outubro tem a medida certa para dar uma escapada e visitar os distritos de Sousas e Joaquim Egídio, coladinhos em Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo. Festivais gastronômicos, feiras e shows estão sempre na programação cultural de ambos – e mesmo que não haja nada de especial programado, ainda assim haverá o que fazer.

A Praça Beira Rio, em Sousas, concentra o burburinho com bares e restaurantes e, em todo primeiro domingo do mês, a feira de artesanato Vila das Artes – além de eventos esporádicos. Chegando para o almoço, pare no restaurante Bouquet Garni. Além de um cardápio apetitoso, com muito peixe e frutos do mar, a casa está cercada por uma exuberante área verde e tem vista para o rio. Para a garotada, a Belmonte Entretenimento tem arvorismo, tirolesa e pôneis.

Ainda que Sousas tenha seu charme, Joaquim Egídio conquista por suas construções históricas e atmosfera antiga. O movimento ali se concentra ao longo da Rua Heitor Penteado, com seus bares convidativos. Localizada em meio a uma Área de Proteção Ambiental (APA), a região também é famosa por suas trilhas para caminhada e bicicleta. /ADRIANA MOREIRA

SÃO ROQUE

Sentar à mesa de um dos bons restaurantes da Estrada do Vinho, em São Roque, a 40 minutos de São Paulo, poderá te prender pelo estômago e fazer você gastar boa parte do dia por lá – a espera no tradicional português Quinta do Olivardo, por exemplo, pode ser longa, apesar de compensatória.

 Mas com apenas um dia disponível, é bom se programar para garimpar passeios que vão além das vinícolas. E aproveitar melhor a fartura gastronômica da cidade, a base de alcachofras e uvas, que entre 7 de outubro e 6 de novembro se estenderá até o centro durante a 24ª Expo São Roque. É a época ideal para combinar as atividades da feira, como a pisa da uva, shows e visitas guiadas aos parreirais que algumas das vinícolas oferecem – na Góes, uma das maiores, há passeios de 1h20 por R$ 25, com direito a R$ 10 em compras. Mais: vinicolagoes.com.br.

Já para quem gosta de um pouco de adrenalina, a dica é começar pelo Ski Mountain Park, que, além das pistas de esqui e snowboard (há aulas para iniciantes), tem arvorismo, paintball, tirolesa, teleférico, arco e flecha, passeios a cavalo e alpinismo. Os fãs de trilhas contam com a do Morro do Saboó, de onde se tem uma vista panorâmica de São Roque e de municípios vizinhos, como Mairinque, Itu e Sorocaba.

Pela cidade, o centrinho de ruas apertadas reúne comércio e construções simpáticas de interior, com lojas como a da Nonna Nunziata, uma italiana de 77 anos que bota a mão na massa para entregar encomendas de suas antigas receitas. Do patê de alcachofra ao cannoli siciliano, é impossível sair de lá sem uma guloseima caseira nas mãos. 

Se quiser dormir em uma das pousadas e hotéis da cidade e seguir viagem no dia seguinte, aproveite para provar as cervejas artesanais do recém-inaugurado Come Together, pub com decoração rústica e boa música. /BRUNA TONI

Encontrou algum erro? Entre em contato

Mônica Nóbrega e Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

SANTOS

De carro mal dá hora e meia de viagem de porta a porta; de ônibus, com saídas a cada 15 minutos, leva uma hora de rodoviária a rodoviária desde a do Jabaquara, em São Paulo. Isso se você não pegar o Sistema Anchieta-Imigrantes congestionado – e, para não pegar, fique atento um dia antes aos informes da administradora Ecovias no Ecovias.com.br e no Twitter.com/_ecovias. Santos está tão pertinho que dá para fazer bate-volta com toda a tranquilidade.

Para curtir ao máximo a cidade em um feriado que cai numa quarta-feira, vale chegar no começo da noite de terça ou deixar para voltar para casa na quinta bem cedo. O motivo é curtir a noite. O novo Amsterdam busca inspiração em 13 países europeus para criar suas porções, e a Fritz Cervejaria tem comidinhas alemãs e cervejas de fabricação própria. A happy hour é animada no pé-sujo Bar do Toninho. Para música ao vivo, o Bar do Torto é um querido dos santistas.

A história está no centro. Da Praça Mauá partem os bondes (R$ 6,50), principal meio de transporte na cidade até a metade do século 20. Hoje, fazem um city tour recheado de pontos históricos, como a Bolsa de Café, o Complexo do Carmo e o Valongo. O Museu Pelé, atração mais nova de Santos, fica em um dos casarões do século 19 do Valongo. Custa R$ 18: museupele.org.br. Ainda no tema futebol, o Santos tem seu Memorial das Conquistas, na Vila Belmiro; R$ 13.

Certamente você já ouviu falar que Santos tem o maior jardim de orla do mundo, reconhecido pelo Guinness Book. Aproveite para pedalar ou caminhar, com chuveiros para se refrescar em toda a extensão. À praia faltam águas mais transparentes, mas a faixa de areia contínua é gostosíssima. No Gonzaga se concentram os eventos e esportes de areia e na divisa com São Vicente, os surfistas. Para curtir o pôr do sol, siga até a Ponta da Praia. /MÔNICA NOBREGA

BOITUVA

Para aproveitar a folga no meio da semana com adrenalina, Boituva, a 110 quilômetros de São Paulo, é destino certo. Seja para um voo de balão ou um salto de paraquedas, são várias as empresas especializadas que operam na região. 

Os estreantes no paraquedismo encaram um salto duplo, junto com o instrutor. O avião sobe a 3.700 metros de altitude (12 mil pés) e, depois de 15 minutos de voo, é hora de cair no vazio. São 45 segundos de queda livre – e uma emoção indescritível. Com fotos, a experiência custa desde R$ 390 na Queda Livre Paraquedismo; R$ 320 na Paraquedismo Boituva; R$ 410 na Sky Company e R$ 460 na Brasil Paraquedismo

Para ir em família, o voo de balão dura uma hora – e termina em um brinde com champanhe. Custa R$ 348 na promoção na Balonismo Boituva e R$ 330 na Escola Brasileira de Balonismo. /ADRIANA MOREIRA.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Adriana Moreira e Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 05h00

FOZ DO IGUAÇU

Foz do Iguaçu tem atrações para os quatro dias do feriado – ou até em uma semana. Tudo vai depender dos seus interesses. De qualquer forma, programe ao menos um dia inteiro no Parque Nacional do lado brasileiro (cataratasdoiguacu.com.br; R$ 33,30), e outro do lado argentino. Para atravessar a fronteira, lembre-se de levar o passaporte ou o RG (com menos de 10 anos), já que a carta de motorista não é aceita pelos agentes.

O lado brasileiro tem Macuco Safári para chegar pertinho das quedas d’água (R$ 179), trilhas repletas de borboletas e quatis ávidos para roubar comida da sua bolsa – não os alimente e não se distraia. Os mirantes mostram todo o esplendor das cataratas e, se puder, faça também o sobrevoo de helicóptero (em média, R$ 300). Parece caro, mas lá do alto você percebe que valeu cada centavo. Conheça ainda o Parque das Aves (R$ 24), um viveiro com 1.020 pássaros de 150 espécies. Com um dia extra, dê uma esticadinha para visitar a Usina de Itaipu.

Cruzando a fronteira para o Parque Iguazu (200 pesos ou R$ 80), o mais impressionante é a trilha suspensa sobre as cataratas até a Garganta do Diabo, onde as águas se fundem e é impossível não se molhar. Há também outras trilhas, um trenzinho e uma versão do Macuco Safári, mais barata (mas que já teve problemas de segurança). Na volta, dá para fazer comprinhas no duty free. /ADRIANA MOREIRA

MONTEVIDÉU

Cerca de três horas de voo desde São Paulo, charme e sabor de sobra e temperaturas amenas fazem Montevidéu caber confortavelmente na folga de quatro dias. E com bônus: dá tempo até de fazer um bate-volta a Punta del Este. Oba!

O tour em Montevidéu começa na Cidade Velha. É onde estão o Teatro Solís (60 pesos a visita guiada ou R$ 7,65), a torre gótica do Palácio Salvo, o Museu Torres García (100 pesos, R$ 12,70) e o programa indispensável por ali, o Mercado del Puerto, aonde se vai para almoçar churrasco vendo as grelhas assarem carnes bem diante dos olhos. 

Ainda no tema comer, o epicentro da gastronomia contemporânea – e das baladas – são os bairros de Pocitos e Buceo. E, na terra das uvas tannat, não deixe de visitar uma vinícola do entorno, como a Bodega Bouza.

O calçadão à beira do Rio da Prata – a Rambla – atrai caminhantes e o pessoal que vai curtir o pôr do sol. Outro passeio típico é o Estádio Centenário, que recebeu a final da primeira edição da Copa do Mundo de futebol, em 1930 – os donos da casa venceram a Argentina por 4 a 2. É possível chegar lá também em um city tour do tipo hop-on hop-off com o Bus Turístico (desde 546 pesos, R$ 69,40). 

Antes de partir, a Feira de Tristan Narvaja, realizada na Avenida 18 de Julio no domingo de manhã, é boa para garimpar souvenirs. /MÔNICA NOBREGA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.